No começo da semana, o presidente Bolsonaro mandou dois ministros a São Paulo, Fabio Wejngarten e Ricardo Salles (logo quem!) para tentar salvar a candidatura de Celso Russomanno. Era tarde demais. O candidato do Republicanos (leia-se Igreja Universal e Record do bispo Macedo) entrou novamente em parafuso, como já aconteceu nas duas campanhas anteriores, em 2012 e 2016, quando começou liderando as pesquisas e acabou não indo nem para o segundo turno.

A 20 dias da eleição, nova pesquisa Datafolha mostra o derretimento do apresentador de TV e deputado federal: Russomanno caiu de 27% para 20% e já foi ultrapassado pelo tucano Bruno Covas, atual prefeito. que subiu de 21% para 23%. O mais impressionante nessa pesquisa é o aumento da rejeição do candidato dos evangélicos, que pulou de 21% em setembro para 38% agora, depois de receber o apoio do presidente Bolsonaro, o grande cabo eleitoral da sua campanha.

Não era para menos: segundo o Datafolha, a rejeição dos eleitores de São Paulo a Bolsonaro é de 46%, o que mostra que Russomanno ainda pode crescer bastante nesse quesito. Ex-vice de João Doria, que deixou a prefeitura com um ano e pouco de mandato para se candidatar a governador, Bruno Covas, ao contrário de Russomanno, esconde seu padrinho, que até agora não apareceu na campanha do tucano. Doria tem 39% de rejeição na capital paulista. * UOL notícias.