Segundo informação de sindicatos que representam os metalúrgicos das unidades, a Ford iniciou, na segunda-feira (18), convocação oficial para que os empregados das fábricas, que a empresa fechou no país, retornem ao trabalho na linha de produção das peças de reposição.

Os funcionários resistem porque as entidades são contra a volta dos funcionários, até que a multinacional negocie indenizações e um plano de saída do país.

Enquanto a decisão não sai, o Governo Federal já avalia um “Plano B” para as fábricas da montadora.

Segundo Bonfim, a multinacional ainda não negociou como será o processo de demissão dos empregados, nem reuniu, formalmente, com os sindicatos para discutir as rescisões e indenizações.

“Ninguém voltou (ao trabalho) porque o que a Ford fez foi um ‘tapa na cara’: não negociou nada com a gente e pede para a gente retornar ao trabalho? Não dá”, disparou Júlio Bonfim.

A empresa mantinha no país uma fábrica de motores e de transmissão, em Taubaté (SP), e uma planta montadora, em Camaçari (BA), que já interromperam a produção. Além de uma unidade da marca Troller, em Horizonte (CE), que está prevista para encerrar as atividades, final do ano.

A Ford não se manifestou sobre a convocação aos trabalhadores, nem sobre eventual negociação com sindicatos. *Jornal da cidade online.