Nova pesquisa realizada pela Quaest em parceria com a Genial Investimentos aponta a consolidação da curva de alta na avaliação positiva do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a queda nos índices de impopularidade do presidente, tendências já detectadas nos dois últimos levantamentos feitos pelo instituto. De acordo com os números divulgados nesta quarta-feira (20), a aprovação de Lula, que era de 40% em maio, subiu para 43% em julho e agora atingiu 46%, crescimento de seis pontos percentuais em um intervalo de aproximadamente três meses.
Em movimento contrário, o percentual dos eleitores que desaprovam a gestão do presidente caiu de 57% para 51% no mesmo período, recuo também seis pontos, acima da margem de erro de 2% para mais ou para menos. A diferença entre os índices positivos e negativos atribuídos ao presidente, que chegou a 17 pontos em maio, caiu para apenas cinco na nova pesquisa, a maior já feita sobre o panorama político recente do país. Segundo a Quaest, foram ouvidos presencialmente 12.150 eleitores entre os últimos dias 13 e 17 em oitos estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás.
O instituto indica dois fatores como responsáveis pela melhora na popularidade do governo. O primeiro foi a queda na inflação dos alimentos. A segunda, a reação de Lula frente ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros, em vigor desde o último dia 6. “A percepção do comportamento do preço dos alimentos trouxe alívio às famílias e reduziu a pressão sobre o custo de vida. Ao mesmo tempo, a postura firme de Lula diante do tarifaço de Trump foi vista como sinal de liderança e defesa dos interesses nacionais. Menos pressão inflacionária somada à imagem de um presidente que reage a desafios externos ajudam a explicar o avanço de sua aprovação”, destaca o CEO da Quaest, Felipe Nunes.
O Palácio do Planalto tem adotado uma postura de cautela em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A orientação do governo Lula (PT) é evitar qualquer declaração que alimente o discurso bolsonarista de perseguição política.
Os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) têm sido os principais porta-vozes dessa diretriz. Sidônio, que conversou com Lula na manhã desta sexta-feira (18), tem aconselhado que o tema não seja tratado publicamente nem debatido internamente no governo.
Gleisi chegou a ordenar a exclusão de uma postagem feita por sua equipe com teor irônico sobre a operação da Polícia Federal. “Bom dia, PF! Sextou com busca e apreensão na casa do golpista. Grande dia!”, dizia a publicação. A ministra afirmou que não tinha conhecimento do post e criticou o tom: “O governo está adotando uma postura de sobriedade em relação à situação. É um assunto da justiça, que tem conduzido respeitando o devido processo legal”.
Apesar da recomendação, alguns ministros não seguiram a orientação. Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) ironizou nas redes sociais: “O bananinha @BolsonaroSP que se cuide porque ao voltar para o Brasil pode ter uma tornozeleira eletrônica esperando por ele aqui.” Em seguida, listou o que considera indícios de um plano de fuga de Bolsonaro, citando o pernoite do ex-presidente na embaixada da Hungria e ações de aliados no STF e nos EUA.
O ministro Luiz Marinho também se manifestou: “TOC, TOC, TOC! Agora, um possível plano de fuga ficou mais difícil. O @STF determinou uso de tornozeleira eletrônica no ex-presidente golpista… Como não é uma joia das ‘Arábias’, não poderá ser desviada nem vendida”, diz o post nas redes sociais.
Nas redes, militantes e parlamentares do PT celebraram a operação, mas lideranças do partido defendem cautela. “Bolsonaro é problema do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou o presidente eleito do PT, Edinho Silva. A cúpula petista pretende concentrar o debate público em temas como justiça tributária e soberania nacional, considerados responsáveis pela melhora na popularidade do governo.
A decisão do STF foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito de um procedimento sigiloso iniciado em 11 de julho, dois dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida usada por aliados de Bolsonaro como argumento contra sua condenação. Para Moraes, as falas do ex-presidente e a atuação de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos EUA, configuram atentado à soberania nacional.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, planeja o lançamento de uma nova marca para unificar iniciativas sociais do governo voltadas a empreendedores, jovens e evangélicos. Batizada provisoriamente de Prospera Brasil, a marca pretende atuar como um identificador das prioridades da gestão Lula 3.0. O objetivo é fortalecer a comunicação e ampliar a visibilidade das ações governamentais.
O balanço conduzido pela Secom identificou a falta de uma marca forte para o terceiro mandato como um dos fatores que dificultam a percepção dos avanços promovidos pela administração federal. O presidente Lula e o ministro acreditam que os índices de aprovação estão abaixo do esperado porque muitos cidadãos desconhecem as realizações do governo.
Ainda não estão definidos os programas que serão vinculados à marca, mas iniciativas como o Acredita, que facilita crédito a pequenos empreendedores e beneficiários do Bolsa Família, e o Pé-de-Meia, voltado à permanência de alunos do ensino médio, já estão confirmadas.
Governo Federal anuncia na manhã desta terça, 12 de março, a criação de 100 novos campi dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs). A iniciativa alcança todas as Unidades da Federação e gera 140 mil novas vagas, a maioria em cursos técnicos integrados ao ensino médio. Os detalhes serão anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado dos ministros Camilo Santana (Educação) e Rui Costa (Casa Civil), em cerimônia no Salão Nobre do Palácio do Planalto, às 10h.
Por meio do Novo PAC, serão investidos R$ 3,9 bilhões em obras. Desse total, R$ 2,5 bilhões são para criar novos campi e R$ 1,4 bilhão para consolidar unidades já existentes, com a construção de refeitórios, ginásios, bibliotecas, salas de aula e aquisição de equipamentos.
IMPACTO – O objetivo da nova expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica é aumentar a oferta de vagas na educação profissional e tecnológica (EPT) e criar oportunidades para jovens e adultos, especialmente os mais vulneráveis. A construção de novos campi nos municípios impacta o setor da construção civil, além de gerar emprego e renda. As novas escolas, quando estiverem em funcionamento, levarão desenvolvimento local e regional.
RETOMADA – O programa de expansão dos IFs marca a retomada de investimentos na criação de novas unidades de Institutos Federais no Brasil, quase 10 anos após a última expansão estruturada da Rede Federal. Também celebra uma das políticas educacionais mais bem sucedidas no âmbito da educação profissional, que permitiu que a educação pública de qualidade chegasse às localidades mais distantes dos grandes centros e da capital dos estados, tornando-se uma das redes mais capilarizadas na oferta de cursos técnicos, superiores e de pós-graduação.
ESTADOS E REGIÕES – O Nordeste é a região que receberá o maior número de novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia nesta fase de expansão. Nos nove estados serão 38 campi. O Sudeste, com 27 novos campi, aparece na sequência, seguido da região Sul, com 13; do Norte, com 12; e do Centro-Oeste, com 10. Entre os estados, São Paulo é o que tem mais municípios beneficiados, com 12 cidades atendidas com a construção dos IFs. Minas Gerais e Bahia somam oito municípios. Na sequência, aparecem Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro, com seis, e Paraná, Rio Grande do Sul e Pará, com cinco.
HISTÓRICO – Em 29 de dezembro de 2008, o então presidente Lula sancionou a Lei nº 11.892, criando 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Nos governos Lula e Dilma, houve a maior expansão da história da Rede Federal, formada por IFs, Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Vinculadas às universidades e pelo Colégio Pedro II. Foram 422 campi entre 2005 e 2016. Nesse período, também foram entregues ou incorporadas à rede outras 92 unidades. Atualmente, há 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas. Com os novos 100 campi, a Rede Federal passa a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IFs.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta terça-feira (6), uma MP (medida provisória) que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 2.824 mensais -o equivalente a dois salários mínimos. A MP consta em edição extra do Diário Oficial da União.
Pelo texto, a nova tabela vale a partir de fevereiro deste ano. Segundo o governo, a correção isenta do IRPF (Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas) 15,8 milhões de brasileiros.
“Devido à progressividade da tabela, todos os contribuintes do IRPF serão beneficiados com a alteração, ou seja, mais de 35 milhões de brasileiras e brasileiros”, disse o Ministério da Fazenda, em nota.
Ainda de acordo com comunicado da Fazenda, a redução receitas prevista com a medida para 2024 é de R$ 3,03 bilhões. O valor passa para R$ 3,53 bilhões em 2025 e para R$ 3,77 bilhões no ano seguinte.
Em maio do ano passado, uma MP corrigiu a faixa de isenção do IRPF de R$ 1.903,98 para R$ 2.112 e instituiu uma dedução simplificada mensal de R$ 528 -assim, seria possível isentar ganhos de até R$ 2.640, o equivalente a dois pisos, segundo valores vigentes em 2023.
Com o novo reajuste, o desconto simplificado passa a ser de R$ 564,80, o que permite que a isenção atinja quem recebe até dois salários mínimos.
A taxa de desemprego do Brasil atingiu 7,8% na média anual de 2023, apontam dados divulgados nesta quarta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do menor patamar para um ano desde 2014.
No recorte do quarto trimestre de 2023, a taxa de desocupação ficou em 7,4%. O resultado veio após o indicador marcar 7,7% nos três meses imediatamente anteriores.
Na mediana, analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg projetavam taxa de 7,6% para o período de outubro a dezembro do ano passado.
Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento abrange tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal –ou seja, engloba desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.
No recorte trimestral, a taxa de desemprego já havia marcado 7,5% nos três meses encerrados em novembro. Esse período, contudo, integra outra série da Pnad. A pesquisa reúne três séries trimestrais comparáveis.
O ano de 2023, que marcou o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve desempenho acima do esperado da atividade econômica, principalmente no primeiro semestre, quando houve impulso da safra agrícola.
Na visão de analistas, o comportamento positivo do PIB (Produto Interno Bruto) acabou respingando em indicadores de emprego e renda no ano passado.
Segundo projeções, a possível desaceleração da atividade econômica, já a partir do final de 2023, deve trazer ritmo menor para o mercado de trabalho em 2024.
Neste ano, a economia não deve contar com o mesmo impulso da safra agrícola. O nível mais baixo dos juros, por outro lado, é visto como possível estímulo para a atividade.
Leonardo Vieceli/Folhapress
Em reunião nesta quarta-feira (24) no Palácio da Alvorada, em Brasília, a BYD confirmou que as obras da fábrica de Camaçari (Bahia) começam nas próximas semanas. A fabricante chinesa também entregou um Tan, SUV elétrico de R$ 529.890, para uso da Presidência da República com comodato válido por um ano.
O presidente da BYD Brasil, Tyler Li, o conselheiro especial, Alexandre Baldy, e a responsável pelo Departamento Jurídico da empresa, Gabriela Masetto, participaram da entrega em um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama, Janja da Silva, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.
Os executivos da BYD também aproveitaram o encontro para apresentar ao presidente um relatório detalhado do plano de investimentos bilionário no Brasil, com foco na construção da fábrica de carros em Camaçari, na Bahia, que terá início nas próximas semanas.
Os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4 recebem nesta terça-feira (23) a parcela de janeiro do novo Bolsa Família.
De acordo com informações da Agência Brasil, o valor mínimo corresponde a R$ 600, mas, com o novo adicional, o valor médio do benefício sobe para R$ 685,61. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês, o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,12 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,48 bilhões.
Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
A partir deste ano, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
O governo federal autorizou a abertura de até 95 novos cursos de medicina, com 5,7 mil vagas, em 1.719 municípios do país. Nesta quarta-feira (4), o ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, lançaram o edital para a obtenção de autorização de funcionamento de cursos de medicina.

A medida ocorre no âmbito da retomada doprograma Mais Médicos, que visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a descentralização da oferta de cursos e promoção da qualidade da formação médica.
“O objetivo desse trabalho é retomar todo um processo da lei do Mais Médicos de 2013 que visava atender um desafio histórico, que eu remontaria ao século 19 no Brasil, o fato de a maioria da população brasileira não ter acesso ao profissional médico. Essa realidade vem mudando”, disse a ministra Nísia Trindade, destacando que, desde 2016, houve um período de retrocesso nas políticas de formação médica voltadas à necessidade social.
Ela reafirmou que a interiorização de cursos com residência médica é elemento central do Mais Médicos, aspecto fundamental para fixação de profissionais em áreas de vazios assistenciais.
O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lançou uma campanha nacional intitulada “O Brasil é um só povo”. Esta iniciativa visa fortalecer a união entre os brasileiros e apoiar a reconstrução do país. O lançamento ocorreu neste domingo e a campanha, que enfatiza a mensagem de unidade e reconstrução, é uma continuação dos esforços do governo desde o início do ano. Com esta iniciativa, busca-se reforçar o sentimento de coesão nacional e combater atitudes de negacionismo e intolerância.
Um dos destaques da campanha é um clipe musical que reúne artistas de diversos estilos, como Sandra de Sá, representando o soul, o pastor Kleber Lucas com cantos Gospel, a cantora Lellê trazendo o funk, Jorge Vercillo com sua toada e Manno Góes com o axé. A trilha sonora transmite mensagens de união e força, com letras enfatizando que “somos filhos de uma mãe gentil, de um Brasil que luta e não se curva”.
Além do aspecto musical, a campanha também apresenta um filme que enfoca a paz e a reconstrução de laços sociais e familiares, especialmente relevantes no final do ano. Este filme visa reavivar valores como relações familiares e de amizade. A iniciativa inclui ainda sete comerciais que destacam histórias cotidianas de brasileiros. Estes comerciais apresentam exemplos de pessoas beneficiadas por programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Novo PAC, Bolsa Família, ProUni, Farmácia Popular, Plano Safra e pelo programa de vacinação. As histórias enfatizam a importância da família, cidadania, solidariedade e amizade. Essa campanha do governo Lula é um passo significativo na busca por um Brasil mais unido e resiliente, após anos de polarização. Assista: