Os policiais militares da Bahia vão realizar uma assembleia para discutir as pautas de reivindicações da categoria, na tarde desta quarta-feira (11). O encontro vai acontecer na sede do Clube Adelba, atrás do Shopping Paralela, a partir das 15h. A expectativa é de que cerca de 5 mil militares participem do encontro.
O coordenador regional da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Augusto Júnior, contou que 11 pontos integram a lista das reivindicações, e destacou a construção de um plano de carreira, de um código de ética e a reforma do estatuto da corporação como os pontos principais do encontro.
“O que estamos discutindo não é aumento de salário para os policiais militares, mas o cumprimento de um acordo que foi firmado pelo governo do estado, em 2014, e que até hoje não foi cumprido”, disse.
Segundo ele, o acordo tratava de questões como a equiparação no pagamento das gratificações, o pagamento de periculosidade para os policiais militares, e isenção de ICMS para aquisição de arma de fogo para PMs e Bombeiros Militares, entre outros pontos. Atualmente, a corporação tem cerca de 32 mil policiais.
“O que nós propomos é uma reunião para passar para a categoria em que pé estão as negociações, mas quando a gente chega em uma assembleia e diz que o governo não está sentando para negociar o que pode acontecer é imprevisível, porque quem define os rumos da assembleia é a categoria”, lembrou Júnior.
A última assembleia da categoria aconteceu o dia 16 de agosto deste ano, e terminou com uma carreata formada por cerca de 3,5 mil policiais e bombeiros que saíram da sede da Adelba até o Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Na segunda-feira (9), representantes da Aspra estiveram no Ministério Público Federal (MPF), no Ministério Público da Bahia (MP-BA), e no Tribunal de Justiça da Bahia (T-BA) para pedir a intermediação desses órgãos na negociação da categoria com o governo do estado. Os policiais afirmaram que encaminharam dois ofícios nos últimos dois meses pedindo uma reunião com o governo, mas que não tiveram resposta.
Procurada, a Secretaria Estadual da Administração (Saeb) ainda não se pronunciou.
Fonte: Correio da Bahia