O agora ex-ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, confirmou que foi demitido do governo por conta de uma “divergência” e “excesso” contra um colega. Em conversa num grupo de ministros em um aplicativo de mensagens, ele havia dito que o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, é um “traíra” por supostamente ter pedido a demissão dele ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“Eu não estou saindo por incompetência, não estou saindo por escândalo. Eu só estou saindo porque eu tive uma certa divergência com um ministro e me excedi em algum momento também na minha fala, reconheço”, disse o ministro durante uma confraternização com servidores do ministério em um bar, em Brasília. De acordo com o G1, a confraternização seria para comemorar o final do ano da pasta, mas acabou se transformando na despedida de Álvaro Antônio.

 

Na mensagem, ele ressaltou que sai “de cabeça erguida” e “com a sensação de dever cumprido”. “Nós fizemos o melhor para o turismo brasileiro e conseguimos contribuir com a economia do Brasil”, exaltou, acrescentando ainda que continuará sendo leal ao presidente da República (saiba mais aqui).

 

Álvaro Antônio estava no posto desde o início do mandato de Bolsonaro. Na mensagem em que criticou Ramos, ele disse que sua demissão serviria para que entregassem o cargo ao Centrão, bloco parlamentar que apoia o governo na Câmara dos Deputados. O ministro da Secretaria de Governo é o responsável pela articulação política com o Congresso.

 

“Não me admira o Sr. Ministro Ramos ir ao PR pedir minha cabeça, a entrega do Ministério do Turismo ao Centrão para obter êxito na eleição da Câmara dos Deputados”, escreveu Álvaro Antônio.

 

Por ora, Bolsonaro nomeou Gilson Machado, então presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), para o cargo. A vaga dele na Embratur foi ocupada por Carlos Alberto Gomes de Brito.