A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de interferir no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por maioria, os ministros fixaram a pena em quatro anos e dois meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. Eduardo também foi declarado inelegível por 12 anos, ficando impedido de disputar eleições até 2038, além de ter sido condenado ao pagamento de multa de R$ 162 mil. O relator do caso, Alexandre de Moraes, entendeu que o parlamentar cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar junto ao governo do presidente americano Donald Trump para pressionar o Supremo e criar um ambiente de instabilidade institucional. (g1)
Após saber de sua condenação no STF, Eduardo Bolsonaro afirmou que a decisão do Supremo é “nula” e alegou não ter sido oficialmente notificado sobre a ação. Eduardo disse que o objetivo do julgamento é retirá-lo da disputa eleitoral e que confia em uma “restauração da democracia brasileira” a partir de uma eventual vitória do irmão, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). (CNN Brasil)
Uma arma de fogo vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília. O motorista abordado afirmou integrar a equipe de segurança de Bolsonaro e disse que transportava o armamento para realizar reparos. (Estadão)
Flávia Tavares: “Não pensem vocês que Eduardo Bolsonaro está preocupado com esse julgamento. Longe disso. Ele tem uma estratégia muito clara — e talvez a mais inteligente do bolsonarismo, a mais eficaz, a que por muito pouco não deu certo para seu pai. E que na verdade ainda pode dar. O bolsonarismo copiou da extrema direita pelo mundo a estratégia de cometer crimes contumazes ou forçar a barra no limiar do que é legal para, em seguida, acusar a Justiça de persegui-los politicamente. É assim que minam a confiança das instituições e angariam apoios políticos, com o falso discurso vitimista”. A análise no Cá entre Nós. (Meio)
E no Meio Político desta semana, exclusivo para assinantes premium, Wilson Gomes mostra como boa parte da vida pública brasileira passou a se organizar como disputa para decidir quem tem o direito de reivindicar a condição de vítima e quem deve ocupar o lugar moralmente degradado de privilegiado, opressor ou perpetrador. Faça agora uma assinatura premium e receba o Meio Político hoje, às 11h. O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, bancou a hospedagem do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante uma viagem a Lisboa, em junho de 2024, segundo análise de material apreendido pela Polícia Federal. Mensagens encontradas pelos investigadores mostram que Vorcaro solicitou a um auxiliar a reserva de quartos para ele e para os dois parlamentares entre os dias 24 e 30 de junho, período em que ocorreu o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”. Hugo Motta disse não ver irregularidade no pagamento da hospedagem, argumentando que se tratava de um evento corporativo. Ciro Nogueira não se manifestou. (Folha)
A PF identificou ainda indícios de que Vorcaro repassou ao menos R$ 6 milhões a Ciro Nogueira ao longo de aproximadamente 20 meses. Segundo relatório enviado ao STF, os pagamentos teriam sido feitos por meio de repasses mensais de, no mínimo, R$ 300 mil, além do custeio de despesas como viagens e jantares. Na avaliação dos investigadores, o volume e a frequência dos benefícios indicam que a relação entre os dois ultrapassava o âmbito pessoal e estava estruturada em torno de interesses mútuos. (CNN Brasil)
E a Segunda Turma do STF decidiu manter as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Kassio Nunes Marques acompanhou o relator, André Mendonça, formando maioria ao lado de Luiz Fux para manter as prisões. O entendimento prevaleceu sobre a divergência aberta por Gilmar Mendes, que defendia a substituição das detenções por prisão domiciliar e outras medidas cautelares. (Globo)
Andreia Sadi: “O relator, ministro André Mendonça, aproveitou o voto para deixar alguns recados claros. Primeiro, que as investigações continuam e não estão próximas do fim. Segundo, que ele acompanha com atenção as movimentações que, segundo interlocutores, tentam enfraquecer ou interromper a apuração. E, terceiro, que o ambiente na Segunda Turma tende a ficar mais tenso à medida que novos capítulos do caso chegarem ao colegiado”. (g1)
Apesar de terem participado de dois momentos protocolares da cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não se reuniram e nem interagiram publicamente. Os dois líderes posaram na tradicional “foto de família” do encontro e voltaram a aparecer lado a lado antes do jantar oferecido aos chefes de Estado, mas, segundo as imagens oficiais, não houve conversa ou cumprimento entre eles. A ausência de um encontro, ainda que informal, frustrou o Palácio do Planalto, que esperava aproveitar a cúpula para discutir diretamente com Trump a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros. (g1)
Para ler com calma. Depois de meses às turras com Donald Trump, os principais líderes europeus mudaram o tom e receberam o presidente americano com sorrisos na cúpula do G7. O acordo de paz com o Irã, que pode reduzir o preço do petróleo, e a perspectiva de ajuda à Ucrânia desanuviaram o clima. (New York Times)
O memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã prevê a manutenção do atual estágio do programa nuclear iraniano durante as negociações de um acordo definitivo e estabelece o compromisso americano de suspender integralmente as sanções impostas a Teerã, segundo informações da emissora israelense Channel 12 e da rede saudita Al Arabiya. O documento, cujos detalhes ainda não foram oficialmente confirmados, reúne 14 pontos e estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo permanente, com possibilidade de prorrogação. Entre as medidas previstas estão o fim imediato das hostilidades, inclusive no Líbano, a retomada gradual da navegação no Estreito de Ormuz, a liberação de exportações iranianas de petróleo e o desbloqueio de ativos financeiros do país atualmente restritos. (Haaretz)
Viver
Após ter estreado na Copa do Mundo, a seleção iraniana recebeu uma ordem de saída imediata dos Estados Unidos e teve o capitão Mehdi Taremi retido no aeroporto de Los Angeles durante os procedimentos de passaporte e visto antes de ser liberado. O time empatou em 2 a 2 com a Nova Zelândia e retornou ao México, onde a Fifa transferiu a base do Irã para contornar as tensões geopolíticas com os americanos, já que não foi autorizado que a delegação permanecesse em território americano. Além disso, o atacante Mehdi Torabi recebeu visto de entrada única e precisará de nova autorização para jogar no sábado. (g1)
Messi estreou na Copa do Mundo marcando os três gols na vitória da Argentina sobre a Argélia e empatando na liderança da artilharia histórica de copas, com 16 gols. O craque relativizou o recorde individual, mas disse ser uma honra estar perto de Ronaldo Fenômeno, a quem chamou de “um dos maiores jogadores de todos os tempos”. (ge)
Já a França venceu o Senegal por 3 a 1, com dois gols de Mbappé. O francês chegou a 14 gols em Copas do Mundo, superando Pelé, e dividindo o terceiro lugar na artilharia histórica do torneio com Gerd Müller. À sua frente, estão o brasileiro Ronaldo, com 15 gols, o alemão Miroslav Klose, com 16, e agora, o argentino Lionel Messi. (UOL e CNN Brasil)
A Anvisa criou um grupo de trabalho para avaliar a segurança da vacina contra a dengue do Instituto Butantan, enquanto os eventos adversos graves ocorridos com vacinados são investigados. O grupo vai apoiar a análise de dados clínicos, epidemiológicos e de farmacovigilância para consolidar evidências técnicas e embasar uma decisão regulatória sobre o futuro do imunizante. (Globo)
Mais brasileiros passaram a enxergar as bets como vício, de acordo com pesquisa do Datafolha realizada em maio. A parcela subiu de 54% para 57% entre 2024 e 2026. Ao mesmo tempo, os que pediram dinheiro emprestado para apostar caíram de 15% para 8%, os que deixaram de pagar contas para jogar caíram de 13% para 6% e os que usaram a poupança recuaram de 22% para 19%. O perfil dos apostadores ainda é majoritariamente formado por homens e jovens e a média de gastos mensais é de R$ 241 em apostas esportivas. (Folha)