Na sessão ordinária desta sexta-feira, 13, o vereador Valdemir Dias (PT) destacou algumas visitas das Comissões de Saúde, de Fiscalização dos Atos do Executivo e de Direitos Humanos à Santa Casa de Misericórdia e ao Cemitério do Kadija, para verificar as denúncias veiculadas na imprensa local sobre a suspensão do atendimento médico no hospital, e a superlotação no cemitério.
Segundo Dias, na Santa Casa os vereadores foram recebidos pelo administrador Paulo Gadas, pelo diretor-médico, Sandro Bahia, e pela diretora-técnica, Carolina Oliveira, os quais esclareceram a situação enfrentada pela unidade de saúde, com atrasos nos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), pela prefeitura, o que estaria dificultando a prestação do serviço e o funcionamento da unidade, já que mais de 70% dos atendimentos são para os pacientes do SUS. “Quando o município atrasa o repasse dos recursos, coloca o hospital em dificuldade; Paulo Gadas nos informou que vem mantendo um diálogo com a prefeitura, mas a situação não foi resolvida, por isso vamos acompanhar a situação para tentar regularizar os pagamentos, pois isso interfere diretamente na vida do cidadão conquistense”, disse.
Na visita ao cemitério do Kadija, os vereadores contaram com a presença do coordenador de Serviços Básicos da Secretaria de Serviços Públicos, José  Marques. Conforme Valdemir, ali as denúncias também se confirmaram. Ele informou que as pessoas estão sendo enterradas nos arruamentos (corredores), uma prova inconteste de que o cemitério está estagnado, com lotação quase esgotada.
“Não é correto enterrar os corpos nas ruas principais, nos corredores, a situação é muito grave, a prefeitura precisa buscar investimentos urgentes para o cemitério, fazer a verticalização e conscientizar as pessoas, porque a lei preconiza que com quatro anos pode fazer a exumação dos corpos, mas a prefeitura tem respeitado a dor das famílias”, afirmou, salientando que é preciso verificar outro terreno e fazer investimentos urgentes, pois o cemitério do Kadija não suporta mais doze meses. “As condições lá são precárias, é urgente, aliás, urgentíssimo, nós pudemos verificar in loco, por  isso vamos acompanhar e cobrar resultados urgentes da administração”, finalizou.