O estado da Bahia deve receber 2.004 novas unidades habitacionais por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltado para municípios com menos de 50 mil habitantes.
O número coloca a Bahia como a segunda unidade da federação com maior previsão de imóveis nessa etapa do programa. A liderança é do estado de São Paulo, com 2.600 unidades previstas.
A meta nacional é construir 20 mil moradias em todo o país até o fim de 2025, com foco nas cidades menores. A iniciativa faz parte do FNHIS Sub-50, linha do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social voltada a municípios com população inferior a 50 mil habitantes e a famílias com renda mensal de até um salário mínimo, classificadas na Faixa 1 do programa.
O Nordeste será a região mais contemplada com a nova fase do MCMV. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério das Cidades, 7.964 das 20 mil moradias estão destinadas à região, o que representa quase 40% do total nacional. A Bahia lidera no Nordeste em número de unidades previstas.
Criado em 2009 pelo Governo Federal, o Minha Casa, Minha Vida é um programa de habitação popular que visa reduzir o déficit habitacional no país, facilitando o acesso da população de baixa e média renda à casa própria. O programa oferece diferentes faixas de financiamento, com subsídios e taxas de juros reduzidas, de acordo com a renda familiar.
O programa é dividido atualmente em quatro faixas:
A nova Faixa 4 amplia o alcance do programa, beneficiando uma parcela da população de classe média que antes não tinha acesso às condições facilitadas do MCMV. Segundo os Ministérios das Cidades e do Trabalho e Emprego, cerca de 120 mil famílias devem ser atendidas por essa nova faixa ainda este ano.
A retomada da linha Sub-50 sinaliza uma política pública voltada às áreas com menor densidade populacional, onde há carência histórica de acesso à moradia digna. A construção dessas moradias também movimenta a economia local, gerando empregos na construção civil e impulsionando pequenos comércios.