Infelizmente a notícia que ninguém deseja divulgar: Vitória da Conquista está a beira o colapso no sistema de saúde. Não há mais vagas nas unidades hospitalares do município e em decorrência disso, um paciente morreu aguardando vaga em leito de UTI para coronavírus.
Ouça a reportagem completa:
Segundo a secretaria de saúde do município, até o momento 10.460 pessoas do grupo prioritário de saúde e idosos foram vacinados contra o Coronavírus em Vitória da Conquista. A cidade recebeu 10.610 doses das vacinas Coronavac e da vacina de Oxford.
A segunda dose da vacina Coronavac deve ser aplicada nesta sexta-feira (19), nos profissionais da saúde que tomaram a primeira dose do imunizante.

Até esta quinta-feira (18), Vitória da Conquista registra um total de 19.225 casos confirmados da Covid-19, sendo que 18.524 deles são de pessoas já recuperadas. Outros 408 pacientes diagnosticados com a doença continuam em processo de recuperação (41 internados em Vitória da Conquista, 2 em outros municípios e 365 estão em tratamento domiciliar) e 293 moradores do município evoluíram para óbito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), até hoje, foram registradas 68.582 notificações, dos quais 14.838 casos foram descartados e 33.566 apresentaram síndrome gripal não especificada.
Deste total, ainda há 953 casos que aguardam classificação final, sendo que 927 aguardam por investigação laboratorial e 26 casos que aguardam resultado de exame RT-PCR (LACEN Estadual).
Nesta quinta-feira foi notificado um óbito.
293º óbito – Mulher de 85 anos, residente no bairro Ibirapuera, portadora de doença cardiovascular crônica, incluindo hipertensão arterial. Foi internado no dia 7 de fevereiro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu no dia 17 de fevereiro.
Ocupação de Leitos – Neste momento, 100 pacientes estão internados em parte dos 148 leitos disponíveis (78 enfermarias e 70 leitos de UTI) na rede SUS para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Além de moradores de Vitória da Conquista, também estão internados residentes dos seguintes municípios:
Barra do Choça;
Bom Jesus da Lapa;
Brumado;
Caatiba;
Caculé;
Caetanos;
Caetité;
Cândido Sales;
Cordeiros;
Eunápolis;
Firmino Alves;
Guanambi;
Igaporã;
Itapetinga;
Ituaçu;
Jacaraci;
Jussiape;
Livramento de Nossa Senhora;
Macarani;
Macaúbas;
Maiquinique;
Malhada;
Malhada de Pedras;
Pindaí;
Planalto;
Poções;
Rio de Contas;
Sebastião Laranjeiras;
Tanhaçu;
Teixeira de Freitas;
Tremedal;
Cosmópolis – SP;
Goiânia – GO e
Almenara – MG.
lança decreto só A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista torna público o Decreto nº 20.793, de 18 de fevereiro de 2021, comprometendo-se a cooperar com o Governo do Estado nas medidas de restrição de circulação noturna, impostas pelos Decretos Estaduais nº 20.233 e 20.234.
Por isso, a partir desta sexta-feira (19), os estabelecimentos noturnos da cidade devem encerrar suas atividades até às 21h30, conforme estabelecido pelo Estado. A partir das 22 horas, estará suspensa a locomoção ou permanência em vias, equipamentos, locais e praças públicas.
O transporte público coletivo encerrará as atividades às 22h30 – nesse horário, os ônibus já devem estar na garagem. Por isso, orienta-se que os passageiros façam a sua última viagem com antecedência. Os veículos voltam a circular às 5h.
De acordo com o Governo do Estado, entre às 22h e às 5h, está permitido o funcionamento dos terminais rodoviários, metroviários e aeroviários, bem como o deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem na operacionalização destas atividades fins; os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; os serviços delivery de farmácia e medicamentos; e as atividades profissionais de transporte privado de passageiros.
As medidas têm validade até 25 de fevereiro. Nesse período, a Prefeitura atuará apoiando e fiscalizando os protocolos preventivos, em apoio à Polícia Militar.
Nesta quinta-feira (18), o Governo Municipal também publicou o Decreto nº 20.794, prorrogando as medidas municipais de controle e prevenção à Covid-19.
A diretora-geral do Instituto Couto Maia, Ceuci Nunes, fez um desabafo nesta quarta-feira (17) sobre a situação da pandemia do coronavírus na Bahia e a pressão que o sistema de saúde tem sofrido. Em depoimento exibido na TV Bahia, a infectologista e gestora da unidade que é referência para o atendimento dos casos de covid-19 contou sobre a rotina cansativa dos profissionais de saúde.
Ceuci Nunes também falou sobre a realidade dos pacientes que são internados, destacando que muitas pessoas jovens e sem nenhuma doença anterior estão sendo levadas ao hospital por causa do coronavírus. Ela ainda fez uma crítica àqueles que estão participando de festas e aglomerações e disse que “as pessoas precisam parar pra pensar”.
OUÇA:
O governador da Bahia, Rui Costa, contou que ele e os demais governadores do país saudaram o fato de o Ministério da Saúde apresentar pela primeira vez um cronograma de vacinação até o mês de dezembro. Isso ocorreu na tarde desta quarta-feira (17), em reunião virtual dos chefes estaduais com o ministro da saúde, Eduardo Pazuello.
Rui disse que a definição do cronograma é importante para que falsas polêmicas e a política sejam deixadas de lado e o cuidado com a vida humana seja priorizado. O governador também disse que a expectativa é que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acelerem a homologação e a contratação de novas vacinas contra o coronavírus.
OUÇA:
A Vigilância Epidemiológica do estado da Bahia confirmou, nesta quarta-feira (17), a transmissão comunitária da variante B.1.1.7 do SARS-CoV-2, originalmente detectada no Reino Unido, no estado.
O resultado veio após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior, nem contactantes com esse perfil. O sequenciamento genético da amostra foi realizada pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.
De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica, Márcia São Pedro, “a transmissão autóctone ou comunitária é assim chamada quando as equipes de vigilância não conseguem mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais”, explica a diretora.
Até o momento, a Bahia identificou outros três casos suspeitos da variante do Reino Unido e confirmou a circulação da mesma linhagem do SARS-CoV-2 presente em Manaus, que é a P.1, em 11 pessoas, todos com origem na região Amazônica.
O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) iniciará o sequenciamento de 300 novas amostras dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Nesta quarta-feira (17), o número de casos confirmados da Covid-19 em Conquista chegou a 19.177. Desse total, 18.392 já estão recuperados da doença e outros 493 pacientes permanecem em recuperação – 42 estão internados em Vitória da Conquista; dois, em outros municípios; e 449 em tratamento domiciliar.

Ainda aguardam por classificação final 790 casos notificados com suspeita de infecção pela Covid-19, sendo que 726 deles esperam pela investigação laboratorial e 64 pelo resultado do exame RT-PCR das amostras encaminhadas para análise no Lacen Estadual.
Hoje, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que mais quatro pacientes do município faleceram por complicações em decorrência da Covid.
289º óbito – Mulher de 94 anos, moradora do bairro Cidade Maravilhosa, portadora de Hipertensão e Alzheimer. Foi internada no dia 12 de fevereiro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 14 de fevereiro.
290º óbito – Mulher de 51 anos, moradora do bairro Vila Serrana IV, portadora de Hipertensão e Doença Renal Crônica. Desde o dia 30 de janeiro estava internada no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 16 de fevereiro.
291º óbito – Homem de 91 anos, morador do bairro Alto Maron, portador de Doença Cardiovascular Crônica e Diabetes Melito. Foi internado no dia 4 de fevereiro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 16 de fevereiro.
292º óbito – Mulher de 83 anos, moradora do bairro Patagônia, portadora de Hipertensão, Doença Renal Crônica Dialógica e Diabetes Melito. Estava internada desde o dia 3 de janeiro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 17 de fevereiro.
Ocupação de Leitos – Neste momento, 89 pacientes estão internados em parte dos 148 leitos disponíveis (78 enfermarias e 70 leitos de UTI) na rede SUS para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Além de moradores de Vitória da Conquista, também estão internados residentes dos seguintes municípios:
Um estudo da Universidade de Stirling, na Escócia, identificou maiores dificuldades de bares no controle do contágio pela Covid-19.
Após passarem os primeiros meses da pandemia fechados, esses estabelecimentos reabriram e tentam desde então seguir as medidas de segurança, mas esbarram em dificuldades para garantir que o ambiente seja o mais seguro possível para o contágio pelo coronavírus.
A pesquisa identificou que o maior dos problemas é o cliente alcoolizado, que esquece as regras de segurança, abraça os colegas, tira foto junto, não usa máscara e não respeita do distanciamento entre as mesas ou na fila do banheiro, traz reportagem do portal Metrópoles, parceiro do BN.
As conclusões dos cientistas escoceses foram publicadas em um artigo na revista científica Journal of Studies on Alcohol and Drugs, e é a primeira no mundo a examinar estabelecimentos durante a pandemia. O objetivo é informar governos e especialistas em saúde pública sobre os riscos de retirar as restrições de segurança.
“Os bares expressaram intenção de trabalhar dentro das medidas, mas há desafios comerciais e práticos em tornar isso realidade. Quando os estabelecimentos reabriram, houve esforços substanciais em mudar o layout dos bares, o que pareceu funcionar em muitos locais”, disse Niamh Fitzgerald, coordenadora do estudo, ao site da Universidade de Stirling.
O pesquisador ressalta que o grupo de estudo observou vários incidentes “com muita preocupação”. Entre os exemplos ele cita clientes gritando, se abraçando, ou interagindo de perto com outras pessoas, ações que “quase nunca são coibidos pela gerência”. Além disso, citou que alguns funcionários não usam equipamento de segurança, ou abaixam a máscara para falar.
As observações foram feitas na Escócia, mas o cenário não é muito diferente no Brasil, ressalta a reportagem do Metrópoles.
A conclusão do estudo é que o risco de transmissão da Covid-19 em bares permanece alto, principalmente quando a clientela consumiu muito álcool.
Empresários e equipes apontaram aos pesquisadores que são necessárias regras mais rígidas e treinamento dos profissionais para coibir comportamentos que permitem a transmissão, mas sem constranger o cliente. Fonte: Bahia Notícias.