O ex-ministro e potencial presidenciável Ciro Gomes (PDT) desembarcou em Salvador, nesta quinta-feira (10), e concedeu uma entrevista coletiva para a imprensa baiana ao lado do presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Jr. Na ocasião, ele foi questionado pelo BNews sobre como andam as conversas com o presidente do DEM, ACM Neto. Há meses especula-se uma eventual aliança entre os dois partidos – tanto na esfera nacional, como também na Bahia.

“Não há nada conclusivo, nada fechado, de ninguém com ninguém. O STF, ao devolver as franquias eleitorais para o Lula, antecipou em quase dois anos o processo eleitoral brasileiro – com um calor artificial”, declarou. “Temos que responder essa pergunta respeitando a ideia de que o DEM está examinando a ideia de ter um candidato, que é o ex-ministro Henrique Mandetta. Temos sim conversado bastante. Conversado sobre o Brasil, pandemia e o futuro do país. Quem conduz essas conversas é o presidente Carlos Lupi. Ele tem a procuração para fazer os entendimentos”, completou.

Ciro ainda reforçou o desejo de fazer uma ampla frente contra o projeto do presidente Jair Bolsonaro. “Nosso sonho é montar um ampla aliança de centro-esquerda que sustente as bases de um novo projeto nacional de desenvolvimento”, ressaltou. Segundo ele, essa aliança engloba PSB, PDT, PV e a Rede. “Esse grupo pretende conversar com outras forças mais ao centro e centro direita. O DEM e o PSD fazem parte desse processo estratégico”, finalizou.

O ex-ministro também teceu uma série de ataques ao chefe do Palácio do Planalto. “Estamos vivendo o pior momento da história brasileira”, detonou. Ele destacou a queda no número dos postos de trabalho e crescimento do trabalho informal, além do que chama de “destruição da indústria”. “Você tem 14 milhões de desempregados. Essa é a pior estatística que você poderia ter”.

Ciro também revelou ser cético em relação a CPI da Covid, que tem tomado conta da pauta política nacional. Ele disse que não acredita muito em punições. “Duvido muito que isso aconteça. Gostaria muito de morder a língua, porque o Brasil precisa muito que algumas culpas desse genocida sejam punidas”.

Ainda na coletiva, Ciro elogiou a cobertura da imprensa, sobretudo agora com a CPI. “A nossa imprensa tem prestado um extraordinário serviço de identificar as coisas”. *Bnews.