Desde o mês de junho, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem enfrentado dificuldades para disponibilizar vacinas contra raiva humana nas unidades de saúde, por conta do fornecimento irregular feito pelo Ministério da Saúde. A falta de vacina ocorre em função da queda mundial de produção dos insumos para a fabricação do imunizante, gerando atendimento parcial dos pedidos e atrasos na distribuição aos estados e municípios.
No mês de agosto, a SMS recebeu 200 doses do imunizante e, em setembro, apenas 100 de uma solicitação de mil doses que seriam necessárias para distribuir às unidades. Dessa forma, foi preciso centralizar a vacinação contra raiva humana somente na Unidade Básica de Saúde Régis Pacheco, até que o fornecimento seja restabelecido.
De acordo com a coordenadora de Imunização do município, Mariana Fernandes, a vacinação será feita seguindo as indicações do protocolo do Ministério da Saúde, atualizado em março deste ano. “Como temos poucas doses, nós centralizamos a vacinação em uma única unidade de saúde e precisamos utilizá-las de forma consciente, de acordo com o esquema de profilaxia do Ministério da Saúde, nos casos que são realmente necessários”, explicou Mariana.
Quem deve tomar a vacina?
Em caso de mordedura, lambedura ou arranhadura causadas por animais, é preciso procurar atendimento de saúde para avaliação e vacinação, com exceção apenas se o animal doméstico tenha sido vacinado contra a raiva e a possibilidade de ser observado por dez dias.
De acordo com o protocolo de profilaxia da raiva humana, do Ministério da Saúde, a vacinação depende do tipo de agressão causada, bem como à condição e espécie do animal. Veja abaixo as situações: