Foto: Arquivo pessoal
Na última segunda-feira (18) foi comemorado o Dia Internacional da Luta Antimanicomial. A data foi instituída no Brasil no ano de 1987, durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores da Saúde Mental, realizado em Bauru (SP). A data comemorativa tem como objetivo o combate ao isolamento em manicômios e defesa do tratamento humanizado em liberdade.
De acordo com o médico psiquiatra Ariel Lemos, a luta antimanicomial diz respeito a reformas não apenas restritas à psiquiatria, mas também legislativas e políticas para o tratamento de pessoas diagnosticadas com transtornos mentais. “Ela ganhou muita força na década de 60 e 70, apesar de já surgirem críticas no pós-guerra, quando as condições de vida de pessoas que moravam em manicômios passaram a ser criticadas. Essa data, inclusive, é em homenagem à Lei Basaglia, que foi uma lei promulgada em 78 e ganha esse nome por Franco Basaglia”, explicou.
A lei foi responsável por dois experimentos emblemáticos na luta antimanicomial e, na Itália, modificou o sistema de internamento e influenciou o Brasil a advogar por tratamentos comunitários baseados no território onde o paciente mora.
“Mas continua até hoje, porque apesar dos grandes manicômios hoje em dia não serem mais tão comuns e nem tão aceitos, nós percebemos que os pacientes diagnosticados com transtornos mentais ainda são muito passivos de sofrer variadas violências e negligências ilegais, inconstitucionais e principalmente que ferem os direitos humanos. E esse é o ponto principal da lei antimanicomial”, acrescentou o psiquiatra.
Confira a entrevista: