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Uma semana após os motins dos policiais militares no Ceará, pela falta de acordo com o governo estadual referente ao novo plano de reestruturação salarial, a secretaria de segurança pública contabiliza 170 assassinatos desde a última quarta-feira, 19, quando PMs ocuparam os batalhões e cruzaram os braços.

Os números englobam os casos que se enquadram como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio

Para reforçar a segurança nas ruas, 2,5 mil soldados do exército e 300 homens da Força Nacional atuam na capital, Fortaleza, e interior do Estado. O trabalho efetivo das tropas começou no último domingo, 23.

Após o início da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), comandada pelo General Cunha Mattos, comandante da 10ª Região Militar do Exército, o Estado registrou uma diminuição no número de crimes. Desde a paralisação dos policiais militares, o dia mais violento do ano, foi na última sexta-feira, 21, com 37 assassinatos.

Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança, 43 policiais militares estão presos. Dos 43 casos, em 38 os policiais se apresentaram espontaneamente e cinco foram presos. Outros cinco, se apresentaram e justificaram suas ausências no trabalho e foram liberados.

Os nomes de 61 militares da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foram publicados em Boletim do Comando Geral, em razão de deserção especial, quando o militar deixa de apresentar-se na força em que serve, uma infração contida no Código Penal Militar, no artigo 190, que prevê pena de detenção de até três meses.

Outros quatro PMs já haviam sido presos na semana passada. Três deles foram autuados pelo crime de motim, na terça-feira, 18, após serem flagrados secando os pneus de uma viatura da PMCE.

Os militares estavam armados no momento das prisões. Um quarto PM foi autuado em flagrante, na madrugada da quinta, 20, pelo crime de incêndio, com base no Código Penal.

No total, 230 policiais foram afastados, estão fora da folha de pagamento e podem ser expulsos da corporação.

Fonte: Bahia Notícias

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Uma tentativa de homicídio foi registrada por volta das 22:00 hrs desta terça (25).

O fato aconteceu em via no bairro Conveima 2, e segundo apurou o blog do Léo Santos, que a vítima teria sido esfaqueada por outro elemento não identificado.

O mesmo foi socorrido pelo o SAMU 192 onde foi encaminhado para o hospital de Base.

Ainda não se sabe a motivação do crime.

Policias da 78ºCIPM estiveram no local realizando rondas, porém nenhum suspeito foi encontrado.

Fonte: Blog do Leo Santos

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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, criticou o cantor Igor Kannário nesta terça-feira (25), afirmando que ele teve uma postura irresponsável e que expôs as guarnições da Polícia Militar que atuavam ontem no Campo Grande à violência. De cima do trio, comandando sua pipoca, Kannário criticou a PM, comandou vai à PM e chamou a polícia de “bunda mole”, entre outras críticas. “É repugnante, é inaceitável, não há justificativa para as palavras que foram proferidas por Igor Kannário”, afirmou.

Barbosa afirmou que é responsabilidade de Kannário qualquer violência que aconteça na sua pipoca, depois dos comentários feitos.

“Da mesma forma como ele se refere, que qualquer coisa que acontecer com ele é culpa da Polícia Militar, eu devolvo a ele a responsabilidade, no Carnaval, e dizer, qualquer coisa que aconteça com nossos policiais, e com o público dele, a partir do momento que ele incita e joga a população contra a polícia, a responsabilidade é dele também”, disse o secretário em entrevista à TV Bahia, nesta tarde.

Ele acrescentou ainda que depois da fala de Kannário, houve guarnição que foi hostilizada pelos foliões no chão. “O que a gente pede aos artistas e ao público em geral é uma compreensão do trabalho da polícia. Obviamente que tem situações que precisam ser aperfeiçoadas, repensadas, mas não ao ponto de se expor publicamente da forma como foi colocada ontem, chamando a polícia de bunda mole. Isso ocorreu, no dia de ontem, inclusive patrulhas que foram depois dessa situação admoestadas pelo público”, afirma.

Para Barbosa, Kannário não deveria mais ter pipoca subsidiada pelo dinheiro público, especialmente por já ter outros episódios similares de confronto com a PM. “E são situações que por lei são proibida de serem pagas e financiadas com dinheiro público, um cantor que agride, de forma recorrente, uma instituição que dá sua vida pela socidade”, diz o secretário. “Jogar a população contra a polícia é um risco muito grande. Ele é diretamente responsável por isso”.

“Vamos rebater judicialmente, responsabilizá-lo e buscar das autoridades que não patrocinem mais um artista que conduz o seu público, e dá esse tipo de tratamento a uma instituição tão respeitada quanto a nossa polícia”, finaliza.

Logo depois, o governador Rui Costa anunciou que já acionou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que tome as medidas cabíveis contra Kannário.

“Acionei a Procuradoria Geral para que o Estado formalize uma representação junto ao Ministério Público da Bahia a respeito deste fato. Medidas cabíveis que estiverem no âmbito do MP precisam ser tomadas em respeito à PM e em defesa da honra de pais e mães de família que fazem parte da corporação”, diz o governador.

Conflito sem fim
O curto trecho entre o Castro Alves e a entrada da Avenida Sete no circuito do Campo Grande foi de embate constante entre Igor Kannário e Polícia Militar na tarde da segunda-feira (24).

Tão constante que o cantor mal conseguiu manter uma canção por mais de três minutos. A toda hora parava para criticar a ação da PM. Ele, tinha o microfone; a polícia, não.

Kannário novamente deu a entender que se sente ameaçado pela PM:

“Eu não fico feliz com isso (conflito com a PM), não. Eu fico triste demais. Porque no dia que eu parar de falar eles vão tomar conta de mim. E se eu tiver que morrer vou morrer feito homem nessa p*…”, diz

Na frente do Forte de São Pedro, Kannário pediu para que a música parasse para comentar mais uma vez a ação da polícia, que partiu para cima de alguns foliões.

“Filmem aí a ação da PM. Os caras batendo em mulher, batendo em criança. Que vergonha. Vamo parar pra ver se parado o povo também apanha”, disse, largando o microfone. E continuou: “Parabéns, PM. O Carnaval de Salvador sendo queimado pro mundo todo ver por conta da Polícia Militar da Bahia”.

O cantor e deputado federal criticou repetidamente o comportamento da polícia. “Eu não acho que segurança pública seja isso, não. Espancar as pessoas, os cidadãos que pagam seus impostos, spray de pimenta, isso não é segurança pública”, criticou.

 

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O cantor e deputado Igor Kannário pediu uma vaia para a Polícia Militar da Bahia na tarde desta segunda-feira (24), quando puxava sua pipoca no Campo Grande. De cima do trio, ele viu a PM passando com agressividade para desfazer uma rodinha em meio aos foliões. “Peço à imprensa, filma isso aí. Isso é abuso de poder, abuso de autoridade. Quero uma vaia para a Polícia Militar da Bahia”, afirmou, sendo atendido. Os foliões vaiaram e depois gritaram “Uh, é o Kannário”. “Agressores, agressores! Venha me bater aqui em cima”, provocou. Depois, ele retomou a música Embrazando, mas um pouco à frente Kannário falou que a PM pode fazer algo contra ele. “Se acontecer alguma coisa comigo, quem mandou me matar foi alguém da Polícia Militar”, acrescentou. Em outros momentos do desfile, ele pediu para a imprensa filmar cenas e também para os foliões “abrirem” para a PM passar. Também pediu que o público ajudasse uma gestante que passava mal a conseguir passagem. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública preferiu não comentar as declarações. Já a Polícia Militar repudiou as falas de Kannário, disse que ele incita os foliões contra os PMs que estavam trabalhando e afirma que tomará as medidas judiciais cabíveis. “É inaceitável que qualquer pessoa, ainda mais um parlamentar, tente comprometer a honra da instituição e de policiais militares que estão comprometidos e empenhados na defesa da sociedade baiana” 🎥 @vitormvillar #Correio24h #CorreioFolia

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Repetidamente, ele pediu que os meios de comunicação cobrindo o Carnaval registrassem a cena. “Alô, imprensa da Bahia! Tem que mostrar esse abuso de poder, esse desrespeito com cidadãos que pagam seus impostos e ajudam e pagar salário deles (policias)”, afirmou. “Depois dizem que Kannário procura confusão com a polícia. Não é isso não. É certo pelo certo. Quem tá errado tá errado”, disse.

Sobrou um elogio isolado para PMs de uma guarnição, metros à frente  “Essa guarnição aqui tem educação. Parabéns! Tá fazendo o certo. Pedindo licença. Quem eu vir agredindo eu vou falar daqui de cima mesmo”.

Vaia a “agressores”

Mais cedo, Kannário pediu vaias à polícia baiana – e foi prontamente atendido. De cima do trio, ele viu a PM passando com agressividade para desfazer uma rodinha em meio aos foliões.

“Peço à imprensa, filma isso aí. Isso é abuso de poder, abuso de autoridade. Quero uma vaia para a Polícia Militar da Bahia”, afirmou, sendo atendido. Os foliões vaiaram e depois gritaram “Uh, é o Kannário”.

“Agressores, agressores! Venha me bater aqui em cima. Quero ver!”, provocou. 

Depois, ele retomou a música Embrazando, mas um pouco à frente Kannário falou que a PM pode fazer algo contra ele. “Se acontecer alguma coisa comigo, quem mandou me matar foi alguém da Polícia Militar”, acrescentou.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não quis comentar as declarações do parlamentar. Já a Polícia Militar repudiou os comentários e falou em tomar as “medidas judiciais cabíveis”, afirmando que Kannário colocou em risco os PMs que trabalhavam na sua pipoca.

“A Polícia Militar da Bahia repudia as provocações e agressões feitas à tropa pelo Igor Kannário durante a passagem do trio na tarde desta segunda-feira (24), no Campo Grande. Além da atitude irresponsável e criminosa o também deputado federal incitou os foliões contra os policiais militares que faziam o policiamento do circuito Osmar”, afirma a nota. “É inaceitável que qualquer pessoa, ainda mais um parlamentar, tente comprometer a honra da instituição e de policiais militares que estão comprometidos e empenhados na defesa da sociedade baiana. Todas as medidas judiciais cabíveis que o caso requer serão adotadas”, diz o texto.

Após a repercussão, Kannário também divulgou nota afirmando que respeita a instituição da PM, mas “não vai se calar”.

Leia o texto, divulgado pela assessoria do artista. 

“O deputado federal Igor Kannário vem a público esclarecer os fatos ocorridos nesta segunda-feira (24) durante a passagem da pipoca do cantor pelo circuito Osmar (Campo Grande). Kannário informa que, ao observar um tratamento agressivo de alguns policiais militares contra foliões, solicitou uma abordagem adequada dos profissionais. O deputado ressalta seu respeito e admiração pela instituição Polícia Militar, que tanto se dedica diariamente aos baianos. Contudo, Kannário enfatiza que não irá se calar quando excessos forem cometidos, como ocorreu nesta segunda. O parlamentar baiano frisa, ainda, que este foi um caso pontual da atuação da PM durante a passagem da pipoca do Kannário pelo Campo Grande. Inclusive, no início do desfile, o cantor pediu aplausos para a PM e para os policiais que estão trabalhando arduamente neste Carnaval. Destaca também que sua pipoca foi, mais uma vez, um grande sucesso de público, com uma linda festa no circuito Osmar, marcada pela paz e pela diversão dos foliões. Mantenho meu imenso respeito pela Polícia Militar, valorosa instituição que tanto orgulha a Bahia. Mas ressalto que não vou me calar diante dos excessos, ainda mais contra a minha pipoca, que saiu das favelas para fazer uma festa linda na Avenida. Sou um político que tenho lado, e meu lado é o povo”.

Fonte: Correio da Bahia

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou até o final desta segunda-feira (24), quarto dia da Operação Carnaval 2020, 235 condutores dirigindo sob influência de álcool nas rodovias federais da Bahia.

Os resultados acendem um alerta sobre a consciência dos condutores a respeito do perigo da combinação consumo de álcool ao volante.

Até ontem, os policiais rodoviários federais haviam realizado 6.760 testes de alcoolemia, 37% a mais que em 2019. Quatro condutores já foram detidos por embriaguez ao volante e foram encaminhados à Delegacia de Polícia para responderem criminalmente.

PENALIDADE

O artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro prevê multa gravíssima, multa de R$ 2.934,70, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. O valor da multa dobra se o caso for de reincidência nos últimos doze meses. Se o índice verificado no ‘bafômetro’ for superior a 0,33mg/l, o condutor será encaminhado à delegacia para responder criminalmente.

A mesma multa é aplicada para quem se recusa a fazer o teste. Além disso, caso o policial verifique sinais de embriaguez como dificuldade no equilíbrio, olhos vermelhos, forte odor de álcool no hálito, lavra um termo de constatação e prende o condutor.

Outras condutas

Em quatro dias de operação, 11.586 veículos foram fiscalizados com abordagem e 12.307 pessoas tiveram seus documentos consultados nos sistemas da PRF. Das multas extraídas, 335 autos de infração emitidos para condutor ou passageiro sem o cinto de segurança. 266 veículos recolhidos ao pátio por apresentarem irregularidades impossíveis de serem sanadas no local ou por comprometerem a segurança dos usuários da rodovia. As equipes também emitiram 54 autos de infração para motociclistas ou ‘carona’ sem o capacete. A infração de ultrapassar em local proibido também foi alvo de fiscalização da PRF. Durante as atividades 1.089 motoristas foram autuados.

Nunca é demais enfatizar que a colisão frontal, quase sempre causada pelas ultrapassagens indevidas, é o tipo de acidente que mais fere gravemente e mata pessoas em rodovias do país inteiro, além de ocasionar perdas irreversíveis.

A infração de ultrapassar em faixa amarela contínua é infração gravíssima, com multa de R$ 1.467,35 e rende 7 pontos na carteira. Em caso de reincidência em 12 meses, a multa é dobrada.

A PRF alerta que manterá fiscalização rigorosa durante a Operação Carnaval para combater as possíveis irregularidades no trânsito como ultrapassagens proibidas e a embriaguez ao volante, infrações tidas como causadoras de acidentes graves e muitas vezes fatais. Fiscalizações específicas em veículos de carga e motocicletas, também estão entre os focos das equipes da PRF.

Qualquer usuário que presenciar situação de risco ou imprudência nas rodovias federais pode acionar a PRF através do telefone de emergência 191.

Dicas para uma viagem segura

Respeitar os limites de velocidade, manter distância de segurança em relação aos outros veículos, ultrapassar apenas quando houver plenas condições de segurança e não desviar a atenção do trânsito. Estas são algumas das principais orientações da PRF para reduzir o risco de acidentes.

A PRF também orienta os usuários de rodovias, mesmo antes de viagens curtas, a fazer uma revisão preventiva do veículo, o que inclui a checagem dos pneus, do sistema de iluminação, dos equipamentos obrigatórios, do nível do óleo e do radiador, entre outros itens.

Também é fundamental planejar a viagem, buscando evitar, na medida do possível, os horários de pico. Dirigir cansado ou com sono aumenta o risco de o motorista cometer erros. A cada três ou quatro horas de viagem, é recomendável uma pausa para descanso ou revezar a direção do veículo.
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A Polícia Militar da Bahia repudia as provocações e agressões feitas à tropa pelo Igor Kannário durante a passagem do trio na tarde desta segunda-feira (24), no Campo Grande. Além da atitude irresponsável e criminosa o também deputado federal incitou os foliões contra os policiais militares que faziam o policiamento do circuito Osmar.

É inaceitável que qualquer pessoa, ainda mais um parlamentar, tente comprometer a honra da instituição e de policiais militares que estão comprometidos e empenhados na defesa da sociedade baiana. Todas as medidas judiciais cabíveis que o caso requer serão adotadas.

COMANDO GERAL DA POLÍCIA MILITAR

Entenda o motivo:

CARNAVAL: Kannário ‘Se acontecer algo comigo, quem mandou me matar foi alguém da PM’; veja

 

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Por Valdir Almeida, G1 CE

O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira (24) que, apesar de o Ceará ter registrado um aumento nos crimes violentos, “não há uma situação de absoluta desordem nas ruas”. Moro participou de uma reunião para acompanhar a operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará, junto com o governador Camilo Santana e os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Advocacia-Geral da União, André Luiz Mendonça.

Segundo o ministro da Justiça, a situação no estado “está sob controle”, mesmo com o crescente índice de assassinatos no Ceará. Moro disse ainda que as Forças Armadas estão no Ceará temporariamente, até que a paralisação de parte da Polícia Militar seja resolvida.

“As forças estão aqui subsidiariamente pra atender a uma situação que nós entendemos ser temporária e que deve ser resolvida brevemente. Existe um indicativo de aumento de alguns crimes mais violentos, mas não há uma situação de absoluta desordem nas ruas. As pessoas estão nas ruas, nós circulamos nas ruas. Não existem, por exemplo, saques a estabelecimentos comerciais, nem nada disso. A situação está sob controle, claro dentro de um contexto relativamente difícil em que parte da polícia estadual está paralisada”.

Durante a paralisação da PM, houve um aumento no número de mortes violentas no estado. Entre quarta-feira (19) e domingo (23), 147 homicídios foram registrados no estado pela Secretaria da Segurança Pública (SSPDS). Com mais de 70 mortes somadas, a sexta-feira e o sábado foram os dois dias mais violentos do estado desde 2012, ano da última paralisação de PMs no Ceará.

A média de assassinatos em 2020 era de seis casos por dia antes do motim.

Por conta da crise na segurança, a Força Nacional e o Exército passaram a atuar em Fortaleza. Atualmente, a segurança no estado é reforçada por 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional.

Reintegração de posse dos batalhões

Sergio Moro afirmou ainda que o envio da GLO e Força Nacional, além das intensificações de segurança, são para “garantir a tranquilidade e segurança da população”.

Questionado se a Força Nacional pode atuar em caso de reintegração de posse dos batalhões da PM ocupados, o ministro afirmou que o Governo Federal está atuando para permitir que o Ceará resolva a situação sem que a população fique desprotegida.

“Nós temos que colocar a cabeça no lugar e pensar o que é necessário daqui em diante para solucionarmos essa crise específica, pra voltar os policiais a realizar seu trabalho. O Governo veio para permitir que o governo (estadual) possa resolver essa situação sem que nesse lapso temporal a população fique desprotegida”, afirmou o ministro.

O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, também descartou, nesta segunda, a possibilidade de solicitar a reintegração de posse dos batalhões. Costa acrescentou que a situação deve se normalizar até o dia 28 de fevereiro, data final da GLO.

“Não tem nenhuma previsão até o momento de reintegração. Não tem nada a se tratar sobre isso”, disse.

O motim de policiais militares no Ceará chegou ao 7º dia nesta segunda-feira. Pelo menos três batalhões de Fortaleza e da região metropolitana seguem ocupados por grupos de amotinados.

Policiais punidos

Até a noite de domingo (23), mais de 200 agentes de segurança haviam sido afastados por participação nos atos e 37 foram presos por deserção.

Desde terça-feira (18), homens encapuzados que se identificam como agentes de segurança do Ceará invadiram e ocuparam quarteis, depredando veículos da polícia. Policiais militares reivindicam aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana.

Ao todo, 230 policiais foram afastados das funções por envolvimento no motim, com a instauração de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD). Além disso, 37 policiais considerados desertores foram presos no domingo por faltarem a uma chamada para trabalhar na segurança em festas de carnaval no interior do Ceará.

Onda de violência

Além dos assassinatos, assaltos, roubos e ataques a veículos policiais também ocorreram nos últimos dias na capital e no interior. No sábado, doze pessoas foram presos quando se preparavam para cometer assaltos em uma festa de carnaval na cidade de Paracuru, na região metropolitana.

Atualmente, a segurança no estado é reforçada por 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional, além de 212 policiais rodoviários federais, policiais civis e PMs de batalhões que não aderiram à paralisação.

O comandante da 10ª Região Militar do Ceará, Fernando da Cunha Mattos, afirmou que o estado ainda receberá mais tropas para reforçar a segurança. Mattos disse que o número de soldados foi “inicialmente insuficiente” e que o Comando do Nordeste enviou tropas de quatro estado. O número de soldados, porém, não foi informado pelo comandante.

Veículos blindados são usados pelo Exército na segurança das ruas de Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha

                             Veículos blindados são usados pelo Exército na segurança das ruas de Fortaleza — Foto: Thiago Gadelha

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Um veículo de passeio com quatro pessoas da cidade de Ibitiara, caiu em uma ribanceira da rodovia BA-148, após o condutor ter perdido o controle de direção em um trecho entre Rio de Contas e o Distrito de Marcolino Moura.

Conforme informações obtidas pelo Livramento Manchete, as quatro vítimas foram socorridas e encaminhadas para uma unidade de saúde mais próxima.

Ainda segundo informações do Livramento Manchete, os ibitiarenses sofreram apenas ferimentos leves e passam bem. O veículo ficou destruído após o acidente.

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O corpo de um homem foi encontrado dentro de um saco, na manhã deste domingo (23), no Loteamento Bateias 2, em Vitória da Conquista.

A vítima foi morta a tiros. A polícia investiga se o corpo foi desovado ou se a vítima, ainda não identificada, foi assassinada no local.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Fonte: Blitz Conquista

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Um acidente foi registrado na manhã deste domingo (23), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, em Vitória da Conquista.

Um carro colidiu contra uma árvore na via. Com a batida, o carro ficou destruído.

Não foram divulgadas informações sobre feridos.

Fonte: Blog do Sena

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O comandante da 10ª Região Militar do Ceará, Fernando da Cunha Mattos, afirmou neste sábado (22) que o reforço que o Ceará recebeu das tropas federais foi “inicialmente insuficiente” para a Garantia da Lei e da Ordem durante o motim de policiais militares.

Isso explica, segundo o comandante, o aumento no número de homicídios durante o motim dos policiais. Entre 6h da quarta-feira (19) e a manhã deste sábado, foram 88 homicídios no estado. Até antes do motim, o Ceará tinha uma média de seis assassinatos por dia.

“A tropa está iniciando a sua presença agora, então os efetivos estavam inicialmente muito limitados, por isso o Comando do Nordeste enviou novas tropas, de quatro estados, pra dar um volume de tropa adequado para missão. Os meios inicialmente estavam insuficientes”, afirmou Mattos.

Com a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem, o Exército assume o controle da Operação Mandacaru, como foi batizada a ação para garantir a segurança durante o motim de policiais militares. As equipes do Raio, Choque e Cotar – da Polícia Militar do Ceará – passam a responder às ordens do Exército durante a Operação Mandacaru.

Atualmente, a Operação Mandacaru conta com:

  • 2,5 mil soldados do Exército
  • 150 agentes da Força Nacional
  • 212 policiais rodoviários federais que foram deslocados de outros estados
  • Policiais do Raio, Choque e Cotar

Ainda conforme Mattos, o Exército vai começar neste domingo (23) a exercer o poder de polícia nas ruas de Fortaleza, medida que deve reduzir os homicídios na capital cearense.

“Essa tropa, aí sim, ela vai começar a partir de amanhã as funções da Garantia da Lei a e da Ordem, o policiamento ostensivo. Quando o policiamento ostensivo está ausente ou limitado, obviamente a segurança pública de alguma maneira fica comprometida.”

Outra medida que será adotada será o uso de veículos blindados. “Os blindados serão utilizados para garantir a segurança de quem está dentro. Será um reforço no patrulhamento”, explica o comandante do Exército no Ceará.

Aumento no número de homicídios

De acordo com os dados do Monitor da Violência do G1, mesmo com a redução de 50% no número de crimes violentos entre 2018 e 2019, o Ceará ainda registrou 2.235 assassinatos no ano passado.

Os 88 homicídios contabilizados em apenas três dias deste mês já equivalem a 53% do total registrado em fevereiro de 2019, quando ocorreram 1.364 mortes no estado.

Fonte: G1
Foto: José Leomar/SVM

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