Com a provável ausência do governador do Amazonas, Wilson Dias, na sessão desta quinta-feira (10) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, os senadores votam os requerimentos para a quebra de sigilo telefônico e telemático dos ex-ministros, Eduardo Pazuello (Saúde), e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Apontados como integrantes do “gabinete paralelo” de enfrentamento à pandemia no governo federal, a médica Nise Yamaguchi e o empresário Carlos Wizard também podem ter o sigilo quebrado.

Os titulares da Comissão votam ainda os requerimento para quebra de sigilo de Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, Markinhos Show, ex-assessor de Eduardo Pazuello, Filipe Martins, assessor da Presidência da República – conhecido por ter feito um gesto ligado a grupos supremacistas brancos – Zoser Hardman de Araújo, que assessorou juridicamente Pazuello no MS e Paolo Zanotto, virologista que faria parte do “gabinete paralelo”.

Além deles, podem ter o sigilo quebrado a pedido da CPI o ex-secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, e Luciano Dias Azevedo, médico que teria comparecido à reunião que segundo o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, tentaram alterar a bula da cloroquina.

Protocolados pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), outros requerimentos pedem a quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas de publicidade que teriam contrato com o Governo Federal ou Ministério da Saúde.

CONVOCAÇÃO

Os senadores votam também a convocação de Carlos Eduardo Gabas, ex-Secretário Executivo do Consórcio Nordeste, e de Wagner Rosario, Ministro da Contraladoria Geral da União.

Em caráter de convite, votam os requerimentos para presença de Fernando Zasso Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), e um representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) fonte: BNews