Ludhmila Hajjar disse, em declaração ao jornal O Globo, que passou a andar com carro blindado e segurança desde que recebeu ameaças nos últimos dias em meio à possibilidade de assumir o cargo de ministra da Saúde no governo Jair Bolsonaro (sem partido).
Ludhmila recusou o convite para o cargo, que será assumido pelo também cardiologista Marcelo Queiroga. Mas a repercussão em relação ao seu nome, segundo a médica, fez com que ela tomasse medidas de precaução para aumentar sua segurança.
Já estou com carro blindado e segurança desde hoje cedo”, disse Ludhmila em declaração ontem à colunista Bela Megale, do O Globo.
Ela disse que tomou as medidas para proteger a família. Ontem, em entrevistas à CNN e Globo News, Ludhmila afirmou que foi alvo de ameaças de morte. Além disso, a médica disse que houve uma tentativa de invasão no hotel em que estava hospedada em Brasília — o que o hotel nega. Ludhmila foi convidada para conversar com Jair Bolsonaro no fim de semana, mas recusou o convite alegando divergências técnicas. Durante o período em que esteve cotada para assumir o cargo, apoiadores do governo resgataram declarações da médica contrária à política de enfrentamento à pandemia comandada por Bolsonaro. Os ataques, na visão de Ludhmila Hajjar, são fruto de grupos “radicais” que “defendem o discurso da polarização”.
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