O número de vítimas fatais dos dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) subiu para 235, segundo atualização divulgada nesta sexta-feira (26) por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso Nacional e irmão da presidente Delcy Rodríguez. De acordo com o governo, mais de 1.500 pessoas permanecem hospitalizadas.
Apesar do novo balanço oficial, organizações da sociedade civil apontam que a dimensão da tragédia pode ser ainda maior. O site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado para reunir informações sobre vítimas, registra mais de 57 mil pessoas desaparecidas. A plataforma permite que familiares informem dados como idade, sexo, estado civil e cidade de residência. Até o momento, o governo venezuelano não disponibilizou um sistema semelhante nem divulgou estimativas oficiais sobre desaparecidos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) avalia que o total de mortos pode variar entre 10 mil e 100 mil pessoas. A projeção considera fatores como a intensidade dos abalos, a densidade populacional das áreas afetadas e a vulnerabilidade das construções.
Os tremores, de magnitudes 7,5 e 7,2, provocaram destruição principalmente no litoral de Morón, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. O estado de La Guaira foi o mais atingido, com o desabamento de residências, edifícios e outras estruturas. Segundo a imprensa local, ao menos oito hospitais sofreram danos, obrigando a transferência de pacientes para outras unidades.
Os abalos também foram percebidos em cidades da Região Norte do Brasil. Conforme o Serviço Geológico do Brasil (SGB), moradores de Belém, Manaus, Boa Vista, Macapá e municípios vizinhos relataram os efeitos dos terremotos.