A Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou, na noite desta terça-feira (14), a cerimônia de entrega do Prêmio Conhecimento que Conquista, iniciativa que reconhece e valoriza produções acadêmicas voltadas à realidade do município. A premiação, iniciativa do mandato vereador Alexandre Xandó (PT), tem como objetivo incentivar o pensamento crítico, a inovação e o compromisso social por meio da pesquisa científica.
As inscrições para o prêmio foram encerradas em 28 de setembro, com mais de 50 trabalhos submetidos, abrangendo temas das ciências humanas às engenharias. A Comissão Avaliadora foi composta por professores das universidades UNEB, UFBA e UESB, garantindo a diversidade de perspectivas e a qualidade técnica na escolha dos vencedores.
Para o vereador Alexandre Xandó, o prêmio reforça o papel do Legislativo na valorização do conhecimento e no estímulo à reflexão crítica sobre o município. O parlamentar ressaltou que o Prêmio Conhecimento que Conquista é fruto de um trabalho coletivo e representa uma forma de valorizar a produção científica e acadêmica. “O projeto busca tirar as pesquisas das prateleiras e aproximar o conhecimeno produzido nas universidades da comunidade”, defendendo também uma relação mais direta entre o poder público e as instituições de ensino superior.
Representando a juventude universitária, João Pedro Coutinho, estudante e vice-presidente da UEB, destacou a importância simbólica do prêmio para os estudantes e pesquisadores locais. “Ocupar esse espaço institucional é um ato político. É a juventude organizada que acredita na transformação, dizendo em voz alta que a universidade pública é uma trincheira de luta e de esperança. O conhecimento que nasce do povo e volta para o povo é revolucionário”, afirmou João Pedro.
A articuladora cultural e social Laiz Souza, do Kilombeco de Vó Dôla e cofundadora da Biblioteca Comunitária Kilombeco, também participou da cerimônia. Em sua fala, ela destacou o poder transformador da educação em sua trajetória. Laís contou que saiu do bairro Pedrinhas, onde trabalhava como catadora de material reciclável, e hoje é estudante da Uesb — a primeira de sua comunidade a ingressar em uma universidade.
“O conhecimento mudou a minha vida, a realidade do bairro Pedrinhas e de toda uma comunidade”, afirmou Laís, ao lembrar que a biblioteca Kilombeco tem promovido a transformação social no território por meio da educação, da cultura e do esporte, com iniciativas como o cursinho pré-vestibular quilombola Mãe Fátima de Xangô.
O professor José Jackson Reis dos Santos, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e integrante da comissão avaliadora do prêmio, também ressaltou o papel das universidades e da pesquisa na transformação social. “O movimento de pesquisa não muda apenas a realidade – ele também transforma quem pesquisa. Esse prêmio celebra todas as pesquisas, não apenas as seis vencedoras, porque cada uma delas carrega um potencial de transformação social e de contribuição para políticas públicas”, afirmou o professor, destacando ainda a importância do diálogo entre universidade e poder público.
Elias Alberto Tomás, professor de cinema e audiovisual no Instituto Superior de Artes e Cultura de Moçambique, compartilhou sua trajetória acadêmica e profissional, marcada pela dedicação ao ensino e à pesquisa em audiovisual. Formado em 2018, ele foi selecionado pela própria instituição onde estudou para lecionar o curso de cinema, destacando-se pela qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
Atualmente, cursa mestrado em Ensino na Uesb, por meio de um memorando de entendimento entre as duas instituições, e já concluiu uma especialização em Psicopedagogia para o Ensino Superior. Segundo Elias, iniciativas como o Prêmio Conhecimento que Conquista fortalecem a comunidade acadêmica e incentivam a continuidade da produção científica. “É por meio de ações como esta que nós, acadêmicos, continuamos produzindo, pesquisando e compartilhando conhecimento, contribuindo para transformar realidades e aproximar povos”, afirmou.
Greissy Leôncio Reis, presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (Simmp), ressaltou a importância de iniciativas que reafirmam o papel das universidades e do conhecimento científico na sociedade. Em sua fala emocionada, ela destacou a universidade pública como um instrumento de transformação e redução das desigualdades sociais. “Valorizar a pesquisa e o conhecimento é também valorizar a universidade e os sujeitos que a fazem acontecer. A universidade pública ainda é um sonho para muitos — e foi um sonho realizado na minha vida”.
Nesta edição, seis pesquisadores e pesquisadoras foram premiados por suas relevantes contribuições em diferentes áreas do conhecimento. Os trabalhos apresentados abordam desde questões ambientais e culturais até políticas públicas e educação inclusiva. Confira os vencedores:
• Eduardo Silveira Bernardes, autor da pesquisa “Água subterrânea e as áreas alagadiças: funções ambientais”;
• Ana Luiza Santos Freitas, com o estudo “Telemonitoramento em Saúde Mental Infantojuvenil: conquistas e desafios para sua implementação”;
• Renata Pereira Sousa Brandão, autora da pesquisa “Percepções de professoras do Atendimento Educacional Especializado sobre o trabalho docente em salas de recursos multifuncionais no município de Vitória da Conquista”;
• Adriana Oliveira Xavier, com o trabalho “A prática de construção da identidade da criança negra nos anos iniciais: o caso da escola quilombola no território da Lagoa de Maria Clemência”;
• Lázaro Lacerda Rocha, autor da pesquisa “Oficina Fuxico: readequação do Teatro Carlos Jehovah e Mercado de Artesanato Rachel Flores em centro cultural”;
• Alice Caires Lima da Silva, com o estudo “Efetividade da Lei Nº 13.431/2017: análise do funcionamento do Complexo de Escuta Protegida de Vitória da Conquista/BA e sua conformidade com o Manual do Fluxo de Atendimento Integrado”.
Durante a solenidade, os autores dos trabalhos premiados foram convidados a compor a mesa de honra e compartilhar brevemente suas pesquisas, demonstrando o impacto e a relevância social das produções acadêmicas conquistenses.
Os trabalhos vencedores serão enviados à Câmara em formato digital e poderão ser utilizados para fins de divulgação científica e apoio à formulação de políticas públicas municipais.
O Brasil possui mais de 3,1 milhões de professoras e professores registrados, formando a nona principal categoria de trabalhadores brasileiros. É o que apontam os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2022. Nesta quarta-feira (15), dia em que se comemora o Dia Mundial dos Professores.
Em termos de gênero, oito em cada dez profissionais da educação brasileira são mulheres, 78,3% (2,4 milhões). No estado o contingente é ligeiramente menor, chegando a 76,9% (289,1 mil). Entre homens e mulheres, a maior parte dos trabalhadores da educação na Bahia são negros de pele parda (53,5%), cerca de 201 mil, resultado que difere do país, em que 53,3% dos profissionais são pessoas brancas (1,7 milhão).
Quando divididos em subcategorias de nível de ensino, 4 em cada 10 professores brasileiros, ou cerca de 1,2 milhão, atuam no ensino fundamental, entre o 1° e 9° ano do ensino básico. 439 mil, ou 1 em cada 10, atuam no ensino pré-escolar, com crianças entre 0 a 6 anos, majoritariamente. Outros 115,3 mil professores trabalham no ensino superior e apenas 36,9 professores nas redes de ensino médio.
Segundo o levantamento, os profissionais da educação representavam 3,6% de todas os 87,8 milhões de pessoas que trabalhavam na época. Na Bahia, o grupo ganha ainda mais peso: os profissionais da educação somam 375,8 mil pessoas trabalhando na seção de atividade de educação no ano da pesquisa. Proporcionalmente, a categoria é a quarta (4°) maior do estado, representando 7,0% do total de 5,4 milhões de trabalhadores baianos.
As irregularidades vieram à tona após os donos da loja notarem o desaparecimento de diversos itens do estoque. A investigação revelou práticas como:
Conforme o g1, imagens das câmeras de segurança mostraram que a funcionária acompanhava a entrega dos colchões e bases de cama até os veículos dos compradores.
A Polícia Civil da Bahia recuperou diversas joias avaliadas em aproximadamente R$ 200 mil, durante uma ação realizada nesta terça-feira (14), em Vitória da Conquista. Um casal foi preso em flagrante, suspeito de envolvimento no furto e na receptação dos objetos.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) do município. A mulher, de 36 anos, que trabalhava como funcionária doméstica da vítima, foi localizada no bairro Recreio. O homem, de 31 anos, proprietário de uma joalheria no centro da cidade, foi preso no estabelecimento comercial.
As investigações tiveram início após o registro do boletim de ocorrência, quando os policiais passaram a suspeitar da funcionária da residência. Conduzida à unidade especializada, ela confessou ter subtraído joias ao longo dos últimos 30 dias. Durante a análise do celular da autora, foram encontrados comprovantes de transferências via Pix realizadas pelo receptador, a partir da conta jurídica da empresa dele.
Na delegacia, o comerciante confessou ter adquirido as peças por valores muito abaixo do mercado. Entre os materiais apreendidos estão correntes, pingentes e outras joias em ouro, além de dois celulares que serão encaminhados à perícia.Os objetos recuperados serão devolvidos à vítima. Diligências seguem em andamento para localizar outras peças furtadas.
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que garante o piso salarial para professores temporários da educação básica. Depois da aprovação, nesta terça-feira (14), o texto será enviado ao Senado.
O piso salarial do magistério é de R$4.867,77. O Projeto de Lei 672/25 é de autoria do deputado Rafael Brito (MDB-AL) e e relatado pela deputada Carol Dartora (PT-PR). Os professores devem ter a formação mínima determinada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
A lei aponta que o piso é válido também para os que exercem atividades de suporte pedagógico à docência, como direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais.
Em 2025, o Festival Suíça Bahiana segue dando passos no seu compromisso com a inclusão e a diversidade. Reconhecido por ser o primeiro festival de Vitória da Conquista a contar com intérpretes de Libras em todos os shows, iniciativa que continua nesta edição, o evento amplia suas ações acessíveis com a criação da Sala de Acomodação Sensorial, a adoção de recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) e a capacitação da equipe para o atendimento e acolhimento de pessoas com deficiência.
Na Sala de Acomodação Sensorial, o público neurodivergente encontrará um ambiente acolhedor e adaptado, planejado por uma equipe multidisciplinar. O local será voltado para o acolhimento e a regulação sensorial de pessoas que possam apresentar hipersensibilidade a sons, luzes, multidões ou estímulos visuais intensos, situações comuns em ambientes de grande circulação. A montagem do espaço terá supervisão da terapeuta ocupacional Bianca Karine, do Núcleo Desenvolva, e oferecerá recursos táteis, auditivos e visuais controlados, promovendo conforto, segurança e bem-estar para que cada pessoa possa aproveitar o festival de maneira plena.
A iniciativa é realizada em parceria com a Entrelaços e tem o patrocínio do Shopping Conquista Sul. A Entrelaços é uma equipe multidisciplinar especializada no cuidado infanto juvenil, que atua com autismo e T21 (síndrome de Down), utilizando métodos terapêuticos como a ABA (Análise do Comportamento Aplicada), abordagem amplamente utilizada para o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicacionais e cognitivas. A programação do espaço conta, por exemplo, com uma aula de musicalização com o educador musical e também CEO da Entrelaços, Weldon Ribeiro, para bebês com T21.
Para Buba Oliveira, gerente de marketing do shopping, a ação reforça o compromisso coletivo com a inclusão. “Para o Shopping Conquista Sul, é motivo de orgulho apoiar uma iniciativa que une música, cultura e inclusão. Acreditamos que a arte é uma forma poderosa de conectar pessoas, e o Festival Suíça Bahiana traduz isso de maneira inspiradora. A Sala Sensorial é um espaço que amplia o acesso e a experiência musical para todos os públicos, reforçando o nosso compromisso com a acessibilidade e com ações que tornam o convívio social mais diverso, empático e humano”, diz.
De acordo com Giulia Boaretto, neuropsicopedagoga clínica e CEO da Entrelaços, as ações de acessibilidade e inclusão do festival têm como propósito tornar a arte e a cultura espaços verdadeiramente abertos a todas as pessoas. “Uma das principais iniciativas será a capacitação da equipe que atuará durante o festival, abordando temas relacionados à compreensão, acolhimento e atendimento de pessoas com deficiência. Essa formação visa ampliar o olhar dos profissionais sobre diversidade, acessibilidade comunicacional e sensorial, garantindo que todos os participantes sejam recebidos com empatia, respeito e preparo técnico”, explica.
O festival contará também com recursos de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), como banners informativos e crachás acessíveis, que auxiliam na compreensão de informações, na interação social e na autonomia de pessoas com diferentes formas de comunicação. Esses materiais são essenciais para que a experiência cultural seja acessível, participativa e acolhedora.
Um apagão durante a madrugada desta terça-feira (14) afetou o Distrito Federal e ao menos 23 estados, em todas as regiões do Brasil.
Além do Distrito Federal, foram registradas falhas nos estados de: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a falha foi causada por um incêndio na subestação de Bateias, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), que ocorreu por volta de 0h30.
💡 O acidente desligou toda a subestação de 500 quilowatts (kW), desconectando os fluxos de energia entre as regiões Sul e Sudeste/Centro – Oeste, ocasionando contingência severa, como explicou o ministério. Por isso, foi necessário desligar 10 megawatts (MW) de carga, de forma controlada, por prevenção.
Companhias de energia citaram uma interferência no Sistema Interligado Nacional (SIN). Ainda não se sabe o que causou o incêndio.