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No destaque do quadro ‘ ‘Língua Portuguesa em 1 minuto’; de hoje, (21), a professora e jornalista Josy Rodrigues traz como tema, ‘Preconceito Linguístico’.

Confira:

Os seres humanos usam a língua para se comunicar, viver em sociedade e com ela se relacionar” (GOMES, 2011, p. 64)

O preconceito linguístico, é um julgamento que desconsidera e abomina as várias facetas linguísticas, que envolvem a comunicação em sociedade.

Rotineiramente. é possível notar, que esse prejulgamento dirige-se a menosprezar, ao “não uso” da gramática normativa seja falada ou escrita, geralmente o “não uso” das regras gramaticais ,está ligado às classes sociais menos favorecidas, as quais, via de regra, têm menor acesso à educação formal ou têm acesso a um modelo educacional de qualidade deficitária.

As gramáticas normativas tentam ser um molde. Só que o uso que se faz delas, em geral, é uma costura às avessas. Em vez de pegar o molde para, com ele, cortar o tecido e depois montar o vestido, os normativistas, e o ensino tradicional baseado neles, fazem o contrário: pegam um uso real e concreto de língua (um vestido já pronto) e vão medir e avaliar esse uso para ver se ele está de acordo com o molde preestabelecido. (BAGNO, 2014, p.160).

A consequência angustiante do preconceito linguístico, acentua-se e desdobra-se em outros tipos de preconceito, segundo o Professor Jairo Beraldo, a saber :

Preconceito socioeconômico

Entre todas as causas, talvez seja a mais comum e a que traga consequências mais graves. Isso se deve ao fato de membros das classes mais pobres, pelo acesso limitado à educação e cultura, geralmente, dominarem apenas as variedades linguísticas mais informais e de menor prestígio.

Assim, são excluídos principalmente dos melhores postos no mercado profissional, e cria-se a chamada ciclicidade da pobreza: o pai pobre e sem acesso à escola de qualidade dificilmente oferecerá ao filho oportunidades (pela falta de condição), e este, provavelmente, terá o destino daquele.

Preconceito regional

Junto ao socioeconômico, é uma das principais causas do preconceito linguístico. São comuns casos de indivíduos que ocupam as regiões mais ricas do país manifestarem algum tipo de aversão ao sotaque ou aos regionalismos típicos de áreas mais pobres.

Preconceito cultural

No Brasil, há uma forte aversão por parte da elite intelectual à cultura de massa e às variedades linguísticas por ela usadas. Isso fica evidente, por exemplo, na música.

Por muito tempo, o sertanejo e o rap foram segregados no cenário cultural por serem oriundos de classes menos favorecidas (muitas vezes, sem acesso à educação formal) e que se utilizam de uma linguagem bastante informal (a fala do “caipira” ou de um membro de uma comunidade em um grande centro, por exemplo).

É muito importante destacar que ambos são estilos musicais extremamente ricos e são parte importantíssima da identidade cultural de milhões de pessoas.

Racismo

Infelizmente, no Brasil, elementos da cultura negra ainda são segregados por uma parcela da população. Isso se reflete na linguagem, por exemplo, no significado de palavras de origem africana, como “macumba”, que, no Brasil, é ligada a satanismo ou feitiçaria, mas, na verdade, é um instrumento de percussão usado em cerimônias religiosas de origem africana.

Homofobia

É comum que gírias ou expressões sejam rotuladas como específicas da comunidade LGBT e, consequentemente, repudiadas por aqueles que possuem aversão a esse grupo social. Basta se lembrar da polêmica em torno de uma questão da prova do Enem de 2018 que versava sobre o pajubá (dialeto criado pela comunidade LGBT).”

Referência Bibliográfica:

BAGNOMarcos. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: edições Loyola, 1999. BAGNOMarcos.

BERALDO, Jairo. “Preconceito linguístico”; Brasil Escola

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