O governador da Bahia, Rui Costa (PT), reforçou a posição contrária ao retorno do público aos estádios de futebol na manhã desta quarta-feira (23). O Ministério da Saúde, em resposta à solicitação da CBF, liberou nesta terça (22) as praças esportivas a receberem 30% das suas capacidades a partir do próximo mês de outubro nos jogos da Série A do Campeonato Brasileiro. 

“Tem morrido quatro times de futebol por dia. Em uma semana, toda a série A estaria morta. Teve comoção com a morte do time da Chapecoense. É como se todo dia, quatro aviões com equipes tivessem caído. Só teve comoção nacional quando teve na queda do avião”, afirmou. “A CBF acha normal todo dia morrerem quatro times de futebol completos? Eu fico perplexo com o grau de sensibilidade com a vida humana que as pessoas têm. Eu não consigo entender o que acontece com o nosso país. O mundo inteiro com taxas infinitamente menores do que a nossa e essa não é a agenda de volta do futebol. Tudo bem que tem a arrecadação, mas entre a arrecadação do estádio e a vida humana, vamos ficar com a vida humana. Vamos compensar essa arrecadação com a participação em comerciais de tv. Eu assisto todos os jogos do Bahia e infelizmente tem perdido bastante, mas assisto. Aumentou a audiência na TV? Então os times renegociam, repactuam a participação em comercial para compensar essa arrecadação. O que não pode é colocar em risco vidas humanas. Os torcedores que vão ao estádio, voltarão para casa provavelmente carregando o vírus para suas famílias e comunidades, sejam para jovens e idosos em suas residências”, criticou.

 

O gestor também destacou os riscos de transmissão do vírus e a falta de uma vacina.