A crise envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master provocou desgaste relevante na pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), revela a pesquisa Meio/Ideia divulgada há instantes. O levantamento mostra ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno — 38,5% a 31,5%, contra 40% a 36% da pesquisa anterior. No segundo turno, Flávio caiu de uma vantagem numérica frente a Lula (45,3% a 44,7%), para uma desvantagem de 5,1 pontos. Lula tem 46,5%, e o senador, 41,4%. A margem de erro é de 2,5 pontos. Segundo a pesquisa, a perda de apoio ao pré-candidato do PL foi mais intensa entre eleitores de renda acima de cinco salários mínimos (18,9 pontos), pessoas que se identificam como centro-direita (18 pontos) e jovens de 16 a 24 anos (15,7 pontos). “A queda de Flávio foi grande em três grupos onde não pode perder. Os jovens e os moderados de direita são fundamentais num segundo turno apertado. Os brasileiros de maior renda são onde está a briga com Lula”, avalia Pedro Doria, diretor de jornalismo do Meio. (Meio)
O levantamento também mediu o impacto político do caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Mais de 60% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento das revelações sobre os pedidos de recursos para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os entrevistados, 44% disseram ter passado a ter opinião pior sobre Flávio Bolsonaro após o episódio, enquanto 30,8% afirmaram não ter mudado de percepção. A pesquisa ainda aponta que 48% defendem investigação aprofundada do caso pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O levantamento ouviu 1.500 pessoas entre 23 e 27 de maio e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. (Meio)
A aprovação do presidente Lula melhorou, embora siga abaixo da reprovação. Segundo a pesquisa, 46,6% dos eleitores aprovam Lula contra 51,4% que reprovam — no levantamento anterior eram 44% e 53%. De acordo com Cila Schulman e Mauricio Moura, respectivamente CEO e fundador do Instituto Ideia, todos os presidentes concorrendo à reeleição melhoraram suas avaliações de governo durante o ano da reeleição, e Lula segue essa tendência. “Ou seja, o presidente já se estabelece em um patamar bastante competitivo. A essa altura, em 2022, Jair Bolsonaro ainda não tinha esse degrau de aprovação”, avaliam. (Meio)
A pesquisa Meio/Ideia ainda simulou cenários alternativos para a disputa presidencial de 2026 sem a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em eventuais disputas de segundo turno, Lula venceria Ronaldo Caiado (PSD) por 46% a 40%; Michelle Bolsonaro (PL) também por 46% a 40%; Romeu Zema (Novo) por 46% a 37%; Renan Santos (Missão) por 46% a 31%; Tereza Cristina (União Brasil), por 46% a 27%; Joaquim Barbosa (Democracia Cristã) por 46% a 26%; e Aécio Neves (PSDB) por 46% a 25%. (Meio)
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala 6×1. O texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. A PEC agora segue para o Senado. Mais cedo, o texto já havia sido aprovado em comissão especial por 34 votos a 4. A PEC prevê uma transição de até 14 meses para implementação da nova jornada. A carga horária semanal cairá inicialmente de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação da PEC, chegando a 40 horas ao fim do período de transição. Deputados também rejeitaram uma proposta do PL que buscava alterar o cronograma da mudança para a escala 5×2. A tramitação acelerada da PEC contou com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que convocou sessões extras para acelerar a votação da proposta. (g1)
Enquanto isso, grandes redes do varejo brasileiro vêm ampliando testes com a escala 5×2 e relatam efeitos positivos na atração e retenção de funcionários em meio ao debate sobre o fim da jornada 6×1 no Congresso. Os varejistas afirmam ter registrado redução da rotatividade, menos faltas e maior interesse de candidatos por vagas após a adoção do modelo com dois dias de folga semanais. Ao mesmo tempo, as empresas apontam desafios operacionais ligados à reorganização de escalas, risco de aumento de custos e necessidade de ampliação das equipes. (Folha)
O senador Flávio Bolsonaro voltou à Casa Branca nesta quarta-feira e se reuniu com o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, e com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, durante a conversa com Rubio foi discutida a possibilidade de o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho serem classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas. Flávio afirmou que o secretário de Estado se mostrou favorável à medida. (g1)
Pedro Doria: “E hoje eu vou te contar exatamente como o dinheiro do Banco Master foi parar na vida da família Bolsonaro — e por que a foto de Flávio com Trump, ontem, não vai resolver. Tem cronograma, tem áudio, tem mensagem na véspera da prisão do Vorcaro. E tem uma casa de seis milhões no Texas.” A análise completa no Ponto de Partida. (Meio)
Os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, ambos pré-candidatos ao Palácio do Planalto, se reuniram para discutir uma possível aliança já no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Segundo interlocutores, o encontro teve como foco a construção de uma alternativa de direita fora da órbita do senador Flávio Bolsonaro, que também busca se consolidar como candidato ao Planalto. Horas após a reunião, Zema afirmou publicamente que não descarta uma composição com Caiado, mas ponderou que definições sobre alianças e formação de chapa devem ocorrer apenas mais perto do prazo eleitoral. (Metrópoles)
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prazo de 20 dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. No despacho, Nunes Marques justificou a ampliação do prazo pela “complexidade” do caso. Em situações semelhantes, o prazo concedido ao Ministério Público costuma variar entre cinco e dez dias úteis. O recurso foi protocolado neste mês e tenta anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão imposta a Bolsonaro pela Primeira Turma do STF no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. (CNN Brasil)
O Ministério das Relações Exteriores emitiu um alerta consular recomendando que brasileiros evitem viagens a regiões da Bolívia afetadas por protestos e bloqueios de estradas. Segundo o Itamaraty, a orientação vale especialmente para os departamentos de La Paz, Oruro e Potosí, onde manifestações têm provocado interrupções no tráfego e dificuldades de deslocamento. O Itamaraty afirmou ainda que a situação permanece “dinâmica” e que não descarta a expansão dos bloqueios para outras regiões do país. (g1)
Viver
O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil divulgado nesta quarta-feira pelo MapBiomas mostra que o desmatamento ficou abaixo de um milhão de hectares no acumulado de 2025 pela primeira vez desde 2019, ano de início da série histórica. Foram 984.794 hectares devastados ano passado, uma queda de mais de 20% em relação a 2024. Todos os biomas apresentaram redução da área degradada. Mas a situação ainda preocupa, já que quase 2,7 mil hectares foram desmatados por dia no ano passado. O Cerrado foi o bioma mais devastado, com 540.614 hectares perdidos — 55% do desmatamento do país —, seguido pela Amazônia, com 289.478 hectares, mas 23,5% menor em relação a 2024. (g1)
As inundações ocorridas em 2025 acarretaram a morte de 4.200 pessoas em todo o mundo, totalizando um prejuízo de US$ 28 bilhões. É o que aponta um estudo produzido pela Unesp, em parceria com Cemaden, Nasa e outras instituições, em artigo publicado na revista Nature Reviews Earth & Environment. Entre os episódios analisados estão a tragédia que vitimou mais de uma centena de pessoas no feriado de 4 de julho, no estado americano do Texas, a recorrência das enchentes no Rio Grande do Sul e os eventos extremos ocorridos no continente africano. (UOL)
Segundo um estudo publicado na The Lancet Regional Health por pesquisadores da Unifesp e do Ministério da Saúde, o Brasil deve cumprir até 2030 as metas de redução do tabagismo e do consumo de bebidas adoçadas. O percentual da população que fuma está estimado que caia de 9,8% para 4,7% e das bebidas de 15% para 3,2%. Por outro lado, o país tende a ficar abaixo dos objetivos em indicadores como obesidade, diabetes, hipertensão e consumo de álcool. O levantamento aponta que a obesidade deve subir de 20,3% para 28,3%, o diabetes de 7,4% para 10,9% e a hipertensão de 24,5% para 27,3%, enquanto o consumo abusivo de álcool passaria de 18,8% para 21,3%. (Globo)
Foto de capa: Daniel Ramalho/AFP