A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, a menor já registrada para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam uma redução de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,8%) e de 1,0 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2024 (7,1%).
Outro marco importante foi o recorde no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que alcançou 39,8 milhões. O resultado mostra estabilidade frente ao trimestre anterior e crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A informalidade também apresentou queda, ao passo que o desalento recuou para o menor patamar desde 2016, consolidando um cenário de melhora sustentada no mercado de trabalho.
Queda expressiva da desocupação e aumento da ocupação formal – No total, 6,8 milhões de pessoas estavam desocupadas entre março e maio de 2025. Em comparação com o trimestre móvel anterior, houve recuo de 8,6% — o equivalente a 644 mil pessoas a menos buscando emprego. Na comparação anual, a redução foi de 12,3%, com menos 955 mil pessoas desocupadas.
“Os principais responsáveis para a redução expressiva da taxa de desocupação foram o aumento do contingente de ocupados, que cresceu 1,2 milhão de pessoas, naturalmente reduzindo a desocupação, além de taxas de subutilização mais baixas. Assim, semelhante às divulgações anteriores, o mercado de trabalho se mostra aquecido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada disponível e ao aumento de vagas formais”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE.
O número de pessoas ocupadas chegou a 103,9 milhões, com avanço de 1,2% frente ao trimestre anterior e de 2,5% na comparação com o mesmo período de 2024. O nível da ocupação também subiu, atingindo 58,5% da população em idade de trabalhar.
Informalidade em queda e desalento no menor nível em nove anos – A taxa de informalidade caiu para 37,8%, o que representa 39,3 milhões de trabalhadores informais. Esse índice é inferior ao do trimestre anterior (38,1%) e ao do mesmo período de 2024 (38,6%). A redução é explicada pela estabilidade no número de trabalhadores sem carteira assinada (13,7 milhões), somada ao crescimento do trabalho por conta própria com CNPJ, que aumentou 3,7% em três meses e 8,4% em um ano.