Hoje (25), é comemorado o Dia nacional da Baiana de Acarajé. A data homenageia a importância histórica e cultural da figura da baiana de Acarajé que se dedica na produção e venda dessa iguaria típica da Bahia e um dos ícones mais populares do Brasil.

Filha da tradicional dona Dió do Acarajé, que durante toda a vida trabalhou como baiana de acarajé em Vitória da Conquista, e no ramo há 40 anos dona Edméia Silva expressa a alegria em expressar sua cultura através da venda dos quitutes:

“Eu vejo com muito orgulho essa tradição maravilhosa que é ser baiana de Acarajé. Nossa mãe nos ensinou e estamos dando continuidade. Eu seguir a tradição da minha mãe e adoramos fazer nossos quitutes. Estou muito feliz por ser lembrada no nosso dia”. Ressaltou.

Também baiana de acarajé e sobrinha de dona Dió, Dona Verônica trabalha há 20 anos com a produção e venda da iguaria Para ela, existe ainda preconceito quanto a vestimenta de baiana no município.

“Eu vendo acarajé há 20 anos e sou filha e neta de baianas de acarajé, e também a da matriarca de Vitória da Conquista,dona Dió e além de vender eu sou filha de santo. Eu me sinto muito feliz por ser baiana de acarajé, agora a única pendencia que os temos aqui são os trajes de baiana, que nós não vestimos devido a ignorância do povo que julga muito. M,as eu gosto de vestir minhas roupas de baiana. Sou cabeleireira, trabalho com doces, mas amo trabalhar como baiana.”.

Além deste título, em 2012, as baianas ainda foram reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Bahia e Patrimônio Cultural de Salvador. A profissão foi oficializada com o decreto de lei municipal de Salvador nº 12.175/1998. Calcula-se que existam mais de 3.500 baianas cadastradas para vender o quitute somente na capital do estado.