GOVERNO DO ESTADO - AÇÕES
AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0526 (2)
AÇÕES BAHIA - PROJETOS INSTITUCIONAIS 0526 (1)
GOVERNO DO ESTADO - EMBASA
Filho de Eurides Gusmão Figueira Mello e Ernesto Santos Mello, Elomar Figueira Mello nasceu na Fazenda Boa Vista, que pertencia aos seus avós, Sr. Virgílio Figueira e Sra. Dona Maria Gusmão Figueira. Nascido em 21 de dezembro de 1937, durante seus primeiros anos de vida, Elomar viveu em Vitória da Conquista, passando depois a morar, já aos setes anos de idade, nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim.   Sua formação cristã foi herdada da família. A avó "mãe Neném" era católica, enquanto a outra avó "Maricota" era batista. Elomar se formou em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia na década de 1960 e teve uma rápida passagem pela Escola de música da mesma Universidade. O músico é casado com Adalmária de Carvalho Mello e o pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do violonista e maestro João Omar.   Seu primeiro Disco gravado em 1972,  ‘Das Barrancas do Rio Gavião’ revelou algumas das mais belas composições do cancioneiro de Elomar. Apresentado por nada menos que Vinícius de Morais,  em 12 faixas o músico desfia seu colar de contas preciosas. Sua música é inspirada no romanceiro ibérico que ‘canta uma história’.     Boa parte dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza; título de linguagem atribuída por ele. Com seu estilo próprio de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro. A primeira canção do LP ‘Das Barrancas do Rio Gavião’, denominada ‘O violêro’, é inspiração para músicas brasileiras consagradas, como Beleza Pura de Caetano Veloso. Vô cantá no canturi primero as coisa lá da minha mudernage qui mi fizero errante e violêro eu falo séro i num é vadiage i pra você qui agora está mi ôvino juro inté pelo Santo Minino Vige Maria qui ôve o qui eu digo si fô mintira mi manda um castigo Apois pro cantadô i violero só hai treis coisa nesse mundo vão amô, furria, viola, nunca dinhêro viola, furria, amô, dinhêro não Cantadô di trovas i martelo di gabinete, ligêra i moirão ai cantadô já curri o mundo intêro já inté cantei nas prtas di um castelo dum rei qui si chamava di Juão pode acriditá meu companhêro dispois di tê cantado u dia intêro o rei mi disse fica, eu disse não Si eu tivesse di vivê obrigado um dia inantes dêsse dia eu morro Deus feis os homi e os bicho tudo fôrro já vi iscrito no Livro Sagrado qui a vida nessa terra é u'a passage i cada um leva um fardo pesado é um insinamento qui derna a mudernage eu trago bem dent' do coração guardado Tive muita dô di num tê nada pensano qui êsse mundo é tud'tê mais só dispois di pená pelas istrada beleza na pobreza é qui vim vê vim vê na procissão u Lôvado-seja i o malassombro das casa abandonada côro di cego nas porta das igreja i o êrmo da solidão das istrada Pispiano tudo du cumêço eu vô mostrá como faiz o pachola qui inforca u pescoço da viola rivira toda moda pelo avêsso i sem arrepará si é noite ou dia vai longe cantá o bem da furria sem um tustão na cuia u cantadô canta inté morrê o bem do amô.”                              
CORTINA E CIA COLCHÕES
Novo Paraiso