O Professor Dr. Reginaldo de Souza Silva, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – NECA/UESB escreveu um artigo que fala sobre os desafios para garantir o isolamento social diante da pandemia da Covid-19.
Acompanhe:
O coronavírus (COVID-19) registra pelo mundo a morte de mais de 210.611 pessoas, e 3.035.177 contaminadas em 193 países. O Brasil tem 66.501 casos, 4.543 mortes e, uma taxa de letalidade de 6,8%. Números subestimados, pois não há realização de testes em massa no país.
Como se trata de uma doença pouco conhecida, que se espalha rapidamente, e para a qual não existe imunidade, a opção mais eficaz adotada pela maioria dos países tem sido adotar as medidas de isolamento social, diminuindo os índices de contaminações e, por consequência, a redução no número de mortes, dando tempo aos governos de planejarem as medidas cabíveis e aos cientistas a descoberta da imunidade ou a cura.
São vários os desafios que devem ser superados em relação ao isolamento social:
Precisamos conscientizar toda a população para a importância da realização de atividades físicas, ainda que em espaços pequenos, adaptados na própria casa; o uso das tecnologias para as interações tais como um dia da família se encontrar, jogos coletivos entre as crianças e jovens, cultos familiares, ou orações em grupo; estabelecer rotinas diárias de preparo dos alimentos, limpeza e manutenção da casa, TV., leituras, fazer compras básicas a sobrevivência etc.
Antes, porém, precisamos pensar de forma cooperativa. Todo(a)s: significa muito mais do que pensar apenas em uma família. Neste momento, Todo(a)s somos um! E Um somos Todos! E, pensando assim, a vida ganhará novo valor, pois cada pessoa que sobreviver ou morrer, levará um pouco de nós.