Na manhã desta quinta-feira, 10, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) promoveu mais uma reunião entre representantes da Via Bahia, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), PRF (Polícia Rodoviária Federal), Prefeitura de Vitória da Conquista e associações de moradores de bairros que ficam às margens da BR-116 e do Anel Rodoviário.

Na oportunidade o vereador Fernando Jacaré (PT) ressaltou a importância da reunião. “Uma discussão importante. A gente tem que ouvir a comunidade”, apontou. “Os problemas estão postos e nós da Câmara estamos aqui como defensores da cidade”, disse Jacaré, que ressaltou ainda o objetivo dos vereadores. “O objetivo da Comissão é a duplicação da Rodovia e a construção dos viadutos”, disse ele.

População precisa ser ouvida – O vereador Valdemir Dias (PT) ressaltou a importância de ouvir a população dos bairros que ficam no entorno do Anel Rodoviário para que as ações da Via Bahia não prejudiquem os moradores. Valdemir cobrou os viadutos e a iluminação nos cruzamentos do Anel e apontou que a Via Bahia não pode simplesmente fechar acessos, como fez há poucos dias, sem oferecer opções que atendam às necessidades da população. “Esses bairros já existiam, e então veio o Anel Viário e a população fez esses acessos alternativos”, disse ele, ressaltando que a população precisa ser ouvida para que as soluções sejam desenvolvidas.

Pessoas estão isoladas – O vereador Adinilson  Pereira (MDB) disse entender a posição da Via Bahia, mas lembrou que no Distrito industrial a situação é complicada. “Vai isolar a população? Como vai ser?”. Questionou a falta de verbas para investimentos e cobrou uso das verbas arrecadadas no trecho de Conquista. “Não podemos deixar as coisas como estão” e disse que vai fazer um relato da situação na Lagoa das Flores e entregar ao Ministério Público. Ele citou o acesso à Fazenda Paixão que foi fechado e não foi dada outra opção.

Não é justo fechar todos os acessos – O representante dos moradores do Vila América, Uelton Rocha, reclamou do fechamento do acesso aos bairros feito pela Via Bahia. “Temos quatro acessos no Anel Viário e todos os quatro foram fechados. O que fazer em relação aos acessos? Estão dificultando a entrada da comunidade aqui no bairro”, disse ele. “A gente precisa de viabilidade pelo Anel Viário. Não é justo fechar todos os acessos”, reclamou o morador.

Diálogo entre todos os envolvidos – O vereador Edjaime Rosa, Bibia (MDB), que também é morador do Nossa Senhora aparecida voltou a cobrar algumas ações da Via Bahia, como por exemplo os anéis das alças, o retorno do distrito industrial, abertura do bueiro no Nossa Senhora Aparecida e iluminação pública em toda a rodovia que passa pelo trecho urbano da cidade. Ele pediu, ainda, que as decisões sejam tomadas em conjunto com a Câmara,  a prefeitura e com os representantes dos bairro para que seja entendida as necessidades da população. “Tem que fazer um estudo pra não prejudicar a população, não pode simplesmente fechar os acessos sem  consultar a população”.

População cobra mais ações – Representando os moradores do bairro Nossa Senhora Aparecida, Jorge Gouveia disse que a população reconhece que algumas melhorias foram feitas nos acessos aos bairros pelo Anel Viário, mas disse que a população precisa de mais ações, como as que já havia sido cobradas, a exemplo dos viadutos. “Esperamos que venham mais obras para essa nossa região”, cobrou ele.

Cobranças – O vereador Valdemir Dias explicou que entende os motivos do fechamento dos acessos, mas que é preciso investimentos na cidade: “cobrando investimentos, salvar vidas é essencial, mas estamos aqui cobrando a duplicação, passarelas e, acima de tudo, investimentos na cidade”.

É preciso atuar em parceria – O representante da prefeitura, Thiago Barreto, disse que é preciso atuar em parceria para resolver os problemas ligados ao Anel Rodoviário. “Contamos fundamentalmente com o apoio da Via Bahia para que a gente possa em conjunto, com a Câmara também, achar um meio de regulamentar esses acessos”, disse Barreto, ressaltando que a prefeitura tem total interesse em fazer o que lhe cabe para resolver as questões.

 

 

Entendimento necessário – Sr. Fernando, representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu que haja um entendimento entre as partes envolvidas para resolver os problemas dos acessos aos bairros pelo Anel Rodoviário.  “Tem que existir um entendimento. Estamos à disposição para ajudar no que for preciso”, disse ele.

 

 

Facilidade de locomoção para pedestres – O representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu que haja um entendimento entre as partes envolvidas para resolver os problemas dos acessos aos bairros pelo Anel Rodoviário.  “Tem que existir um entendimento. Estamos à disposição para ajudar no que for preciso”, disse ele.

As intervenções ajudam a salvar vidas – O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Frederico Leite, lembrou que o objetivo dos fechamentos dos acessos é de preservação à vida das pessoas. Relatou que algumas flexibilizações já estão ocorrendo, como é o caso dos acessos do bairro Vila América, onde permaneceu fechado nas curvas e vou liberado na parte da reta da pista. Contou que no bairro Miro Cairo foram tiradas as  pontes improvisadas para que se possa colocar algo mais seguro. E lembrou que os fechamentos desses acessos é uma forma de evitar acidentes.

Prefeitura foi previamente notificada – Outro representante da Via Bahia, Marcelo Bahiense, ponderou que o fechamento de acessos irregulares é algo positivo. “A gente enxerga como transtornos positivos. Eu discordo que ficou sem alternativas. Dentro do Anel temos 10 acessos regulamentados, então a gente pede que sejam utilizados esses acessos”, defendeu ele.

Bahiense apontou também que os acessos não foram interditados sem aviso prévio às autoridades. Segundo ele, a prefeitura foi notificada diversas vezes para que pudesse resolver o problema e não o fez. “Fizemos um trabalho de notificar a prefeitura para ela regulamentar esses acessos

Crescimento desordenado da cidade – Cláudio Rissard, também representando a Via Bahia, reafirmou o objetivo de preservar vidas das pessoas que trafegam. Afirmou que a rodovia liga cidades e não bairros e que o crescimento desordenado da cidade atrapalha. “Os fechamentos dos acessos irregulares são para preservar vidas”, concluiu.

 

 

Problemas herdados – Também falando pela Via Bahia, Carlos Napolitano apontou que as concessionárias de rodovias herdam problemas antigos. “As concessionárias sempre acabam herdando problemas que foram se arrastando”, apontou ele.

 

 

Napolitano também ponderou que o acesso aos bairros é um problema cuja solução não é tão simples.“O ponto do Anel é o ponto que nós mais temos acidentes entre Salvador e a divisa com Minas”, apontou. “O problema dos acessos dos bairros, por mais que você melhore, todo mundo quer ter a comodidade do caminho mais curto”, completou ele, ressaltando ainda que as rotatórias de acesso precisam passar por modernização. “A cidade foi crescendo e eles precisam ser modernizados. Muitos investimentos não estão em nossos contratos”, justificou.

Quanto à duplicação da BR-116, no trecho de Vitória da Conquista, Carlos Napolitano disse que a concessionária está trabalhando no acesso ao novo aeroporto, junto à ANTT. “A gente tem o projeto junto à ANTT, estamos trabalhando em conjunto para o acesso definitivo ao aeroporto, com isso vamos ver a viabilidade da duplicação daquele trecho”, adiantou.

Crescimento desordenado – Rafael Silveira, representando a Via Bahia, lembrou que é natural o crescimento populacional no entorno do anel viário e a reação da população com relação às mudanças. Disse acreditar que haverá um entendimento e que essa atitude, de fechar os acessos, vem para cuidar das pessoas.  “A mudança que esta vindo é de fato abrupta, mas, mais à frente as pessoas vão ver que é o melhor e juntos encontraremos outras soluções”, falou.

 

FONTE: Site CMVC.