A gripe H3N2 anda assolando o país nas últimas semanas. O surto da variante do influenza A já chegou a pelo menos 11 estados do Brasil. Em Salvador, já foram registrados mais de 100 infectados com a doença.
A síndrome gripal, de acordo com o portal Metrópoles, já atingiu 11 unidades federativas. São elas: Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará. Em Goiás ainda não houve confirmação, mas nove casos são monitorados com suspeita de infecção.
Na Bahia, dos 93 infectados com a doença, 15 foram hospitalizados com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica Estadual, dos casos de H3N2 que necessitaram de internação, 14 são residentes em Salvador e um de Lauro de Freitas, com idades entre 9 a 85 anos.
A Secretaria de Saúde do Amazonas informou que o estado já registrou, desde o começo de novembro até a sexta-feira (17), 494 casos positivos de influenza, sendo 262 apenas na última semana. Porém, este é o período sazonal da doença na região norte, onde se localiza a unidade federativa.
No Rio, cerca de 21 mil pessoas foram diagnosticadas com a gripe nas três últimas semanas de novembro. No início desta semana, o secretário municipal de Saúde de São Paulo afirmou à CNN, que a capital paulista também vive um surto da doença.
Os sintomas são semelhantes aos da Covid. Caso apresente tosse, congestão nasal, febre e dor muscular, o mais indicado é fazer um exame PCR para não confundir o vírus responsável.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou nesta segunda-feira (13) que passou a exigir o certificado de vacinação de quem entra no Brasil por aeroportos ou na fronteira terrestre.
A cobrança segue decisão liminar de Luís Roberto Barroso, ministro do STF, que mandou o governo barrar a entrada dos não vacinados.
O governo Jair Bolsonaro (PL) ainda não publicou portaria para se adequar à liminar, divulgada neste sábado (11). O texto deve trazer mais detalhes sobre a forma de cobrar o documento, mas a divulgação da portaria travou por dúvidas sobre a forma de fiscalização do “passaporte da vacina”.
Em nota, a agência disse que informou os postos de fronteira, especialmente aeroportos, para o cumprimento imediato da liminar. Afirma ainda que está avaliando casos pontuais, como de passageiros que já estavam em deslocamento no momento em que foi anunciada a decisão de Barroso.
Nesses casos, a agência está cadastrando os dados dos viajantes para o monitoramento ou quarentena, disseram integrantes do governo à reportagem.
“A Anvisa iniciou a cobrança do comprovante de vacinação ao mesmo tempo em que realiza as avaliações pontuais para os casos em que o viajante possa ser prejudicado pela mudança de regras entre o período de seu embarque e de sua chegada ao Brasil”, diz a agência, em nota.
A cobrança e a orientação aos viajantes estão sendo implementadas ao longo desta segunda-feira em todos os aeroportos com chegada de voos internacionais.
O governo esperava publicar a portaria para se adequar a decisão de Barroso nesta segunda, mas técnicos do governo e da Anvisa ainda divergem sobre quais órgãos devem fiscalizar o comprovante de imunização nas fronteiras terrestres e o que deve ser feito com brasileiros que não receberam as doses.
Auxiliares palacianos já admitem que o governo pode não chegar a um consenso antes de o plenário do STF analisar a decisão de Barroso, o que acontecerá a partir de quarta-feira (15).
Não há expectativa no governo de que os demais ministros da corte revertam a obrigação de o governo cobrar o passaporte vacinal.
Segundo integrantes do governo, a Polícia Federal diz não ser sua atribuição impedir a entrada de viajantes ou impor quarentena a não vacinados, por ser uma questão sanitária, não legal.
O órgão tem dito nessas reuniões, segundo relatos, que só poderia realizar a fiscalização, se acompanhado de agentes da Anvisa.
À reportagem, a PF afirmou que a fiscalização de requisitos sanitários não é sua atribuição, mas que a corporação prestará “pleno apoio aos órgãos de vigilância sanitária”.
“Os dirigentes locais e regionais foram orientados a realizar o devido alinhamento com a Anvisa para definirem a melhor forma com que o apoio será prestado”, disse.
A PF enviou uma circular com essas recomendações às superintendências da corporação na sexta-feira (10).
Já a Anvisa afirma, nas reuniões do governo, que qualquer autoridade migratória pode cobrar o documento.
Ela ainda aponta que tem fiscais em poucos postos de fronteira terrestre. Na leitura da agência, outros órgãos podem cobrar os documentos nestas divisas, como a PF e o Exército.
As divergências são menores para a entrada no Brasil por voo. Isso porque o comprovante da vacinação, além do teste para Covid e a DSV (Declaração de Saúde do Viajante), são cobrados antes do embarque, pela companhia aérea.
Há ainda interpretações diferentes de governo e Anvisa sobre a decisão de Barroso.
Segundo relatos, há ainda integrantes do governo que consideram que a liminar dá margem para liberar brasileiros não vacinados na fronteira por terra, mesmo sem quarentena.
A Anvisa considera que a decisão, na verdade, força o governo a cobrar ou quarentena ou teste negativo desse grupo.
Em geral, apenas exceções poderiam entrar sem vacina, como quem apresenta uma declaração médica ou chega de um país com poucas doses de imunizantes disponíveis. Além disso, a entrada de brasileiros por terra não pode ser barrada, mas há margem para impor quarentena ou cobrar o exame negativo.
Técnicos do governo fizeram reunião no domingo (12), no Palácio do Planalto, para acertar detalhes da nova regra –por exemplo, sobre o grupo que fica dispensado da cobrança da vacina. A conversa de cerca de quatro horas foi inconclusiva.
As reuniões se estenderam também nesta segunda-feira no Planalto.
Antes da decisão de Barroso, a ideia do governo era liberar, em aeroportos, a entrada de viajantes não vacinados que se comprometessem a realizar quarentena de cinco dias. Já na fronteira terrestre o governo cobraria apenas o exame negativo da Covid-19 de quem não havia recebido a imunização.
Pelas regras atuais do governo, o comprovante de vacinação contra Covid-19 deve ser apresentado em formato físico ou digital. São aceitas as vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), OMS (Organização Mundial de Saúde) ou pela autoridade sanitária do país em que o viajante recebeu as doses.
A aplicação da última dose ou dose única deve ter ocorrido, no mínimo, 14 dias antes da data do embarque.
Até esta segunda-feira, o ConecteSUS, sistema brasileiro usado para emitir o certificado, está fora do ar por causa de um ataque hacker. O governo recomenda buscar a segunda via do documento nos postos de saúde ou emitir a versão digital do comprovante de vacinação nos sites de estados e municípios.
Segundo o Ministério da Saúde, o sistema será restabelecido ainda nesta semana.
Ao menos uma pessoa morreu no Reino Unido vítima da variante ômicron do coronavírus, afirmou hoje o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que fez um alerta contra a crença de que a nova cepa é menos mortal que as anteriores e fez um apelo a favor da vacinação. Ele não divulgou a idade do paciente e nem se ele estava vacinado ou se apresentava comorbidades.
“Infelizmente, sim, a ômicron está gerando hospitalizações e, infelizmente, pelo menos um paciente teve a morte por ômicron confirmada”, disse Johnson, durante visita a um centro de vacinas em Paddington, oeste de Londres.
Segundo o ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, 10 pessoas estão hospitalizadas na Inglaterra com a variante — no total, 3.137 foram diagnosticadas com a ômicron.
“A ideia de que esta é, de alguma forma, uma versão mais branda do vírus, acho que é algo que precisamos deixar de lado e apenas reconhecer o ritmo com que ele [vírus] acelera pela população. Portanto, a melhor coisa que podemos fazer é obter nossos reforços [de vacina]”, disse Johnson.
Segundo Javid, a variante, identificada inicialmente na África do Sul, se espalha a um “ritmo fenomenal” e já responde por cerca de 40% das infecções em Londres.
Ontem, Johnson afirmou que um “maremoto” de ômicron está prestes a atingir o país. E o governo alertou que, se não forem adotadas medidas de prevenção, 1 milhão de pessoas poderá ser infectada pela nova variante até o fim de dezembro.
Ontem, 1.239 novos casos da ômicron foram confirmados no país, elevando o total detectado para 3.137 — 65% a mais que os 1.898 acumulados até o dia anterior. “O Reino Unido detectou os primeiros casos da variante no país em 27 de novembro. O que sabemos sobre a ômicron é que ela está se espalhando a um ritmo fenomenal, algo que nunca vimos antes, as infecções [pela variante] estão dobrando a cada dois ou três dias. Isso significa que estamos diante de um maremoto de infecções, estamos novamente numa corrida entre a vacina e o virus”, afirmou Sajid Javid, ministro da Saúde britânico.
Cientistas afirmam que a ômicron, muito mais transmissível que outras cepas, é capaz de infectar pessoas que receberam duas doses de vacina.
Dados preliminares revelados na última sexta-feira apontaram que a eficácia da vacina contra infecções sintomáticas é significativamente menor contra a ômicron para quem recebeu duas doses, mas que uma terceira dose de ambas as vacinas usadas no país — Pfizer e Moderna — pode aumentar a proteção para mais de 70%.
Segundo o ministro, apesar de os sintomas da cepa possivelmente serem mais leves, a não ser que o governo aja, o sistema de saúde poderá ficar sobrecarregado.
Johnson acelera programa de doses de reforço
Horas depois de especialistas do governo britânico elevarem o nível de alerta para a covid-19 para 4 numa escala de 5, Johnson afirmou num pronunciamento ontem que o programa de aplicação de doses de reforço deve ser acelerado.
Johnson disse que as pessoas deveriam se apressar para receber uma dose de reforço para proteger “nossas liberdades e nosso modo de vida”, afirmando que o sistema de saúde teria dificuldades de lidar com hospitalizações se a variante se espalhasse por uma população somente duplamente imunizada.
“Todos com mais de 18 anos aptos a serem vacinados na Inglaterra terão a chance de receber a dose de reforço antes do Ano Novo”, afirmou o premiê, que classificou a disseminação da ômicron de uma emergência.
A partir desta semana, pessoas com mais de 18 anos poderão receber a terceira dose na Inglaterra, contanto que ao menos três meses tenham se passado desde a segunda. Para acelerar a imunização, 42 equipes militares serão acionadas, e novos locais de vacinação serão abertos.
“Duas doses não são suficientes, mas três doses ainda oferecem excelente proteção contra infecções sintomáticas”, ressaltou Javid.
Segundo a BBC, a meta anunciada por Johnson não significa que todos os adultos receberão a dose de reforço até o fim do ano, mas que terão a oportunidade de ao menos agendar a aplicação.
Em resposta à ômicron, o primeiro-ministro pediu que as pessoas trabalhem de casa se possível a partir de hoje e determinou a obrigatoriedade de máscara em grande parte dos locais públicos fechados.
Além disso, deverá ser obrigatório apresentar um certificado de vacinação ou um teste negativo para covid-19 para entrar em casas noturnas e grandes eventos a partir de quarta-feira, se a medida for aprovada pelo Parlamento.
Brasil tem 11 casos confirmados
O estado de São Paulo confirmou na noite de ontem o quinto caso da variante ômicron — o primeiro fora da capital.
Segundo o governo paulista, a paciente é uma mulher de 40 anos, da cidade de Limeira, que foi completamente vacinada e tem apenas sintomas leves: tosse, dor de cabeça e coriza.
Ela está em isolamento domiciliar e separada do marido e do filho, que tiveram resultado negativo no exame para a doença.
Com a atualização, o total de infecções pela nova cepa do coronavírus no Brasil chega a 11 — cinco casos em São Paulo; dois em Goiás; dois no Rio Grande do Sul e dois no Distrito Federal.
Dados divulgados ontem pelo consórcio de imprensa, do qual o UOL faz parte, mostram que, até o momento, 139.339.569 brasileiros foram imunizados com a segunda dose ou a dose única, o que representa 65,32% da população do país.
Desde meados de janeiro, quando começou a campanha de vacinação contra a doença no país, 159.839.190 habitantes tomaram a primeira dose, correspondente a 74,93% da população nacional.
O total de doses de reforço aplicadas até o momento é de 20.469.025.
Já no Reino Unido, até agora, mais de 51 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina – cerca de 89% das pessoas com mais de 12 anos. Mais de 46 milhões – 81% dos maiores de 12 anos – receberam ambas as doses. Mais de 20 milhões de doses de reforço foram administradas, segundo dados do NHS (serviço público de saúde local).
O que a OMS recomenda
A nova cepa foi classificada como “preocupante” pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A decisão foi baseada na evidência científica de que a variante tem muitas mutações que influenciam no comportamento do vírus.
Além de vacinação completa e de reforço quando oferecido, a orientação para evitar infecções continua a mesma para todas as variantes: manter distanciamento, lavar as mãos, usar máscara de forma adequada (cobrindo nariz e boca), lavar as mãos e evitar lugares fechados ou com aglomeração.
A Bahia chegou, neste domingo (12), ao terceiro dia consecutivo sem publicar o boletim epidemiológico com os dados da Covid-19 no estado. Apenas o número de novas mortes tem sido divulgado, tendo sido quatro as registradas nas últimas 24 horas.
De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, o boletim completo não está sendo publicado nos últimos dias em decorrência do ataque hacker sofrido pelo Ministério da Saúde na madrugada da última sexta-feira (10).
Na tarde deste domingo, o Ministério da Saúde afirmou que conseguiu recuperar todos os dados sobre vacinação contra a Covid no país. Entretanto, o aplicativo ConectSUS, onde a população tem acesso ao seu comprovante de imunização, segue apresentando instabilidade.
Até o momento, desde o início da pandemia, 27.390 pessoas faleceram por Covid-19 na Bahia.
Uma atualização do decreto nº 20.907, assinado pelo governador Rui Costa nesta quinta-feira (9), condiciona o acesso a órgãos, entidades e unidades administrativas do Governo do Estado à imunização contra a Covid-19. A nova medida, que visa conter o avanço do coronavírus na Bahia, também se aplica aos parques públicos estaduais, zoológicos e escolas da rede estadual de ensino em todo o território baiano. As empresas que fazem parte da administração pública indireta deverão instituir normas internas compatíveis com a nova orientação estabelecida pelo Poder Executivo, que passa a vigorar a partir desta sexta-feira (10).
Os atendimentos presenciais no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e a visitação a hospitais públicos e às penitenciárias já estavam condicionados à comprovação da vacinação desde o último dia 1º. A partir desta sexta-feira (10), também passa a vigorar a exigência da apresentação do comprovante para utilização de transporte rodoviário intermunicipal público e privado em toda a Bahia.
É necessário comprovar duas doses da vacina ou dose única, para o público geral, a depender do imunizante utilizado. No caso de adolescentes, uma dose, respeitando o prazo de agendamento para a segunda. Será exigida a terceira dose ou reforço da vacina para o público alcançado por esta etapa da campanha de imunização contra a Covid.
*Eventos*
O decreto, que será publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (10), mantém autorizados, até o dia 21 de dezembro, os eventos e as atividades com até 5 mil pessoas, incluindo aqueles com venda de ingressos.
Permanece obrigatória a comprovação da imunização contra a Covid-19 por todos os envolvidos nos eventos: artistas, público, equipe técnica e colaboradores. Também devem ser respeitados os protocolos sanitários, especialmente o distanciamento social e o uso de máscaras.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai continuar com a vacinação, nesta sexta-feira (10), para 1ª, 2ª e 3ª doses apenas nas unidades de saúde no horário de 8h às 12h e de 14h às 16h, ou enquanto durarem os estoques.
As pessoas maiores de 18 anos que ainda não se vacinaram com a 1ª dose, poderão procurar as unidades de saúde Morada dos Pássaros, Nelson Barros (bairro Kadija), Recanto das Águas, Urbis V, Nossa Senhora Aparecida, Bruno Bacelar e Panorama. Nessas mesmas unidades também haverá aplicação da 2ª dose da Coronavac/Butantan para aqueles que estão com data de retorno agendada para o dia 11 de dezembro ou datas anteriores.
A 2ª dose da Pfizer está sendo antecipada para as pessoas que estão com agendamento até o dia 30 de dezembro. A vacinação ocorrerá nas unidades de saúde do Vila América, Conveima, Miro Cairo, Solange Hortélio (bairro Urbis II), CAE II (bairro São Vicente), Hugo de Castro (bairro Guarani) e Jardim Valéria.
Já a 3ª dose estará disponível para as pessoas de 45 anos ou mais que tomaram a 2ª dose até o dia 10 de julho, intervalo exato de cinco meses, e também para os imunossuprimidos graves, maiores de 18 anos, que tomaram a 2ª dose até o dia 12 de novembro, há 28 dias.
Para estes, a vacinação será nas unidades de saúde do Urbis VI, Patagônia, Admário Santos (bairro Brasil), Vila Serrana, João Melo (bairro Ibirapuera) e Nova Cidade.
Para tomar a 2ª ou 3ª dose, é necessário levar o cartão de vacina e documento pessoal com CPF.
O continente africano é responsável por 46% dos casos reportados da variante ômicron da Covid-19 em todo o mundo, disse nesta quinta-feira (9) um representante da OMS na região.
Richard Mihigo, coordenador do programa de desenvolvimento de vacinas para a África da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou esta estimativa em uma entrevista coletiva.
Já o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou também nesta quinta que o surgimento da nova variante ressalta uma “situação perigosa”.
Ele também lamentou as restrições de viagem impostas por diversos países à África do Sul, primeira a reportar casos da ômicron: “transparência deveria ser premiada”.
Em sua fala na sessão da Câmara de vereadores na manhã desta quarta-feira (08), o vereador Augusto Cândido ( PSDB), ressaltou que, embora seja a favor da vacinação contra COVID-19, não acredita que seja necessário o passaporte da vacina para entrada no parlamento conquistense e que a decisão “fere a Constituição federal dos cidadãos”. O edil ainda reafirmou que o passaporte da vacina não é “atestado de moralidade” e que não acredita na medida como algo relevante no legislativo.
A partir da próxima segunda-feira (13), de acordo com decreto feito pelo presidente da Câmara, Luís Carlos Dudé, será obrigatório a apresentação do passaporte de vacina para entrada no parlamento municipal.
A vacinação contra a Covid-19 continua nesta terça-feira (7) nas unidades de saúde com a repescagem de 1ª dose para as pessoas maiores de 18 anos que ainda não se vacinaram, além das 2ª e 3ª doses. O horário de vacinação é de 8h às 12h e de 14h às 16h, ou enquanto durarem os estoques nas unidades.
Houve redução de algumas unidades que estão fazendo a 2ª dose da Pfizer e 3ª dose que tiveram o estoque esgotado nesta segunda-feira (6) e não há vacinas para reposição na rede de Frio. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem a previsão de receber amanhã uma nova remessa para reabastecer as unidades onde acabaram as vacinas.
A 1ª dose estará disponível em oito unidades de saúde e para se vacinar é necessário apresentar o documento pessoal com CPF e comprovante de residência de Vitória da Conquista.

A 2ª dose da Pfizer estará disponível em apenas quatro unidades de saúde, até enquanto durarem os estoques, com o adiantamento para as pessoas que estão com retorno até o dia 23 de dezembro. Já a 2ª dose da Coronavac/Butantan e Fiocruz/Oxford é destinada as pessoas que estão com agendamento para o dia 8 de dezembro ou datas anteriores, e estão divididas entre 12 unidades de saúde.
Observe atentamente os locais de cada tipo/fabricante de vacina para evitar misturas ou erros de imunização.
Para a 3ª dose, as pessoas com 50 anos ou mais que tomaram a 2ª dose há cinco meses (7 de julho) e imunossuprimidos graves que tomaram a 2ª dose há 28 dias (9 de novembro), a vacinação será feita em cinco unidades de saúde. Confira abaixo.
Muitas vezes, uma ferida que não cicatriza ou uma pinta que muda de cor passam despercebidas pela maioria das pessoas. Estes são alguns dos sinais do câncer de pele, tipo de câncer que mais atinge a população brasileira (estima-se que a cada ano sejam diagnosticados cerca de 180 mil novos casos), superando até os casos de mama, próstata, pulmão, cólon e reto, de acordo a dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). O principal fator de risco da doença é a exposição excessiva ao sol, que preocupa profissionais da saúde, principalmente com a chegada do verão, período em que as pessoas costumam aproveitar mais os espaços abertos de lazer e convivência.
A campanha do Dezembro Laranja (criada em 2014 pela SBD) acontece justamente para conscientizar a população sobre os riscos dessa exposição exagerada ao sol. Para marcar o mês e alertar a comunidade sobre a prevenção do câncer de pele, o Instituto Conquistense de Oncologia (Icon) promoverá, no próximo domingo (12), uma ação de conscientização sobre o câncer de pele, em parceria com a Clínica Dermatológica Gabriela Botelho e com o Senac.
O evento, aberto ao público, acontecerá a partir das 10h, no Centro de Treinamento Praia Conquista (Av. Ivo Freire, bairro Candeias) e contará com momentos educativos sobre cuidados com a pele e sobre o câncer de pele com dois oncologistas do Icon (Dra. Marta Quixadá e Dr. Klécius Aguiar) e com a dermatologista Dra. Gabriela Botelho. Os três médicos ficarão à disposição da comunidade para orientações médicas ao longo da manhã. Também será fornecida pelo Senac limpeza de pele com aplicação correta de protetor solar, distribuição de material informativo, lanches naturais e brindes.
*Como prevenir o câncer de pele?*
A oncologista Dra. Marta Quixadá destaca que existem diferentes tipos de câncer de pele e que se apresentam com sintomas variados. “Carcinoma basocelular é o mais incidente e normalmente se apresenta como nódulos rugosos na pele; carcinoma espinocelular se apresenta em forma de feridas que não cicatrizam e também acomete áreas expostas ao sol, pode causar dor e sangramentos; e o melanoma, na grande maioria das vezes, apresenta-se como uma pinta diferente das demais, com múltiplas cores, bordas irregulares e merece uma atenção específica, porque pode provocar metástase”, explica.
Além da exposição exagerada aos raios solares, a Dra. Marta reforça que outros fatores também podem colaborar para o surgimento da doença, como: pessoas com pele clara, ruivas, albinas, com histórico pessoal ou familiar da doença e pessoas acima de 60 anos.
Porém, mesmo quem não se encaixa nessas características deve adotar condutas de proteção, como detalha a dermatologista Dra. Gabriela Botelho: “Os principais cuidados para evitar doenças na pele são, principalmente, a consulta periódica ao dermatologista (o diagnóstico precoce garante maiores chances de cura) e o uso do protetor solar. Assim como as medidas fotoprotetoras: uso de roupas com fator de proteção, sombrinhas, chapéus, óculos e evitar exposição nos horários entre 10 e 15h, períodos com maior incidência de radiação ultravioleta B, a mais carcinogênica”. A dermatologista alerta ainda para que crianças e adolescentes tenham um cuidado especial, evitando queimaduras solares intermitentes pois, na fase adulta, poderão ser fatores de risco para o desenvolvimento de câncer.