A tecnologia de reconhecimento facial da Segurança Pública da Bahia já contribuiu para mais de 6,1 mil prisões no estado, segundo dados apresentados nesta segunda-feira (17/08/2026)pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), durante reunião no Centro de Operações e Inteligência (COI). Monitorado a partir da sede da pasta, o sistema reúne mais de 5 mil câmerasdistribuídas por Salvador, Região Metropolitana (RMS) e municípios do interior, cruza imagens com uma base alimentada a partir de informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e emite alertas para auxiliar as forças policiais na localização de pessoas com mandados de prisão em aberto.
O número divulgado pela SSP-BA dimensiona a utilização do reconhecimento facial como instrumento de apoio às operações de segurança pública no estado. De acordo com as informações apresentadas, a tecnologia já participou da localização que resultou em mais de 6,1 mil prisões.
A ferramenta é empregada na busca de pessoas procuradas por ocorrências relacionadas, entre outros delitos mencionados pela Secretaria, a homicídio, tráfico de drogas, roubo e furto. O reconhecimento produzido pelas câmeras, contudo, integra um procedimento que inclui etapas posteriores de análise antes do eventual encaminhamento de uma pessoa para uma unidade policial.
A operação é acompanhada pelo Centro de Operações e Inteligência, estrutura da SSP-BA responsável por receber os alertas e realizar o georreferenciamento necessário para identificar a localização da ocorrência e mobilizar as equipes policiais mais próximas.
A estrutura utilizada pela Segurança Pública reúne mais de cinco mil câmeras instaladas em Salvador, na Região Metropolitana e no interior da Bahia. Os equipamentos estão integrados às equipes dos Centros Integrados de Comunicações (CICOMs), conectando o monitoramento tecnológico às estruturas responsáveis pela comunicação operacional.
Essa distribuição permite que o sistema funcione em pontos fixos considerados estratégicos e também seja empregado em operações montadas para grandes eventos.
Nessas ocasiões, a infraestrutura de videomonitoramento possui duas aplicações destacadas nas informações divulgadas: apoio à segurança ostensiva e realização da contagem de público em tempo real.
A combinação das câmeras com os centros de comunicação busca permitir que um alerta gerado eletronicamente seja convertido em informação operacional para as equipes posicionadas no território.
O processo descrito pela SSP-BA começa pela integração com a base do Conselho Nacional de Justiça. A Secretaria mantém um banco de dados próprio, alimentado com imagens de pessoas que possuem mandados de prisão em aberto.
A partir desse banco, as imagens captadas pelas câmeras são analisadas para verificar a existência de compatibilidade facial. Quando o sistema identifica um rosto considerado compatível com algum registro armazenado, um alerta é encaminhado ao COI.