Marcos Andrade Construtora
CORTINA E CIA COLCHÕES
VickPark 1

Maior ainda é o Nordeste, nosso país Nordeste, formado de tantos nordestes e ao mesmo tempo um só. Singular e plural! Aqui é “meio do mundo”, sertão onde o ar sopra mais bonito, aqui é “beira do mundo”, onde a borda da terra encontra a borda do mar…

Quando vai chegando o meio do ano, nesse meio do mundo, tem o fole matreiro, a saia de chita da moça bonita, fogueira no chão e no céu, clarão, e o luar do sertão de Catulo acompanha as festanças dos três santos festeiros: Antônio, João, e Pedro.
E tem, minha gente, o forró: baião, xote, xaxado, galope, arrasta pé… O forró é infinito e nele sempre cabe mais um, ainda mais se esse “um” é um álbum de inéditas do grande compositor, intérprete, instrumentista, operário da música Luiz Caldas.

Aliás, já quero expressar minha profunda gratidão a esse meu amigo e irmão, por confiar a mim dividir a produção do seu mais novo álbum. Estou falando de “Na Beira do Mundo”, que acabou de sair do estúdio, prontinho para ganhar o mundo.

Além de co-produzir, tive a honra de dividir com Luiz, algumas composições do álbum. Foi uma experiência desafiadora, prazerosa e gratificante, marcada por uma sintonia surreal entre nós. Muitas vezes, assim que recebia a melodia, a letra já chegava imediatamente à cabeça – algo inexplicável… E o contrário também: quando enviava uma melodia para ele, a letra já fluía naturalmente.

Luiz Caldas é um artista de alma leve e formidável, com uma incrível facilidade para criar melodias, arranjos, letras e interpretações, sempre tratando a “mãe música” com o respeito, a seriedade e a atenção que ela merece.

Nossa inspiração vem da fonte mais pura: na essência, seguimos a trilha do eterno Rei do Baião, que fez participação com Luiz em “Amazonas”, quando Luiz Gonzaga se despediu dos estúdios. Mas bebemos de outras fontes, e quem prestar atenção, vai encontrar alguma coisa de Jackson do Pandeiro no ritmo sincopado de “Na beira do mundo”, música-título do álbum.

Dois companheiros dele do estradar participaram brilhantemente do álbum,
@elbaramalho @flaviojose.

Para essa grande jornada, contamos com alguns amigos que foram essenciais e aceitaram o convite sem hesitar: Jussiê, Luciano PP, PJ, Juaozinho PJ, Júnior Andrade, Keké, Tico, Guilherme Menezes, Durval Caldas, Andréia Caldas, André Ará, Paulinho Caldas, Ricardo Marques, Gil Boiadeiro, Oséas Marx, César Rasec, e o convidado muito especial Flávio José, além dos técnicos dos estúdios envolvidos – Arthur Fabiano, Marquinhos, Paulinho, Robério, Marcelo Machado.
A todos estes agradeço de coração.

Gratidão é a palavra. Com ela, convido todos e todas a fazerem uma viagem por este álbum, que traz melodias, letras e interpretações que reverenciam o que há de mais profundo, sagrado e autêntico na nossa música nordestina e brasileira – uma verdadeira celebração às nossas raízes.

“Na frente do mundo, acordo com a beleza do infinito…”

Nagib Barroso.

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