Durante o mês de julho de 2025, impulsionado pelas férias escolares e pelo aumento do fluxo turístico oriundo das regiões Sudeste e Sul do país, os aeroportos regionais da Bahiaoperarão com 508 voos extras, além dos 2.280 voos regulares. A medida visa atender à crescente demanda por destinos como Costa do Descobrimento, Litoral Sul e Sudoeste baiano, somando um fluxo estimado de 380 mil passageiros nos terminais de Porto Seguro, Vitória da Conquista, Ilhéus e Comandatuba.
No Aeroporto de Porto Seguro, gerido pela Concessionária Socicam, está prevista a operação de 378 voos extras, o que representa um acréscimo de 24% na oferta de voos em comparação ao período regular. Além das 1.568 operações regulares, o terminal deverá movimentar mais de 280 mil turistas. Entre os principais destinos e origens estão São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Buenos Aires (Argentina).
O Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, contará com 24 voos extrasintegrados aos 306 regulares, resultando em uma elevação de 7% na movimentação aérea. A estimativa é de que 38,8 mil passageirosembarquem ou desembarquem pelo terminal, que conecta o município a São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).
Em Ilhéus, o Aeroporto Jorge Amado também apresentará reforço na malha aérea. Serão 98 voos extras, somados aos 390 regulares, totalizando um aumento de 25% na oferta. A expectativa da Socicam é de que 62,2 mil pessoas transitem pelo aeroporto em julho. As rotas mais demandadas são São Paulo (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).
No Aeroporto de Comandatuba, localizado no município de Una, haverá 8 voos extras, totalizando 24 voos programados. O número representa um aumento de 50% na frequência de voos, com previsão de 2,5 mil passageirosno terminal, cuja malha conecta-se prioritariamente a São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).
As melhorias operacionais são resultado de intervenções recentes do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Entre as ações executadas, destacam-se a pavimentação da pista de pouso e decolagem em Porto Seguro, a regularização das trilhas laterais e a implantação do serviço de “grooving”, que aprimora o escoamento de água na área de manobra das aeronaves.
Em Ilhéus, houve a ampliação e modernização do terminal aeroportuário, executada em parceria com a Socicam. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Sérgio Brito, essas medidas visam ampliar a segurança operacional e tornar os terminais mais atrativos para companhias aéreas e turistas.
“Estamos trabalhando para garantir infraestrutura adequada à crescente demanda da aviação regional e ao fortalecimento da atividade turística no estado”, declarou.


A 10ª edição da Copa América Feminina começa nesta sexta-feira, no Equador, com a participação de 10 seleções. O Brasil, maior vencedor do torneio com oito títulos, busca manter sua hegemonia e conquistar uma vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. O técnico Arthur Elias convocou 23 jogadoras, sendo 12 delas atuantes no futebol nacional.
Embora já esteja garantido na Copa do Mundo de 2027 como país-sede, o Brasil precisa chegar à final da competição continental para assegurar presença nas Olimpíadas. Arthur Elias assumiu há quase dois anos e promoveu mudanças com foco no desenvolvimento do futebol feminino local. Desde então, a seleção conquistou resultados expressivos e subiu ao 4º lugar no ranking da Fifa.
Confira o calendário da Seleção Brasileira:
Brasil x Venezuela – 1ª rodada
Data: domingo, 13/7
Horário: 21h
Local: Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, em Quito
Bolívia x Brasil – 2ª rodada
Data: quarta-feira, 16/7
Horário: 18h
Local: Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, em Quito
Paraguai x Brasil – 4ª rodada
Data: terça-feira, 22/7
Horário: 21h
Local: Estádio Gonzalo Pozo Ripalda, em Quito
Brasil x Colômbia – 5ª rodada
Data: sexta-feira, 25/7
Horário: 21h
Local: Estádio IDV, em Quito
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou, durante entrega de viaturas para a Polícia Militar (PM), na Baixa do Bonfim, na manhã desta quinta-feira (10), em Salvador, os impactos para o setor produtivo do tarifaço de 50% imposto aos produtos exportados do Brasil pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
“O setor produtivo não pode pagar essa conta. A política não pode atrapalhar o setor produtivo. Na medida em que um presidente escreve uma carta, dizendo que não concorda com o procedimento jurídico do Estado, que não é dele, ele quebra a soberania de um país. Isso é muita irresponsabilidade”, afirmou.
Jerônimo prestou solidariedade ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador elogiou a “postura adequada e firme” dele ao devolver a carta à Embaixada dos EUA.
Jerônimo Rodrigues contou aos jornalistas que enviou uma mensagem para o presidente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, para realizar uma reunião na próxima semana e discutir com o gestor da entidade os impactos no setor produtivo da Bahia.
“Eu quero segunda-feira, hoje já é quinta, eu viajo a Barreiras, vou para um evento do Cacau lá hoje à noite. Amanhã eu estarei em Antas e quero pedir uma agenda, uma reunião com o presidente da Federação das Indústrias para a gente poder na segunda-feira, no máximo terça, avaliar o impacto que isso pode causar. Essas taxas poderão inviabilizar a exportação, por exemplo, de carnes brasileiras para os Estados Unidos”, disse.
“Quem já tem um contrato vai saber que vai ser muito difícil manter e quem está montando o contrato vai ter que refazer por conta da elevação das tarifas. Já pedi que minha equipe, ontem à noite, fizesse um levantamento de quais são os setores que serão prejudicados. Nós exportamos grãos, algodão, frutas. Então, não dá para a gente imaginar onde é que rebaterão as tarifas, o que é que impacta isso na economia baiana”, concluiu o petista.
Ficou confirmado na tarde desta quinta-feira (10), que o corpo encontrado pendurado no bairro Conveima 2, em Vitória da Conquista, é do motorista de aplicativo Marcos Ferraz Santos, de 31 anos.
O corpo foi localizado na Rua B, nas proximidades de um sítio e estava sem camisa, vestido apenas com uma bermuda bege e pendurado por uma corda.
Marcos foi visto pela última vez no final da tarde da última quarta-feira (09), quando saiu de casa, no bairro Ipanema, para trabalhar.
O motorista de aplicativo Marcos Ferraz Santos está desaparecido após sair de casa para trabalhar, na última quarta-feira (09), em Vitória da Conquista. O carro que ele usava foi encontrado destruído no bairro Conveima I, na manhã desta quinta-feira (10).
Marcos é morador do bairro Ipanema e saiu de casa na parte da tarde para fazer suas corridas. Desde então, os familiares não conseguiram mais contato com ele.
O veículo foi encontrado sem as duas rodas dianteiras e com o vidro do lado do motorista quebrado, o que sugere algum tipo de violência contra Marcos.
Sua última corrida teria partido do bairro Vila América, desde então, não houve mais nenhum contato com o motorista. A família e colegas de profissão estão em desespero com a falta de notícias. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Com informações do Sudoeste Digital.
O ano de 1964 seria marcado para sempre na história brasileira. A coincidência do dia 1º de abril ser o marco da idade das trevas da sociedade pindoramica veio por um acaso, mas a simbologia do dia com o fato histórico pode estar mais ligado do que refletimos. O primeiro momento em que vemos na história ocidental o nome “Idade das trevas” vem do período em que os dórios invadiram a península balcânica e transformaram uma sociedade em ascensão em uma dominada pelo medo e a violência. Assim, consequenciou o período da diáspora grega, onde com medo os helenos passaram a utilizar seu conhecimento marítimo e passaram por um processo de êxodo populacional que marcaria a queda de seu desenvolvimento no território e o espalhamento da cultura grega nas sociedades do mediterrâneo. Este é o momento em que os historiadores utilizam as odisseias de Homero para entender melhor o que se passava naquele contexto marcado por um declínio e submissão.
Para a arqueologia e a historiologia, os contos populares e as ficções são de extrema importância para entender o pensamento social daquele povo ou cultura estudada. Como no exemplo que expliquei, foi fundamental os contos homerísticos no estudo da formação da sociedade daquela época. No cenário político e social que se encaminhava o Brasil no ano de 1964 e após, não seria diferente utilizar a cultura para entender o que acontecia na realidade escondida pela elite que usurpou até os direitos mais básicos de uma República Democrática. E dentre vários Homeros que o Brasil foi capaz de produzir na ditadura, Glauber Rocha foi o que fez mais questão de mostrar para seu povo e o mundo o que realmente acontecia na “República” das Bananas.
Glauber Rocha nasceu no dia 14 de marçode 1939 em uma família protestante de Vitória da Conquista — BA e foi alfabetizado em seus primeiros anos de vida pela mãe Lúcia Rocha. Ingressou no colégio Padre Palmeira e no ano de 1947 mudou-se para a capital baiana, Salvador. Se formou no Colégio 2 de Julho e depois ingressou na Faculdade de Direito da Bahia — hoje a UFBA. Em sua vida escolar já começava seus estudos de teatro e escrevia e atuava e na faculdade, entrou para um grupo de cineastas amadores.


Sua carreira no cinema começou no curta Um Dia Na Rampa, quando colaborou na produção de Luiz Paulino dos Santos, além de produzir outros como diretor principal como O Pátio (1959) e Cruz na Praça (1960). Glauber tomou uma decisão ousada quando largou o curso de direito e decidiu investir na carreira de cineasta, mas foi nessa decisão que o diretor já mostrava o que seus filmes mais tinham de característico: o risco que o diretor sempre levava em suas histórias e posições.
Glauber Rocha sempre demonstrou em suas entrevistas que queria um novo cinema no Brasil. Uma reformulação pela cultura, um cinema que mostrasse a realidade crua e que fosse anti-imperialista. Assim ele criaria um movimento que seria um marco cultural como o da Semana de Arte de 22, uma arte que não só fosse brasileira, mas uma arte que fosse cruelmente brasileira. O Cinema Novo.
“Mas esse problema de colonização cultural é um problema complexo do Brasil porque inclusive a vanguarda da intelectualidade brasileira, é colonizada pela ideologia norte-americana. De forma que o problema de cinema é um problema trágico porque os empresários não compreendem o problema industrial, os intelectuais são colonizados, o governo encara o cinema com desconfiança.”
O protesto do cineasta no Festival de Veneza de 1980 mostra muito bem isso. Após perder para Louis Malle, o diretor foi nas câmeras em “bom” italiano dizer algumas verdades sobre a nova fase do cinema que andava de lado a lado com a ascensão do neoliberalismo:
“Eles que são pobres e decadentes, reacionários!(…)Porque meu filme é muito superior a isso! Meu filme fala do futuro, do novo mundo. Com uma ideologia e uma linguagem novas. Foi demais para esses críticos decadentes que gostam de Louis Malle, de Hitchcock e de toda esta merda que está aí!”
O protesto do cineasta no Festival de Veneza de 1980 mostra muito bem isso. Após perder para Louis Malle, o diretor foi nas câmeras em “bom” italiano dizer algumas verdades sobre a nova fase do cinema que andava de lado a lado com a ascensão do neoliberalismo:
“Eles que são pobres e decadentes, reacionários!(…)Porque meu filme é muito superior a isso! Meu filme fala do futuro, do novo mundo. Com uma ideologia e uma linguagem novas. Foi demais para esses críticos decadentes que gostam de Louis Malle, de Hitchcock e de toda esta merda que está aí!”
Seu primeiro longa foi Barravento (1962), premiado no Festival de Karlovy Vary, Tchecoslováquia. Seu primeiro filme de longa metragem seria o que Rocha mais trabalharia nos seus filmes mais premiados e reconhecidos da carreira, no caso, a vida das comunidades esquecidas da Bahia e a tentativa de quebrar as correntes da submissão das classes mais prejudicadas brasileiras. O filme foi um choque para os críticos brasileiros e a elite. Mas não seria nem perto do barulho do próximo filme do baiano.
Três meses após o golpe militar brasileiro, Glauber Rocha lançaria o que muitos consideram sua obra prima. Deus e o Diabo na Terra do Sol é a mistura de vários elementos que compõem a cultura nordestina. Mas de jeito nenhum é romantizada ou estereotipada, o que foi o caso de várias representações dessa cultura principalmente por uma classe intelectual sudestina e elitista.
Um dos maiores exemplos de como o sertanejo nordestino era visto como um ser diferente aos olhos do Estado está na obra Os Sertões (1902) de Euclides da Cunha. O carioca vindo de uma base militar e extremamente aristocrático em sua escrita, descreve os acontecimentos da quarta invasão do exército na Guerra de Canudos (1896–1897) de maneira especificamente científica. Apesar de em sua época o Brasil estar sofrendo uma influência do positivismo e eugenismo — e Euclides ser um homem de sua época — o jeito em que o ex-militar descreve os jagunços, é quase como se o mesmo estivesse descrevendo um rato de laboratório:
“Convindo em que o meio não forma as raças, no nosso caso especial variou demais nos diversos pontos do território as dosagens de três elementos essenciais. Preparou o advento de sub-raças diferentes pela própria diversidade das condições de adaptação. Além disso (é hoje fato inegável) as condições exteriores atuam gravemente sobre as próprias sociedades constituídas, que se deslocam em migrações seculares aparelhadas embora pelos recursos de uma cultura superior. Se isto se verifica nas raças de todo definidas abordando outros climas, protegidas pelo ambiente de uma civilização, que é como o plasma sangüíneo desses grandes organismos coletivos, que não diremos da nossa situação muito diversa ? Neste caso — é evidente — a justaposição dos caracteres coincide com íntima transfusão de tendências e a longa fase de transformação correspondente erige-se como período de fraqueza, nas capacidades das raças que se cruzam, alterando o valor relativo da influência do meio. Este como que estampa, então, melhor, no corpo em fusão, os seus traços característicos. Sem nos arriscarmos demais a paralelo ousado, podemos dizer que, para essas reações biológicas complexas, ele tem agentes mais enérgicos que para as reações químicas da matéria.”
E apesar de fazer elogios aos moradores de Canudos como homens fortes e considerar isso de todos os sertanejos do nordeste, estava bem longe do que Euclides considerava como raça pura — a branca neste caso (lembrando que Euclides da Cunha foi formado pela escola politécnica militar, ou seja, suas influências são positivistas que no caso, tentava descrever uma sociedade avançada aos padrões europeus).
Com o tempo, a cultura do sertão foi jogada como secundária para uma recém república que começou um breve processo de urbanização. Foi aí que cada vez mais o sertanejo foi mostrado como um estereótipo de várias visões preconceituosas e negativas, como o exemplo do personagem Jeca Tatu de Monteiro Lobato.
O processo que estava ocorrendo de subjugação dos que viviam à margem do Estado nunca foi um problema para uma intelectualidade que sempre surgiu de famílias influentes do Brasil. Mas o Cinema Novo de Glauber Rocha vinha justamente para quebrar a visão que a elite dava sobre o Brasil, e sim mostrar a visão do povo.
Deus e o Diabo na Terra do Sol é bastante teatral e místico, mas a experiência do teatro de Rocha é o que deixa as coisas mais interessantes e visualmente mais complexas. O uso da religião católica é presente explicitamente e implicitamente. No caso explícito, as figuras religiosas estão sempre presentes para demonstrar a forte presença da cultura católica do sertão nordestino — e principalmente de forma crítica — e no implícito a dialética do purgatório.
O purgatório seria a síntese do céu e o inferno, a virtude e o pecado. As almas que precisam passar ainda por um processo de purificação e que, entretanto, não irão para o inferno. Porém, o purgatório é um lugar de sofrimento em que a alma precisa superar para chegar no paraíso.
A igreja católica não descreve o purgatório como um Estado de Espírito. Todavia, o clero da Idade Média e a Divina Comédia de Dante popularizaram o purgatório como um espaço, apesar de metafísico, um lugar. A perspectiva que o diretor escolheu foi a mais comum, a segunda, afinal o que importa para o filme não é a explicação da igreja pela teologia e sim pelo povo.
E o sertão, nesse caso nordestino, é realmente mostrado como um purgatório real. Onde apesar do sofrimento parecer um inferno, o estado em que os protagonistas Manuel e Rosa estão vivendo é de um abandono e de várias tentativas de uma salvação.
A salvação que os protagonistas encontram se mostram dialéticas também. O messianismo pregado por Sebastião e o Cangaço de Corisco.
Após matar o coronel da região, Manuel e Rosa fogem da roça de onde moravam para tentar achar algum destino para suas vidas. O messiânico Sebastião entra em cena mostrando para um povo carente que ele iria levá-los para uma terra sem seca e sofrimento. Manuel já perdeu sua face de herói da história quando se une ao movimento, liderando a parte da força de uma seita que o líder era um religioso que ocultava sua face perversa. A dialética entra quando percebemos que Sebastião apesar de ser um homem que lidera um destino para a vida daqueles sofridos jagunços, é na verdade um louco que em algumas cenas realiza sacrifícios humanos como o de um bebê e de uma mulher, nesse caso Rosa. A mulher então consegue matar Sebastião e fugir com Manuel para frente, realmente vivendo apenas o cenário da secura e solidão daquele sertão esquecido pelo Estado.
Novamente eles encontram um possível refúgio, dessa vez seguem um lado que seria a antítese do messianismo, o cangaço. No bando de Corisco, Manuel ganha o apelido de Satanás e aceita a promessa imediatista dos cangaceiros de acabar com os ricos para que um dia os pobres não passem fome. Porém, a face perversa dialética aparece novamente, o cangaceiro Corisco se mostra um homem que também é perverso e cruel. E em um confronto com o pistoleiro Antonio das Mortes, todo o cangaço, menos Manuel e Rosa, é morto e resulta na fuga novamente dos protagonistas.

Um impulso irresistível de arriscar. A sensação de que, desta vez, a sorte vai acertar. Um descontrole nos gastos que se acumula, como se o próximo palpite pudesse pagar todos os prejuízos anteriores. É assim que o vício em apostas, denominada como ludomania, age e se espalha: em silêncio, gradativamente, mas com efeitos devastadores. Na Bahia, os sinais de alerta já se acumulam, inclusive, nas unidades de saúde. Não por coincidência, cresce também a presença das famosas bets no dia a dia dos baianos.
Casos dobram na rede pública
Dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), apontam que o número de atendimentos por dependência em jogos de azar na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Bahia cresceu 142,86% entre 2023 e 2024. Foram sete atendimentos contra 17, respectivamente. Só no primeiro semestre de 2025, já foram nove novos registros. O transtorno é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como grave.
Entre os anos de 2022 e 2025, 21 unidades da Raps na Bahia relataram atendimento a pessoas com uso problemático dos jogos, somando 41 ocorrências com registro do código CID F.63, correspondente à ludopatia.
“O jogo, que antes era algo feito por diversão, vira uma necessidade, uma compulsão. A pessoa aposta mesmo quando já perdeu muito, mesmo quando sabe que vai se prejudicar. Ela entra num ciclo de repetição: joga, perde, sente culpa, promete parar e volta a jogar”, explica o psicólogo Iago Argolo.
Vício disfarçado
O formato chamativo dos aplicativos e o uso de celebridades e influenciadores como garotos-propaganda são algumas das características que contribuem para mascarar e, ao mesmo tempo, alastrar o problema. O apostador não se enxerga como viciado, mas sim como alguém tentando uma chance — e perdendo, de novo no final.
“A questão do jogo, que traz euforia quando ganha e depressão quando perde, é uma montanha-russa de emoções que não é saudável para ninguém. Viver com uma pessoa dessa é muito complicado, é um problema muito complexo”, disse um dos participantes da comunidade Jogadores Anônimos, em Salvador, que se identificou com as iniciais GS.
A operação Combustível Legal identificou a comercialização de diesel fora das especificações previstas na legislação em quatro postos localizados nos municípios de Capim Grosso e Senhor do Bonfim. A irregularidade foi detectada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um dos órgãos que compõem a operação, após coleta dos produtos armazenados nos tanques e análise em laboratório. Os postos foram autuados pela ANP.
O chefe adjunto do escritório da Agência em Salvador, Vanjoaldo Lopes, explicou que foram coletadas oito amostras de combustíveis para realização de análises laboratoriais, e em quatro deles foram identificadas não conformidades que descumprem o estabelecido na legislação e comprometem a qualidade do produto. “Serão lavrados autos de infração contra os respectivos postos que estavam fornecendo estes combustíveis aos consumidores”, afirmou.
Nesta etapa, a Combustível Legal vistoriou 68 postos em quatro municípios da região Norte do Estado: Juazeiro, Jaguarari, Senhor do Bomfim e Capim Grosso. A operação reúne órgãos das esferas estadual e federal, com o objetivo de fiscalizar a regularidade no comércio de combustíveis e outros itens em postos de toda a Bahia. O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba) e a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) também identificaram irregularidades e aplicaram sanções a estabelecimentos fiscalizados.
*Outras autuações*
A ANP autuou um estabelecimento por comercializar gasolina comum em um bico identificado como de gasolina aditivada. A Agência também lavrou autos de infração em 12 postos devido a irregularidades como utilização de recipiente não autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e ausência de termodensímetro (equipamento acoplado à bomba de etanol para aferição da qualidade) e de outros instrumentos para análise de combustíveis, entre outras.
Treze postos foram notificados ainda, pela ANP, para apresentação dos Livros de Movimentação de Combustíveis (LMC) e das notas fiscais de aquisição de combustíveis. “Após o prazo legal estipulado, esses documentos serão analisados e será avaliada a contabilização dos combustíveis adquiridos e comercializados. Em caso de irregularidades, haverá lavratura de novos autos de infração”, explicou Vanjoaldo Lopes.
*Ibametro*
Nesta etapa, o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro) interditou cinco bicos de combustível por mau funcionamento, emitiu três autuações por display de bomba queimado e 155 notificações por irregularidades como mangueira danificada, ausência de inscrições obrigatórias, instalação elétrica irregular e protetor do mostrador de bomba danificado.
*Procon-Ba*
A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba), por sua vez, emitiu seis autuações por irregularidades como venda de mercadorias vencidas, produtos expostos sem preço e falta de informações obrigatórias aos consumidores.
*Sefaz-Ba*
Já a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-Ba) apreendeu duas máquinas de cartão de crédito e débito (também conhecidas como POS – point of sale) que não estavam cadastradas no mesmo CNPJ do estabelecimento. O suporte da operação foi garantido pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-Ba), por meio da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).
*Penalidades*
Segundo o diretor de Fiscalização do Procon-Ba, Iratan Vilas Boas, o estabelecimento no qual se constata tipo de irregularidade responde de acordo com a infração cometida. “Cada órgão tem uma punição específica. Interdição de equipamentos, do estabelecimento como um todo e multas fazem parte do rol das penalidades possíveis de serem aplicadas”.
O coordenador de Petróleo e Combustíveis da Sefaz-Ba, Olavo Oliva, explicou que a Operação Combustível Legal acontece mensalmente em diversas regiões da Bahia. “É um trabalho minucioso de proteção do consumidor, já que detecta situações reais de inconformidades principalmente no que diz respeito ao cumprimento dos requisitos de qualidade e de quantidade na comercialização de combustíveis e outros produtos”, afirmou.
*Como denunciar*
Os consumidores que identificarem suspeitas de irregularidades em postos de combustíveis localizados no Estado da Bahia podem encaminhar queixas à operação Posto Legal por meio do serviço Disque Denúncia Bahia, disponível nos telefones 71 3235-0000 (Salvador e RMS) e 181 (interior).
Um tribunal espanhol condenou na quarta-feira (9) o técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti a um ano de prisão por não pagar impostos sobre receita de seus direitos de imagem quando era técnico do Real Madrid em 2014, informou o tribunal de Madri em um comunicado.
Ancelotti, que comandou o Real Madrid de 2013 a 2015 e entre 2021 e 2025, foi absolvido de acusação semelhante sobre 2015, pois o tribunal não conseguiu provar que ele permaneceu tempo suficiente na Espanha para incorrer em dívidas fiscais, acrescentou o tribunal. Ele se mudou para Londres após a demissão do Real Madrid em maio de 2015. De acordo com a lei espanhola, qualquer pena inferior a dois anos por um crime não violento raramente exige que um réu sem condenações anteriores cumpra pena de prisão. O ex-técnico de Bayern de Munique, Milan e Chelsea, de 66 anos, é a mais recente celebridade do futebol a ser investigada e condenada pela autoridade fiscal espanhola por suposta fraude fiscal.
Na noite desta terça-feira (08), por volta das 23h40, uma guarnição do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) da 80ª CIPM realizou uma significativa apreensão de entorpecentes no município de Cândido Sales, no Sudoeste baiano. Durante patrulhamento de rotina, os policiais visualizaram um indivíduo em uma bicicleta saindo de uma residência em atitude suspeita. Ao perceber a aproximação da viatura, o suspeito jogou uma sacola e tentou fugir. Após acompanhamento, a guarnição conseguiu abordá-lo e encontrou com ele uma certa quantidade de drogas. Em continuidade à ação, os militares retornaram ao ponto onde a sacola havia sido abandonada. No interior do imóvel, foi localizada uma grande quantidade de drogas já fracionadas, prontas para comercialização, além de uma balança de precisão. Todo o material, juntamente com o acusado, foi apresentado no Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), em Vitória da Conquista, para a adoção das medidas cabíveis. Material apreendido: 1,620 kg de maconha prensada; 34 pinos de crack; 45 invólucros de cocaína e 01 balança de precisão.