O Flamengo deu mais um passo importante em sua trajetória internacional neste sábado ao vencer o Pyramids por 2 a 0, no Estádio Ahmad bin Ali, em Al-Rayyan. Com o resultado, o Rubro-Negro conquistou a Challenger Cup e garantiu vaga na grande final da Copa Intercontinental, onde enfrentará o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League.
Após a vitória, o clube carioca celebrou a conquista do troféu e aproveitou o momento para mobilizar a torcida para o desafio decisivo diante dos franceses. A final está marcada para a próxima quarta-feira (17), às 14h (horário de Brasília), no mesmo estádio.
Dentro de campo, o Flamengo foi superior desde os primeiros minutos. Aos 23 do primeiro tempo, Léo Pereira abriu o placar ao aproveitar cruzamento preciso de Arrascaeta e cabecear para o fundo das redes. O gol deu tranquilidade à equipe comandada por Tite, que manteve o controle da partida.
Na etapa final, o roteiro se repetiu. Arrascaeta voltou a ser decisivo, desta vez em cobrança de falta. A bola encontrou Danilo na segunda trave, e o zagueiro não desperdiçou: cabeceou firme para ampliar o marcador e selar a vitória rubro-negra.
Com a taça da Challenger Cup já garantida, o Flamengo agora volta todas as atenções para o confronto contra o PSG. A decisão da Copa Intercontinental representa mais uma oportunidade de o clube escrever um capítulo histórico em sua trajetória, reafirmando o discurso que ecoou após o apito final: a busca por mais um título mundial.
Foto Mohamed Farag – FIFA via Getty Images
O Flamengo venceu o Cruz Azul, do México, por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira, no Catar, e se classificou para a semifinal da Copa Intercontinental. O Rubro-Negro comemorou nas redes sociais e aproveitou para alfinetar o Botafogo como “primeiro campeão brasileiro do Derby das Américas”. O Alvinegro foi o primeiro a disputar esse novo formato do torneio da Fifa no ano passado, mas foi eliminado pelo também mexicano Pachuca.
— O primeiro campeão brasileiro do Derby das Américas é o Clube de Regatas do Flamengo. O Colossal. Que não para de levantar troféu!
Arrascaeta fez os dois gols da vitória do Flamengo nesta quarta-feira. Após a classificação, o time de Filipe Luís agora enfrenta o Pyramids, do Egito, e disputa uma vaga na grande decisão contra o PSG. O duelo será a partir das 14h (de Brasília) do próximo sábado.
Por Redação do ge — Doha, Catar
O Flamengo é campeão da Libertadores 2025. O Rubro-Negro venceu o Palmeiras por 1 a 0 no estádio Monumental de Lima, no Peru, na noite deste sábado (29) e conquistou a Glória Eterna. Coube a Danilo ser o herói do título ao marcar belo gol de cabeça, definir o jogo e fazer a torcida soltar o grito de campeão.
Com a conquista, o Flamengo se torna o primeiro clube brasileiro a se consagrar tetracampeão da Libertadores. Taça que sacramenta o bom momento que vive a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís.
O Jogo
Em um jogo muito equilibrado, como esperado em uma final desse tamanho, Flamengo e Palmeiras iniciaram o jogo se estudando. As duas equipes deram poucos espaços e a disputa prevaleceu no meio-campo. O Rubro-Negro foi o primeiro a conseguir boas escapadas. Chegou em finalizações de Bruno Henrique e Arrascaeta, mas as duas batidas foram para fora.
O Palmeiras só conseguiu ameaçar a meta rubro-negra aos 20 minutos do segundo tempo. Vitor Roque aproveitou cruzamento do lado direito do ataque e cabeceou com perigo, mas a bola foi para fora. O time comandado por Abel Ferreira também apostou nas bolas alçadas na área, mas sem sucesso.
A segunda etapa começou com ainda mais intensidade. O Flamengo com mais posse de bola e o Palmeiras se lançando nos contragolpes. Em uma dessas investidas, Allan e Flaco López finalizaram, mas a defesa rubro-negra conseguiu cortar. Na sequência, o Rubro-Negro investiu nos cruzamentos. No mais perigoso, Carrascal cabeceou para fora.
E foi justamente na bola aérea que o Flamengo chegou ao gol. Aos 21 minutos, Arrascaeta cobrou escanteio e Danilo cabeceou firme para abrir o placar e explodir a festa da torcida rubro-negra no estádio Monumental de Lima e espalhada por todo o Brasil.
O Palmeiras foi para o abafa, mas não conseguiu reverter o placar. Aos 43 minutos do segundo tempo, Vitor Roque perdeu boa chance. Melhor para o Flamengo, o primeiro time brasileiro tetracampeão da Libertadores.
Foto: LUIS ACOSTA / AFP
O cantor Jimmy Cliff morreu aos 81 anos em decorrência de uma convulsão seguida de pneumonia, conforme informações divulgadas nesta segunda-feira (24/11) pela família do músico em uma publicação nas redes sociais de Cliff.
No comunicado, os familiares agradeceram o apoio dos fãs ao longo da carreira de Cliff. “A todos os seus fãs ao redor do mundo, saibam que o apoio de vocês foi sua força durante toda a trajetória. Ele valorizava profundamente cada demonstração de carinho. Também queremos agradecer ao Dr. Couceyro e a toda a equipe médica, que foram extremamente solidários e prestativos durante este processo difícil”, diz o texto, assinado por Latifa, Lilty e Aken.
A nota também pede privacidade e informa que novas atualizações serão divulgadas posteriormente. “Jimmy, meu querido, que você descanse em paz. Vou seguir seus desejos. Esperamos que todos respeitem nossa privacidade neste momento. Mais informações serão fornecidas futuramente. Nos vemos — e nós vemos você, Lenda”, encerra o comunicado.
Ícone mundial do reggae, Cliff foi um dos principais responsáveis por levar o gênero ao público internacional antes mesmo da ascensão de Bob Marley. Além de parcerias com nomes como Annie Lennox e Paul Simon, o artista ganhou projeção global ao protagonizar o filme The Harder They Come (lançado no Brasil como Balada Sangrenta), de 1972, cuja trilha sonora se tornou marco na popularização do reggae. No cinema, atuou ainda em Clube Paraíso (1986) e Marcado para a Morte (1991).
Ao longo da carreira, recebeu a Ordem do Mérito, maior honraria do governo jamaicano, e tornou-se um dos únicos dois artistas do país incluídos no Rock and Roll Hall of Fame, ao lado de Bob Marley. Seu álbum Rebirth venceu o Grammy de melhor álbum de reggae e figurou entre os 50 melhores discos de 2012, segundo a revista Rolling Stone.
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Escrita por Lucas Eduardo – Mega Rádio VCA
Em mais um caso de feminicídio e transfobia, a morte de Alice Martins Alves, uma mulher transgênero de 33 anos de idade, é mais uma prova de que o sistema heteronormativo descarta corpos dissidentes como prática do cotidiano. Segundo informações da Itatiaia, câmeras de segurança próximas ao local onde o crime aconteceu registraram a ação do homem agressor e a presença de outros dois homens como testemunhas. A ocorrência aconteceu no dia 23 de outubro de 2025 na Savassi, bairro de Belo Horizonte.
A investigação segue em curso e, o que se sabe até o momento é que Alice Martins era uma assídua frequentadora do bar e que, por não pagar uma conta de R$22, três homens funcionários do estabelecimento a perseguiram e a violentaram, segundo informações divulgadas pela CNN. Outro funcionário do estabelecimento chegou a declarar que a moça nunca deixava de pagar seus consumos, e que portanto, a situação toda poderia ter sido evitada. Não que o ato de não pegar uma conta deve significar a morte de uma pessoa, abro um parêntesis. Ainda segundo ele, os três responsáveis pelo crime não voltaram a frequentar o local desde então.
A vítima chegou a prestar boletim de ocorrência e dar entrada no hospital após as agressões, vindo a falecer, infelizmente, no dia 9 de novembro após complicações no quadro de saúde. É importante salientar que o caso de Alice não se faz isolado. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (ANTRA), foram contabilizadas 5362 pessoas assassinadas no Brasil em decorrência de transfobia entre os anos 2000 e 2021, aliado ao fato de que a expectativa de vida de uma pessoa trans não chega aos 35 anos de idade. É claro, essas estatísticas não são absolutas, levando em conta as mortes que não foram registradas ou mesmo denunciadas.
O número alarmante de mortes escancara a falta de políticas públicas de proteção para pessoas gênero dissidentes. Não é à toa que o Brasil lidera o ranking de países que mais matam a comunidade trans pelo 17º ano consecutivo, ou seja, desde o ano 1 da pesquisa Trans Murder Monitoring.
Existem caminhos possíveis para minimizar as ações transfóbicas, como indica a Transgender Europe (TGEU), organização não governamental internacional. Dentre as medidas sugeridas estão: o estabelecimento de legislação específica sobre crimes de ódio direcionados às pessoas trans, investimento em formações de políticas públicas de proteção sob determinados recortes sociais (raça, gênero, classe, sexualidade), apoio infraestrutural para organizações que priorizam o levantamento de dados criminais, e também em pesquisas que apontam as causas das ocorrências, assim como romper com a criminalização do trabalho sexual, parte da vida de trabalho de grande parcela da classe.
Em 2025, foram 281 casos reportados no Brasil e não existe perspectiva de melhora nos dados estatísticos. É extremamente necessário que casos como o de Alice Martins Alves tomem proporções nos noticiários e veículos de comunicação. Vozes da câmara dos deputados, federais e estaduais, como a de Erika Hilton, Duda Salabert e Guilherme Cortez se manifestaram nas redes sociais e servem como alavanca para a tentativa de fazer o caso ganhar reconhecimento nacional. A deputada Hilton, inclusive, enviou um ofício para a polícia civil de Belo Horizonte que agora investiga o caso a partir do Núcleo Especializado de Investigação de Feminicídios.
A partir disso, e também como ação possível para humanizar esses corpos, a celebração de grandes nomes nacionais de pessoas trans se faz essencial. A cantora Liniker acaba de ganhar 3 gramofones no Latin Grammy com o sucesso Caju, única indicada brasileira nas três maiores categorias de Disco do Ano, Gravação do Ano e Música do Ano; a também cantora Urias lançou esse ano o celebríssimo disco Carranca, que utiliza de referências da MPB clássica e agrega vozes como a de Marcinha do Corintho, artista travesti de Belo Horizonte; Ian Guimarães Habib, diretor do Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA), iniciativa apoiada a partir de editais de fomento à cultura; e até mesmo as já citadas Erika Hilton e Duda Salabert, deputadas com voz ativa na câmara dos deputados que propõem projetos voltados para as populações subalternizadas.
As vivências de mulheres trans e travestis não podem deixar de ecoar. É a partir do fomento de pautas em que estão centradas vozes de pessoas trans, de celebrações de vitórias como a de Liniker, e também do alarde de histórias sobre ações criminosas que matam pessoas todos os dias, que podemos pensar em existir em um mundo que visualiza corpos e identidades diversas como possíveis e dignas de sobrevivência para além da expectativa de 35 anos de idade.
Alice Martins Alves era filha de Edson Martins e estava empenhada em abrir um negócio com o pai. “Há um bom tempo vinha estudando receitas e íamos abrir um negócio de venda de comidas”, afirma seu Edson. “Alice enfrentava muitos perigos, mas ela saía com altivez para curtir a vida que, infelizmente, foi ceifada por alguém que não tem nenhum respeito ao amor e à vida”.
A Bahia reafirmou seu papel de destaque na pauta ambiental durante a COP30, conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciada na última segunda-feira (10), em Belém, no Pará.
Durante o encontro, o governador Jerônimo Rodrigues apresentou as experiências bem-sucedidas do estado na transição energética e na produção de energia sustentável. Ao abordar a necessidade de acelerar políticas ambientais, o governador citou as fortes chuvas registradas em Vitória da Conquista como exemplo de eventos climáticos extremos, além do tornado que atingiu o estado do Paraná.
Ele participa da COP30 acompanhado de representantes do Consórcio Nordeste, que discute ações conjuntas de combate à desertificação e preservação da Caatinga. “Viemos discutir transição energética e direito ambiental, mas também fortalecer a pauta da Caatinga, que precisa ser reconhecida e protegida como bioma essencial do nosso país”, disse.
A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema)também tem presença ativa no evento, participando de painéis sobre adaptação climática e resiliência costeira, monitoramento e prevenção de riscos climáticos, e desafios da segurança hídrica no Nordeste. O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, destacou que a Bahia atua como líder regional na construção de soluções inovadoras para o enfrentamento da crise climática e na promoção de uma economia verde.
Escrita por Lucas Eduardo – Colunista Mega Rádio VCA
Kleber Mendonça Filho é um dos mais proeminentes cineastas do Brasil do século XXI, possuindo títulos em sua filmografia dos mais consagrados da década de 2010 em território nacional. Aquarius, que tensiona o caráter estético da cidade de Recife e aborda temas como envelhecimento, amadurecimento e solidão, e Bacurau, uma história política sobre uma comunidade que possui um ímpeto voraz de autoproteção contra figuras de autoridade que ameaçam a segurança de seus habitantes, são longas-metragem que impulsionaram a carreira do diretor e lhe garantiram um status de grande relevância na cena do cinema contemporâneo.
Particularmente, eu sou fascinado pelo curta-metragem de 2004, Vinil Verde. O formato de edição das cenas, o tom misterioso da narrativa e a premissa simples desencadeiam uma sequência de imagens desconcertantes. O desenrolar da trama explicita inquietações do diretor sobre desobediência e rebeldia, sobretudo sobre o sentimento de desvencilhar-se de algo que por vezes parece imutável. É uma das minhas produções nacionais favoritas.
O Agente Secreto é a mais recente narrativa de Mendonça Filho que aborda temáticas que parecem martelar a cabeça do diretor, título após título lançado. É um senso crítico notável e uma vontade insaciável de decupar os sentimentos, perceptível desde os seus primeiros trabalhos. Aqui, acredito que a grande exploração da vez seja a ideia de memória, recorrente também no documentário de 2023, Retratos Fantasmas.
Recomendo assistir ao novo longa sem saber muitos detalhes da sua trama, pois a narrativa é envolvente o suficiente para prender a atenção durante todos os seus 160 minutos . Sem entregar muito, a história se passa em 1977 e acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, recém-chegado em um condomínio, aparentemente um esconderijo, que abriga as mais variadas famílias e é liderado pela dona Sebastiana, interpretado por Tânia Maria. Esta, aliás, rouba a cena sempre que está em tela. Enfim, Marcelo deseja mudar-se de cidade com o filho Haroldo, interpretado por João Vitor Silva, que viveu até então na casa dos avós maternos, pais da ex-mulher da personagem de Moura. Existe, porém, um motivo para a pressa de Marcelo de ir embora de Recife. A partir daí, eu insisto na ida ao cinema.
Kleber Mendonça Filho é um dos melhores contadores de história do cinema atual. Esse status ganhou força com a chegada de Bacurau em 2019 e a cada novo lançamento, o cineasta solidifica esse status. Em O Agente Secreto, o trabalho do artista é realmente um deleite. Por parte das críticas e comentários nas redes sociais, houve uma boa leva de telespectadores que não gostaram do final ou o acharam anticlimático. Existe uma quebra de expectativa, uma construção de tensão que vai se formando que, de fato, não desencadeia em um desfecho de maneira explícita, mas que entrega de maneira eficiente e deixa espaço para as cenas finais, que podemos chamar de epílogo, que precisam de um tempo a mais de tela para serem impactantes.
Elementos da narrativa e detalhes
Logo na primeira cena, Marcelo para em um posto de gasolina e se depara com um cadáver a alguns metros das bombas de gasolina, questiona o frentista, que responde se tratar de uma ocorrência de carnaval, período do ano em que o filme se passa. Ele ainda menciona que chamou a polícia, mas que com a alta de casos por conta das festividades, as autoridades ainda não haviam chegado no local. Logo após essa cena, que possui mais detalhes e desenvolvimento do que o aqui escrito, é introduzido um trio de personagens, que trabalham na delegacia de Recife, averiguando uma ocorrência na universidade: uma pesquisadora encontrou, enquanto analisava o corpo de um tubarão, uma perna humana nas entranhas do animal.
Nessa última situação, o filme emaranha em sua narrativa o conto popular da perna cabeluda, intrinsecamente pernambucano. Em dado momento da história real de Recife, havia relatos de uma perna grande e forte rondando as ruas da cidade, chutando a tudo e a todos que estivessem em seu caminho. É o uso da cultura local que o cineasta utiliza como núcleo narrativo para potencializar a mensagem do filme.
Faço questão de destacar ambas as cenas porque elas exemplificam o que Mendonça Filho faz de especial em seus filmes, a justaposição de histórias. A cena no posto de gasolina não possui diálogos que explicitam muito bem os pensamentos das personagens, mas existe uma ambiguidade que paira no ar, não dita por Marcelo, que o faz sentir algo sobre aquele cadáver, jogado ali no meio do nada. Essa situação, basicamente, é um paralelo com a história do próprio Marcelo, desenrolada ao longo da narrativa.
Anteriormente, eu disse que o filme aborda sobre memória e é aqui que o sentimento se encaixa no filme. Acredito que seja um dos grandes tensionamentos do diretor questionar a audiência “onde foi colocado o nosso direito à memória?”, “será se temos acesso à memória de quem nos compõe?”, ou ainda, “será se existe relevância no que já morreu?”. Aliás, o diálogo final explicita isso de maneira devastadora, importante destacar o local onde a cena se passa, ponto-chave para a compreensão do tensionamento.
Em ambos os casos, a memória, seja individual ou coletiva, é ponto de reivindicação da narrativa do filme. Kleber Mendonça Filho não consegue desvencilhar-se do pensamento intrusivo de que memórias são efêmeras, por mais que sejamos indivíduos particulares parte de um coletivo, que por sua vez possui particularidades, e que essas particularidades também constituem a nós, que integramos o coletivo. A passagem do tempo leva consigo todos os resquícios de algo, por mais que esse algo seja de conhecimento geral, a mutabilidade dos costumes e de como o mundo pode ser enxergado e acessado torna as possibilidades cada vez mais amplas, deixando o conhecimento sobre o que já foi cada vez mais distante.
O que não quer dizer que a memória seja frágil, por mais que precisamos ter cuidado para não banalizá-la ou descaracterizá-la. Eu também não consigo deixar de pensar que, em um futuro não tão distante, o que é importante para mim e para os meus, hoje, pode não ser tão digno de importância assim. E me parte o coração.
Enfim, acredito que o trabalho de Mendonça Filho merece ser celebrado no cinema, pela qualidade da produção, pela narrativa envolvente, mas acima de tudo, acho que o diretor e roteirista vêm encabeçado, dentre outros fatores, um grande interesse coletivo pelo cinema brasileiro. E não que a cena nacional não tenha produzido excelentes filmes ao longo desses últimos anos, mas é em consideração de um mundo completamente novo, ao mesmo tempo tão globalizado e tão dividido, que a força da cultura nacional nos relembra que o Brasil é um grande criador de cultura. Essa memória jamais poderemos deixar que seja esquecida.
Foto: Divulgação/Cinemascópio
As inscrições para o III Fórum Bahia-China, evento que acontecerá no dia 25 de novembro, já estão abertas. A iniciativa reunirá autoridades, pesquisadores e representantes do setor produtivo do Brasil e da China no Hotel Deville, em Salvador.
A programação do fórum conta com painéis temáticos que abordam as estratégias de desenvolvimento no Brasil e na China, a transição energética justa, o crescimento econômico sustentável, a relação comercial Bahia-China e a cooperação internacional e uso de tecnologia para redução das desigualdades.
O evento é promovido pelo Governo da Bahia, por meio da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e apoio do Consulado da República Popular da China. As inscrições para o III Fórum Bahia-China podem ser feitas no portal oficial do evento.
Nenhum carro exibido no Japan Mobility Show, nova denominação do Salão de Tóquio, é tão importante para o mercado brasileiro quanto o Toyota Corolla. O sedã médio mais vendido do nosso país se transformou — e o visual futurista deste conceito revela que a marca japonesa, ao contrário do que dizem os críticos, não tem medo de ousar.
A partir de agora tudo será diferente para o Corolla. O estilo recatado saiu de cena para dar origem a um apelo moderno, jovial e tecnológico. E o mais interessante é que ele não antecipa somente a próxima geração do sedã, pois outros carros da Toyota terão este mesmo desenho.
Na dianteira, chamam atenção os faróis com assinatura de LED, que formam uma barra horizontal com elementos pixelados e luzes recortadas. O resultado é agressivo e representa uma evolução sobre o design atualmente empregado nos elétricos da linha bZ da marca.

A traseira, por sua vez, tem formato retangular e lanternas interligadas. O estilo é de um sedã convencional, mas com elementos incomuns para a carroceria. É o caso da possível ausência de vidro traseiro, como nos elétricos Polestar 4 e 5, uma submarca da Volvo.
Quanto ao conjunto mecânico, a Toyota também deve ousar. Durante a apresentação no Salão de Tóquio, a marca disse que planeja “criar carros bonitos que todos vão querer dirigir”, sejam eles elétricos, híbridos plug-in, híbridos ou com motor a combustão.
Logo, podemos esperar que o sedã tenha, pela primeira vez, uma versão elétrica.

A 13ª geração do Toyota Corolla, antecipada como conceito em Tóquio, deve ser mostrada em seu design final em 2026. Vale lembrar que o sedã assume roupagens distintas em cada parte do mundo — ao gosto do mercado local. É o que explica a diferença do Corolla chinês, que tem visual inspirado no Prius, enquanto o modelo brasileiro aposta num estilo mais esportivo.
A nova proposta também levanta dúvidas sobre o futuro do Corolla nacional. Com proporções avantajadas, visual incrementado e mais tecnologia embarcada, a nova geração ficará cara para ser produzida no Brasil? Estes foram os motivos que levaram a Honda a interromper a produção do Civic por aqui após 24 anos em linha.

Como o Corolla é um carro global, a Toyota costuma renová-lo em todo o mundo num curto período de tempo. Em meados de 2026, possivelmente, saberemos os detalhes sobre a chegada da nova geração ao Brasil. Até lá, a marca japonesa foca na consolidação do Yaris Cross.
Corolla Cross também vai mudar
Além do sedã antecipado em Tóquio, a família Corolla será renovada também na carroceria SUV. O novo Corolla Cross ainda não foi antecipado virtualmente, mas a própria Toyota já confirmou que a segunda geração está em desenvolvimento e será bem mais ousada que a atual.
O desenho geral, segundo a fabricante, será mais “vibrante e inovador”, pensado para agradar clientes de diferentes regiões. Diante disso, tudo indica que o SUV será baseado na mesma linguagem de design do Corolla Concept. Mecanicamente, deverá adotar no Brasil um conjunto híbrido flex do tipo plug-in especialmente projetado para o mercado nacional.
Fonte: Auto Esporte / G1
Por Cauê Lira — Tóquio (Japão)
Fotos: Cauê Lira/Autoesporte
Nove peças de joalheria foram roubadas na manhã deste sábado do Museu do Louvre, em Paris — o mais visitado do mundo. Segundo a ministra da Cultura da França, Rachida Dati, não há feridos, e as equipes do museu e a polícia estão no local conduzindo as investigações.
De acordo com a imprensa francesa, três ou quatro homens mascarados invadiram o museu pouco depois da abertura, usando um elevador de serviço acoplado a uma grande escada extensível, instalada na lateral sudeste do prédio, voltada para o rio Sena. Acredita-se que a escada tenha sido a forma pela qual os ladrões acessaram um dos andares superiores e entraram na Galeria Apolo, quebrando uma janela.
Os criminosos fugiram em scooters, levando as joias que estavam em vitrines. Segundo o Ministério do Interior francês, o roubo durou cerca de sete minutos.
O valor das peças é incalculável, tanto do ponto de vista histórico quanto cultural, e uma lista detalhada do que foi levado está sendo elaborada.
O Louvre informou em sua conta oficial no X que “permanecerá fechado hoje por motivos excepcionais.” Imagens publicadas nas redes sociais mostram visitantes e seguranças presos dentro do museu após o incidente.