O Brasil é o segundo país em todo o mundo a atingir esse indicador com o Covid-19: em maio, os Estados Unidos chegaram a mais de 100 mil mortos, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Hoje, são mais de 160 mil vítimas nos EUA. Da primeira morte, em fevereiro, à de número 100 mil, em 27 de maio, se passaram pouco mais de três meses.
Os números que colocam o Brasil em destaque negativo já superam o total de mortos em eventos como a Gripe Espanhola e a Guerra do Paraguai. Em outro comparativo, é possível apontar que apenas 324 dos 5.570 municípios brasileiros tinham, em 2019, mais de 100 mil habitantes, segundo o IBGE.
São também, no mínimo, 600 mil pessoas impactadas: segundo estudiosos, o luto pode atingir de seis a dez pessoas por família. A pandemia impôs um sofrimento sem precedentes para centenas de milhares de brasileiros, que perderam entes queridos muitas vezes sem poder se despedir — velórios e enterros passaram a ter restrições para reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.
São histórias tristes como a do casal Francisca, 64 anos, e José Ariston, 69 anos, do Distrito Federal, que estavam juntos havia 42 anos e morreram na última semana com 14 horas de diferença. Nenhum dos dois pôde ser velado; foram enterrados no cemitério do Gama. A família acompanhou o sepultamento a distância. Rose Castro, de Marília, o interior de São Paulo, tampouco pode estar com a família no enterro do pai, Orioswaldo. Fonte: G1.