O Supremo Tribunal Federal começou nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A sessão da manhã teve a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Moraes exalta democracia e critica impunidade
Na abertura, Alexandre de Moraes afirmou que a democracia brasileira deve ser preservada e que a pacificação do país não pode ser confundida com impunidade. Segundo ele, a “organização criminosa” envolvida na trama teria agido de forma “covarde e traiçoeira” para coagir o Judiciário.
O ministro também citou tentativas de articulação internacional, mencionando a pressão ligada ao governo de Donald Trump, com sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. “Nesses momentos, a história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções”, declarou.
PGR pede condenação de Bolsonaro e réus
Após o relatório, Paulo Gonet apresentou a posição da Procuradoria-Geral da República. Ele defendeu a condenação dos oito réus e rejeitou os argumentos das defesas, que alegam ausência de atos concretos. Segundo o procurador-geral, a preparação já caracteriza crime contra o Estado democrático de Direito. “Não se está em ambiente inofensivo de conversa entre quem não dispõe de meios para operar um golpe”, afirmou.
Gonet destacou ainda que a criação do caos fazia parte do plano golpista, citando incêndios de veículos e a tentativa de explosão de um caminhão perto do aeroporto de Brasília como etapas para atrair apoio militar.
Acusações e possíveis penas
Bolsonaro e os demais réus respondem pelos crimes de: