O Twitter apontou, nesta sexta-feira (15), que uma publicação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), continha “informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à Covid-19”. Apesar da violação de regras por parte do chefe de estado brasileiro e do alerta feito aos usuários da rede social, o tuíte não foi apagado.

Na publicação, Bolsonaro afirma que “estudos clínicos demonstram que o tratamento precoce da Covid, com antimaláricos, podem [sic] reduzir a progressão da doença, prevenir a hospitalização e estão associados à redução da mortalidade”. A fala foi identificada como “fake news” pelo Twitter.

Ao contrário do que diz o presidente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade científica de modo geral rejeitam a possibilidade de tratamento precoce, considerando que não há comprovação de que qualquer medicamento possa inibir ou prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A vacina é a única prevenção conhecida até o momento.

Frequentemente, o Twitter tem feito esse tipo de observação em tuítes que possam gerar desinformação acerca do combate à Covid-19. Em julho, o mesmo aconteceu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disseminava informações falsas sobre a doença, desaconselhando o uso de máscaras e sugerindo a hidroxicloroquina como cura.