O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) assegurou, no orçamento da União de 2022, R$800 mil para ajudar no custeio da saúde no município de Vitória da Conquista, na região sudoeste da Bahia. As verbas serão destinadas à prefeitura.
A emenda é fruto de articulação do PDT local, por meio do presidente municipal do partido, Manoel Gusmão, e do ex-prefeito de Araci, Silva Neto, que é membro da Executiva estadual do partido.
Os recursos serão destinados à rede de atenção básica, para a compra de equipamentos e qualificação do atendimento. “Esperamos, com a emenda, contribuir para melhorar a saúde em Conquista e o atendimento básico à população. Certamente o montante se somará a outros destinados por colegas parlamentares, tanto para a saúde quanto para outras áreas”, disse Félix.
“A rede de atenção básica desenvolve programas e ações, considerando a diversidade das necessidades de saúde dos usuários. Por isso, essa emenda é fundamental para Vitória da Conquista”, acrescentou Manoel Gusmão.
Silva Neto lembrou que a atenção básica é a “porta de entrada” do atendimento à saúde para a população. “Os recursos irão reforçar esse atendimento inicial realizado por meio do SUS e, com isso, diminuir o agravamento de várias doenças. Isso gera melhoria na qualidade de vida das pessoas e economia dos recursos públicos”, frisou.
Nesta segunda-feira, 22, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista celebra o Dia do Músico Evangélico. Proposta pelo vereador Nildo Freitas (PSC), a audiência pública acontecerá às 19h, no Plenário Carmen Lúcia.
A prefeita Sheila Lemos sancionou no dia 2 de setembro deste ano, a lei que homenageia os músicos evangélicos do município. A partir desse projeto, iniciado por Freitas, a categoria passou a ser comemorada no dia 6 de novembro.
Para participar da audiência pública é necessário o uso obrigatório de máscaras e de álcool em gel.
Audiência Pública Dia do Músico Evangélico
Data: 22 de novembro
Horário: 19h
Local: Câmara Municipal – Plenário Carmen Lúcia
Rua Coronel Gugé, 150, Centro
O primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 digital e impresso teve 26% de abstenção. Do total de 3,1 milhões de candidatos inscritos, cerca de 2,3 milhões compareceram às provas neste domingo (21), em mais de 1,7 mil municípios. Os números foram divulgados nesta noite pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Considerando apenas o Enem impresso, que concentra a maior parte das inscrições, 3.040.907, as faltas chegaram a 25,5%. O estado com a maior porcentagem de faltas foi o Amazonas, com 40,6%. No Enem digital, 46,1% dos 68.893 inscritos não compareceram ao exame.
“Acredito que o Enem foi um sucesso”, avaliou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, em coletiva de imprensa. Segundo ele, mesmo com número reduzido de inscritos, menor que edições anteriores, a porcentagem de faltas, ainda em período de pandemia, foi baixa e se equipara aos índices de abstenção observados antes da pandemia. “Isso demonstra que, mesmo em pandemia, tivemos uma boa assiduidade”, complementou o presidente do Inep, Danilo Dupas.
Na edição de 2020, aplicada em janeiro deste ano, o primeiro dia do Enem impresso registrou a abstenção recorde de 51,5%. Já no primeiro dia do Enem digital 2020, 68,1% dos 93 mil candidatos inscritos faltaram às provas.
No primeiro dia do Enem 2021, os estudantes fizeram as provas de redação, linguagens e ciências humanas. O exame segue no próximo domingo (28), quando serão aplicadas as provas de matemática e ciências da natureza.
Segundo o Inep, os dados apresentados são preliminares. Ainda não há um balanço de quantos estudantes tiveram intercorrências de aplicação, como falta de luz. Esses estudantes terão direito a reaplicação da prova, que será nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022. O período para pedir a reaplicação é de 29 de novembro a 3 de dezembro.
Os dados da segurança também foram apresentados na pandemia. Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 27 mandados de prisão. Todos de pessoas que já eram procuradas pela polícia por crimes como tráfico de drogas e estupro de vulnerável, e que fizeram inscrição no exame. Não houve intercorrências nas provas.
Interferência
Na coletiva, Ribeiro voltou a afirmar que não houve interferência no Enem por parte da atual gestão. “Acho que os senhores que tiveram acesso a perguntas que foram feitas, puderam notar que eventualmente segue o mesmo padrão”, disse. E acrescentou: “Se tivesse interferência, poderia ser que algumas perguntas nem estivessem ali”.
O Enem ocorre em meio a uma série de polêmicas envolvendo a atual gestão do Inep. Na última sexta-feira (19), às vésperas do exame, a Associação dos Servidores do Inep (Assinep) coletou, organizou e compilou as principais situações enfrentadas pelos funcionários da autarquia, que segundo a organização indicam assédio institucional. Neste mês, 37 servidores pediram exoneração de seus cargos, entre eles estão pessoas ligadas ao Enem. O documento foi entregue a uma série de órgãos e instituições, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União. O TCU negou o afastamento do presidente da instituição, Danilo Dupas.
O Brasil registrou 8.833 novos casos de Covid-19 e 217 mortes pela doença no último sábado (20), segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, foram registrados 22.012.150 casos e 612.587 óbitos.
O boletim aponta que há 181.824 casos em andamento e 2.858 mortes de SRAG em investigação.
Estados
Entre as unidades da Federação, São Paulo é a que tem o maior número de mortes (153.460) e de casos (4.430.190). No número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (2.202.0488) e Paraná (1.572.303). Acre (88.134), Amapá (124.269) e Roraima (128.108) registram os menores números de casos, respectivamente.
Rio de Janeiro (68.832) e Minas Gerais (56.023) ficam em segundo e terceiro lugares, respectivamente, em número de mortes. As unidades da Federação com menor número de óbitos são Acre (1.845), Amapá (1.996) e Roraima (2.039).
Pouco mais de dois meses depois de o presidente Jair Bolsonaro mudar de postura e recuar dos ataques que vinha fazendo ao STF (Supremo Tribunal Federal), o Judiciário segue impondo derrotas ao chefe do Executivo e a seus aliados.
O presidente mudou de estratégia após as manifestações de 7 de setembro -quando elevou o tom e ameaçou não cumprir ordens do STF. Desde então, parou de disparar críticas a integrantes da corte e passou até a defender a lisura das urnas eletrônicas.
Nos bastidores da corte, entretanto, a nova postura de Bolsonaro é vista com desconfiança e há um entendimento da maioria dos magistrados de que o tribunal não pode baixar a guarda.
Por isso, o Supremo mantém o tom das críticas ao governo e continua a impor reveses ao Executivo. A decisão de derrubar as emendas de relator, por exemplo, representou um duro golpe no Palácio do Planalto e ampliou as dificuldades governistas para construção de uma base de apoio sólida no Congresso.
Essas emendas eram manejadas pelo governo em parceria com a cúpula do Legislativo para beneficiar deputados e senadores aliados e facilitar a aprovação de projetos de interesse de Bolsonaro.
O STF, entretanto, afirmou que não havia transparência na destinação das verbas e suspendeu os repasses.
Bolsonaro chegou a criticar a decisão monocrática da ministra Rosa Weber contra tais emendas, mas a pressão não foi suficiente para evitar uma derrota no plenário, que ratificou a ordem da magistrada pelo placar de 8 a 2.
Nos últimos meses, até o ministro Dias Toffoli, um dos integrantes do Supremo mais próximos de Bolsonaro, mudou de postura e passou a dar sinais de distanciamento do presidente.
Além de também ter votado para derrubar as emendas de relator, afirmações recentes do magistrado foram interpretadas como uma tentativa de afastar a pecha de bolsonarista.
A fama do ministro nesse sentido começou a ganhar corpo ainda nas eleições de 2018, quando Bolsonaro era favorito e Toffoli afirmou que preferia chamar a ditadura militar iniciada em 1964 de “movimento”, e não de “golpe”.
Em evento no STJ (Superior Tribunal de Justiça) no fim de outubro último, entretanto, o ministro deu efusivos parabéns ao presidente do Supremo, Luiz Fux, pelo discurso de 8 de setembro. Em sua fala, o magistrado rebateu os ataques de Bolsonaro à corte e a Alexandre de Moraes, por ser um “bastião” da defesa da democracia.
Sem citar o chefe do Executivo, Toffoli disse que os perigos do mundo contemporâneo são as ameaças às instituições.
O magistrado afirmou ainda que o mundo vive uma batalha pela verdade factual. “Se uns dizem que a terra é plana, como discutir com eles? Se essa tribuna não é uma tribuna, é uma mesa, como conversarmos?”.
Além de Toffoli, outros ministros não têm hesitado em dar decisões contrárias a líderes do bolsonarismo tampouco demonstram que há chance de recuarem devido às críticas que recebem da militância do presidente.
Na última semana, por exemplo, a corte autorizou a abertura de inquérito contra Bia Kicis (PSL-DF) e José Medeiros (Podemos-MT), dois dos deputados mais fiéis a Bolsonaro, para investigar a suposta prática de racismo de ambos.
No caso da parlamentar, que preside a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Câmara, a apuração foi autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski e servirá para verificar se ela cometeu crime pela forma como criticou, nas redes sociais, o processo seletivo realizado pela empresa Magazine Luiza com vagas destinadas a negros.
Na publicação, Kicis ataca a empresa e compartilha uma imagem em que a pele dos ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta foi pintada de preto.
Já Medeiros tornou-se alvo de inquérito por decisão de Alexandre de Moraes após ter chamado de “mulamba” uma mulher que defendeu a abertura da CPI da Covid no Senado para investigar o governo federal. Ambas as decisões foram tomadas a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).
As derrotas do presidentes e aliados se estendem ao âmbito eleitoral, sob a liderança dos três ministros do STF que integram o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A corte apertou o cerco contra o bolsonarismo e tomou decisões que visam evitar a disseminação de fake news e preparar o tribunal para as eleições de 2022. Os julgamentos foram marcados por críticas ao chefe do Executivo e seu entorno.
Nos pleitos anteriores, a corte editou resoluções e recomendações sobre o tema, mas as medidas não foram suficientes, e a Justiça fracassou no combate às notícias falsas.
Agora, o tribunal optou por firmar uma jurisprudência que represente de fato uma ameaça aos políticos que propagarem informações fraudulentas.
A mais importante delas foi tomada em 28 de outubro. O tribunal cassou o deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR) por ter feito uma transmissão ao vivo nas redes sociais no dia das eleições de 2018. Na ocasião, ele afirmou que tinha provas de que as urnas eletrônicas haviam sido adulteradas para prejudicar o então candidato Jair Bolsonaro.
Apesar do período de trégua, o chefe do Executivo classificou a decisão como um “estupro” e uma “violência” da corte eleitoral.
O TSE seguiu enviando duros recados ao presidente. Mesmo decidindo favoravelmente a Bolsonaro ao rejeitar ações do PT que pediam a cassação do presidente por suposto envolvimento em esquema de disparo em massa de fake news nas eleições de 2018, a corte não poupou críticas e alertas.
Alexandre de Moraes, por exemplo, fez inúmeras ponderações antes de votar contra a ação. “Nós podemos absolver aqui por falta de provas, mas sabemos o que ocorreu. Sabemos o que vem ocorrendo e não vamos permitir que isso ocorra”.
E avisou: “Se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim o fizeram irão para cadeia por atentar contra as eleições e contra a democracia no Brasil”.
Bolsonaro, por sua vez, que chegou a anunciar que não respeitaria resultado das eleições realizadas via voto eletrônico e chegou a insinuar que havia um complô no Judiciário para derrotá-lo no pleito, mudou de postura sobre as urnas eletrônicas.
“Tenho tranquilidade, porque o voto eletrônico vai ser confiável ano que vem. Por quê? Porque tem portaria do presidente do TSE, o Barroso, convidando entidades para participar das eleições, entre elas as nossas, as suas Forças Armadas”, afirmou em 5 de novembro.
Diante de uma nova onda de Covid-19, a Áustria decretou lockdown em todo o país e determinou que a partir de 1° de fevereiro a vacinação contra a doença será obrigatória.
O país é o primeiro da Europa a adotar novamente medidas de restrição para evitar a disseminação do novo coronavírus, desde o fim do verão no continente.
A estimativa é que o lockdown dure inicialmente dez dias, com previsão máxima de 20 dias, de acordo com o chanceler da Áustria, Alexander Schallenberg.
“Ninguém quer um lockdown, um lockdown é um último recurso, um instrumento agressivo, é sempre uma imposição, mas é o instrumento mais confiável que temos para impedir essa quarta onda”, disse o ministro da saúde, Wolfgang Mückstein.
Desde a semana passada, o governo local já tinha determinado o confinamento para não vacinados, com aplicação de multa para quem fosse encontrado na rua, exceto para fazer compras, praticar esportes e receber atendimento médico.
Com 66% da população vacinada, a Áustria tem índice de imunização menor do que a média da Europa, mesmo já tendo adotado o passaporte vacinal no início do ano.
As medidas, segundo o G1, já causaram efeito, com aumento de pessoas buscando marcar a vacinação. Contudo, os casos continuam a crescer. Nas últimas 24 horas, 15 mil novos casos foram registrados no país.
Vivendo problema semelhante, outros países como Suécia, Alemanha e Grécia também podem endurecer as medidas restritivas nas próximas semanas.
Os moradores de Vitória da Conquista-BA terão a oportunidade de receber uma mensagem de esperança para o futuro baseada na Bíblia, que está sendo compartilhada no mundo todo pelas Testemunhas de Jeová. Esta campanha, que ocorre respeitando os protocolos de segurança contra a covid-19, tem como objetivo distribuir uma edição especial da revista bíblica A Sentinela, com o tema: “Um mundo melhor está próximo.” Por que esse tema foi escolhido?
“Os acontecimentos mundiais têm causado muita ansiedade e incerteza. Mais do que nunca as pessoas querem ouvir boas notícias. Por isso, a mensagem da Bíblia de que um mundo melhor não é mero sonho, é a melhor possível! Na verdade, esse era um tema central do evangelho que Jesus pregou”, diz o porta-voz das Testemunhas de Jeová João Leonardo Bomfim Rodrigues.
A revista aborda uma pergunta que tem causado muito medo nas pessoas: O mundo vai acabar? A resposta consoladora da Bíblia pode surpreender você. Enquanto algumas religiões predizem um “fim do mundo”, a mensagem clara da Bíblia é: a Terra e a humanidade nunca vão deixar de existir. (Eclesiastes 1:4; Isaías 45:18) Na verdade, o que vai deixar de existir é a injustiça e a maldade. Por exemplo, o Salmo 37:10 deixa claro que em breve as pessoas más não vão mais causar sofrimento na Terra.
Milhões de pessoas no mundo todo que oram para que o Reino de Deus venha, confiam nessa promessa. Esse é o caso de Jukka, um ex-ativista, que ficava indignado ao ver injustiças e desigualdades. Veja o que ele disse depois de aprender as promessas da Bíblia: “Percebi que não poderia mudar o mundo. Entendi que o Reino de Deus é a única esperança real para nosso mundo. Estou convencido de que ele em breve reparará todos os danos.”
Você também pode saber mais a respeito das promessas da Bíblia. A revista A Sentinela está disponível gratuitamente em mais de 400 idiomas no JW.ORG, o site oficial das Testemunhas de Jeová. Para baixar ou ler a revista acesse: BIBLIOTECA > REVISTAS > A SENTINELA N. º 2 2021.
João Leonardo Bomfim Rodrigues.
Em entrevista à nossa equipe de reportagem na manhã desta sexta-feira (19), a secretária municipal de saúde, Ramona Cerqueira falou a respeito do avanço da vacinação contra COVID-19 em Vitória da Conquista, além dos números da pandemia no município e o atendimento nos postos de saúde. De acordo com a secretária, é possível que haja a vacinação da dose de reforço em todos os adultos do município, e que a secretaria de saúde aguarda do Ministério de Saúde mais recomendações.
Ela falou também sobre a falta de médicos e medicamos nos postos de saúde no município e afirmou que foram realizadas novas seleções para profissionais da saúde para cobrir a demanda das unidades de saúde.
Ouça a entrevista:
Bispos integrantes da Regional Nordeste 3, que é composta por líderes católicos da Bahia e de Sergipe, e faz parte da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se reuniram nesta quinta-feira (18) com o governador Rui Costa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). No encontro, eles entregaram uma carta na qual reforçam a preocupação quanto à possível realização de grandes festas de final de ano e do Carnaval 2022.
De acordo com o documento, a preocupação se dá, principalmente, pela “forma como essas festas acontecem, através de aglomerações massivas que podem causar um possível retorno de casos de Covid-19 e consequentes óbitos”. Ainda segundo a carta, “o sofrimento de nosso povo tem sido muito grande pelo elevado número de pessoas que foram contaminadas e, principalmente, de óbitos entre jovens, adultos e idosos”.
Rui comentou sobre o encontro em suas redes sociais, agradeceu o apoio dos representantes da comunidade católica baiana e afirmou que “nenhum de nós quer voltar a enfrentar momentos tão tristes e dolorosos como os que vivemos nas fases mais agudas da pandemia. Salvar vidas continuará sendo nossa prioridade”.
A carta assinada por 23 religiosos ainda manifesta apoio às medidas sanitárias adotadas pelo Governo do Estado, com base em dados científicos e que têm como objetivo conter a disseminação do coronavírus em suas diferentes variantes.
O senador baiano Jaques Wagner também participou do encontro, no qual, além do governador, estavam Dom Josafá Menezes da Silva, arcebispo de Vitória da Conquista; Dom João Cardoso dos Santos, bispo de Bom Jesus da Lapa e presidente CNBB (Regional Bahia e Sergipe); e Dom Zanoni Demettino Castro, arcebispo de Feira de Santana.
O câncer de próstata é o tipo de câncer que mais afeta homens e a segunda principal causa de morte masculina, ficando atrás apenas do câncer de pulmão, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em estágio inicial, a doença não apresenta sintomas identificáveis, o que reforça ainda mais a importância de os homens procurarem um especialista para exames preventivos, a partir dos 40 anos. A demora da detecção da doença pode trazer sérios riscos ao homem, diminuindo as chances de cura. Já o diagnóstico precoce, possibilitado pelas visitas regulares ao médico, podem garantir até 90% de chances de cura.
Para incentivar os cuidados preventivos na população masculina, o Instituto Conquistense de Oncologia (Icon) abraça o Novembro Azul, em continuidade à campanha “A vida nos uniu”, iniciada no Outubro Rosa, destacando a união entre Icon e o Centro de Diagnóstico por Imagem (Imad) em prol da conscientização sobre os cuidados à saúde de mulheres e homens em todos os meses do ano e reforçando também o papel essencial da multidisciplinaridade no tratamento do câncer, que favorece uma melhor evolução no tratamento dos pacientes.
Um dos principais desafios do Novembro Azul é combater os estigmas em torno do exame de próstata e, assim, incentivar mais homens a cuidar da saúde. O oncologista do Icon Dr. Klécius Aguiar, adverte sobre os males que esses preconceitos podem causar, orientando que “os homens precisam estar cientes da gravidade da doença, se não tratada quando com menor volume. Precisam ter em mente de que, ao deixar o diagnóstico para depois, podem ter evolução para doença grave e sem cura. A cada 41 homens com câncer de próstata, um evoluirá para a morte”, afirma. Vale ressaltar ainda que o exame, além de indolor, dura apenas alguns segundos e pode salvar a vida.
*Câncer de próstata: fatores de risco e prevenção*
A estimativa do Inca é de que, para cada ano do triênio 2020-2022, serão diagnosticados cerca de 66 mil novos casos de câncer de próstata no país, correspondendo a 29,2% dos tumores incidentes no sexo masculino. Segundo o Dr. Klécius, algumas ações podem prevenir a doença: acompanhamento médico regular, alimentação e hábitos de vida saudáveis e prática de pelo menos 30 minutos de atividade física por dia.
O oncologista destaca também que é importante os homens se atentarem aos fatores de risco que incluem histórico familiar de câncer de próstata (pais, irmãos, etc.), mutações genéticas, inflamação na próstata/doença sexualmente transmissível, obesidade, sedentarismo, tabagismo e ser negro (comprovadamente, a doença atinge mais homens negros). “Cuidar de si, também é sinal de masculinidade. Faça tudo para se manter vivo e bem de saúde, livre do câncer”, alerta Dr. Klécius.