O loteamento Parque Imperial, localizado nas proximidades da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, dos bairros Santa Marta e Urbis VI, realizou, neste final de semana, uma mobilização comunitária para a retirada de lixo e entulhos acumulados em diversas vias — um problema recorrente que impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores.
Com mais de 40 anos de existência, o Parque Imperial possui aproximadamente 725 lotes distribuídos em uma área de cerca de 700 hectares, consolidando-se como uma área relevante do município. Estima-se que a arrecadação anual de IPTU ultrapasse R$ 1 milhão, além da contribuição regular dos moradores com taxas de coleta de lixo e iluminação pública. Ainda assim, ao longo de décadas, o bairro tem registrado baixo nível de retorno em ações estruturantes por parte do poder público.
A ação foi coordenada pela Associação de Moradores, com utilização de retroescavadeira e caminhões, além do engajamento direto da população. Ao todo, foram retiradas cerca de 14 caçambas de lixo e entulho, evidenciando o volume crítico de resíduos acumulados e a dimensão do problema enfrentado pela comunidade. Moradores também contribuíram na instalação de placas de conscientização voltadas à preservação da limpeza urbana.
O mutirão integra um conjunto de ações emergenciais voltadas à melhoria do acesso, à redução de focos de descarte irregular e ao controle de impactos ambientais. No entanto, trata-se de medidas paliativas diante de um cenário que exige atuação mais efetiva do poder público.
Como continuidade, está prevista para o dia 09 de maio uma nova etapa, com contratação de maquinário pesado, incluindo pá carregadeira, caçambas, tratores com roçadeiras e motoniveladora, com foco na recuperação das vias de acesso aos sítios da região.

Apesar dos esforços da comunidade e do apoio pontual da iniciativa privada, a ausência de ações estruturantes por parte do poder público municipal permanece como um fator crítico. Ao longo do tempo, diversas tentativas de articulação institucional foram realizadas, sem que se alcançasse uma resposta compatível com a dimensão das necessidades locais.
Diante desse cenário, os moradores têm intensificado não apenas ações práticas, mas também mecanismos de fiscalização e cobrança, incluindo a denúncia de descartes irregulares e a exposição de práticas que comprometem o ordenamento urbano.
Além disso, reuniões vêm sendo realizadas com participação de órgãos de segurança, reforçando a necessidade de atuação integrada para enfrentamento dos problemas ambientais e urbanos do bairro.
A mobilização no Parque Imperial deixa claro um ponto central: a comunidade está organizada, atuante e disposta a fazer sua parte — mas exige, com a mesma intensidade, compromisso, presença e resposta efetiva do poder público, especialmente diante do histórico prolongado de arrecadação e da ausência proporcional de investimentos em serviços e infraestrutura.