O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, converteu as prisões temporárias para preventivas sobre os bolsonaristas que tentaram invadir o prédio da Polícia Federal (PF) em dezembro de 2022. A PF já iniciou a operação “Fuso a Menos” no final do ano passado, que realizou, inclusive, as primeiras prisões de suspeitos.
Segundo a CNN, dos 11 investigados pela PF, quatro já estavam em prisão temporária desde 28 e 29/12 – Átila Reginaldo Franco de Mello, Klio Damião Irano, Joel Pires Santana e Samuel Barbosa Cavalcante. Os outros sete estão foragidos, com mandados de prisão expedidos.
A polícia também verificou que a maioria dos investigados participava do acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília.
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos no âmbito da Operação Nero, deflagrada pela Polícia Federal. Agora, com a decretação da prisão preventiva, a custódia dos 11 envolvidos não tem prazo para terminar.
O CASO
No dia 12 de dezembro, manifestantes bolsonaristas quebraram cerca de 10 veículos que estavam em frente ao prédio da Diretoria-Geral da Polícia Federal. Houveram tiros de bala de borracha contra os manifestantes por parte de agentes da Polícia Federal. Um ônibus também foi incendiado.
A Polícia Militar do DF disse que o protesto ocorreu em razão da suposta prisão de um cacique, havendo uma movimentação dos indígenas.