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Expansão da rede mineira avança com integração das operações da DMA Distribuidora e pode levar a bandeira BH para importantes polos regionais do Nordeste

Após inaugurar sua primeira unidade com a bandeira Supermercados BH em Porto Seguro, no sul da Bahia, a rede comandada pelo empresário Pedro Lourenço já tem no radar novas cidades que poderão passar pelo mesmo processo de conversão nos próximos meses. A iniciativa faz parte da integração das operações adquiridas da DMA Distribuidora, responsável pelas marcas EPA, Mineirão Atacarejo e Brasil Atacarejo.

Embora a empresa ainda não tenha divulgado oficialmente o cronograma completo de mudanças para todas as unidades adquiridas, as cidades que fazem parte do pacote aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) despontam como candidatas naturais para receber a nova identidade da rede fora de Minas Gerais.

A estratégia concentra-se principalmente na Bahia, mas também inclui uma importante operação em Pernambuco.

Porto Seguro abre caminho para expansão na Bahia – A escolha de Porto Seguro para receber a primeira conversão não ocorreu por acaso. Além de ser um dos principais destinos turísticos do país, a cidade possui uma economia impulsionada por hotéis, pousadas, restaurantes, bares, comércio de praia e serviços voltados ao turismo.

Para o Supermercados BH, a unidade funciona como um teste de mercado e uma vitrine da marca em território baiano. Caso os resultados sejam positivos, a tendência é que a rede acelere a conversão de outras lojas herdadas da DMA na região.

Vitória da Conquista surge como principal aposta – Entre todas as cidades incluídas no pacote fora de Minas Gerais, Vitória da Conquista aparece como uma das mais estratégicas para os planos da companhia.

O município reúne três unidades de atacarejo e um centro de distribuição, estrutura que pode transformar a cidade em uma importante base logística para sustentar a expansão do grupo no interior da Bahia.

Mais do que um mercado consumidor relevante, Conquista oferece condições para centralizar operações de abastecimento e distribuição para diversas cidades da região.

Ilhéus e Feira de Santana também ganham destaque – Outra praça considerada importante é Ilhéus, onde a operação adquirida inclui uma loja de atacarejo e um posto de combustível. Assim como Porto Seguro, a cidade combina forte atividade turística com influência econômica regional, permitindo à rede disputar tanto o consumo das famílias quanto o abastecimento de pequenos negócios ligados ao setor de serviços.

Já Feira de Santana representa um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade ainda maior. Considerada um dos principais centros comerciais da Bahia, a cidade possui localização estratégica, grande fluxo logístico e intensa movimentação econômica.

Uma eventual conversão para a bandeira BH colocaria a empresa em um dos mercados mais competitivos do estado, mas também em uma praça com elevado potencial de vendas.

Outras cidades no radar – Além de Vitória da Conquista, Ilhéus e Feira de Santana, o pacote aprovado pelo Cade inclui operações em:

* Bom Jesus da Lapa
* Brumado
* Euclides da Cunha
* Eunápolis
* Guanambi
* Irecê
* Itamaraju
* Nova Viçosa

Todas essas cidades contam com unidades de atacarejo e exercem papel relevante como polos de abastecimento regional.

No extremo sul da Bahia, Eunápolis, Itamaraju e Nova Viçosa ganham importância adicional por estarem próximas ao eixo turístico de Porto Seguro. A consolidação da marca nessa região pode ajudar o grupo a fortalecer seu reconhecimento antes de avançar para mercados ainda maiores.

Petrolina coloca BH em importante polo nordestino – Fora da Bahia, Petrolina, em Pernambuco, aparece como o principal ativo da operação adquirida.

A cidade é considerada um dos mais importantes polos econômicos do Nordeste, impulsionada pelo agronegócio irrigado, pelo comércio regional e pela forte integração econômica com Juazeiro, na Bahia.

A presença da rede nesse mercado amplia significativamente o alcance da marca para além de sua área tradicional de atuação.

Há ainda uma operação em Porto Velho, Rondônia, mas ela está relacionada apenas a um posto de combustível, sem atividade de supermercado ou atacarejo.

Mais do que uma troca de nome – A mudança das bandeiras Mineirão Atacarejo, EPA ou Brasil Atacarejo para Supermercados BH vai além da comunicação visual.

No varejo alimentar, a bandeira representa aspectos fundamentais da operação, como política de preços, campanhas promocionais, aplicativos, relacionamento com fornecedores, identidade da marca e experiência do consumidor.

Ao expandir sua marca para fora de Minas Gerais, o grupo busca transformar uma rede tradicionalmente regional em uma operação de alcance nacional.

O desafio, entretanto, é conquistar consumidores que ainda não possuem familiaridade com a marca BH. Enquanto em Minas Gerais o nome já está fortemente associado a preços competitivos e grande volume de vendas, na Bahia e em Pernambuco será necessário construir essa percepção do zero.

Concorrência acirrada no Nordeste – A chegada do Supermercados BH ao Nordeste também altera o cenário competitivo da região.

A empresa passa a disputar espaço com grandes redes nacionais, como Assaí e Atacadão, além de grupos regionais consolidados, entre eles o Grupo Mateus, que possui forte presença no segmento de atacarejo.

Nesse contexto, fatores como eficiência logística, negociação com fornecedores, variedade de produtos e competitividade de preços serão decisivos para o sucesso da expansão.

Por isso, o desempenho da operação em Porto Seguro será acompanhado de perto pelo mercado. Caso a experiência se mostre bem-sucedida, cidades como Vitória da Conquista, Ilhéus, Feira de Santana, Eunápolis, Itamaraju, Guanambi, Irecê, Brumado, Bom Jesus da Lapa, Euclides da Cunha, Nova Viçosa e Petrolina despontam como os próximos destinos naturais da bandeira Supermercados BH.

GOVERNO DO ESTADO - EMBASA
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