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A CBF realizou na tarde desta quinta-feira, em sua sede, no Rio de Janeiro, o sorteio dos mandos de campo da final da Copa do Brasil 2019 entre Athletico-PR x Internacional. Os jogos serão nas duas próximas quartas-feiras, 11 e 18 de setembro. A primeira partida será na Arena da Baixada, em Curitiba, e a decisão será no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Os técnicos de Athletico e Inter – Tiago Nunes e Odair Hellmann, respectivamente – marcaram presença no sorteio. Os dois trocaram elogios e brincaram sobre “churrasco gaúcho”, em clima de muita cordialidade.

– Nem pensei ainda em estratégia. Vou pensar depois, com calma. Nossa equipe tem que tentar apresentar uma estratégia boa dentro e fora de casa – disse Tiago Nunes, treinador do Athletico.

– Quero dizer diretamente ao nosso torcedor que, em todos os jogos, vamos nos dedicar muito para dar alegria a esse torcedor – disse Odair Hellmann, técnico do Inter.

Premiação recorde

Além do troféu e da vaga na Libertadores de 2020, uma fortuna está em jogo: o campeão levará R$ 52 milhões de premiação, e o vice ficará com R$ 21 milhões.

Por terem entrado já nas oitavas de final (já que estavam também na Libertadores), os dois finalistas da Copa do Brasil receberam até o momento R$ 12,35 milhões. Ou seja: o campeão, ao final da competição, terá recebido uma premiação de pouco mais de R$ 64 milhões. Veja os valores:

  • Oitavas de final: R$ 2,5 milhões
  • Quartas de final: R$ 3,15 milhões
  • Semifinais: R$ 6,7 milhões
  • Vice-campeão: R$ 21 milhões (total R$ 33,35 milhões)
  • Campeão: R$ 52 milhões (total 64,35 milhões)

O Athletico, que despachou o Grêmio nos pênaltis, luta pelo seu primeiro título na Copa do Brasil.

Já o Inter, campeão em 1992, superou o Cruzeiro com duas vitórias nas semifinais e busca a segunda conquista.

Veja abaixo a lista de títulos da Copa do Brasil:

  • Cruzeiro: 6 (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018)
  • Grêmio: 5 (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016)
  • Corinthians: 3 (1995, 2002 e 2009)
  • Palmeiras: 3 (1998, 2012 e 2015)
  • Flamengo: 3 (1990, 2006 e 2013)
  • Atlético-MG: 1 (2014)
  • Criciúma: 1 (1991)
  • Fluminense: 1 (2007)
  • Inter: 1 (1992)
  • Juventude: 1 (1999)
  • Paulista: 1 (2005)
  • Santo André: 1 (2004)
  • Santos: 1 (2010)
  • Sport: 1 (2008)
  • Vasco: 1 (2011)

Veja abaixo o desempenho ano a ano:

O hall da fama da Copa do Brasil

Ano Campeão Vice Semifinalistas
1989 Grêmio Sport Flamengo e Goiás
1990 Flamengo Goiás Náutico e Criciúma
1991 Criciúma Grêmio Remo e Coritiba
1992 Inter Fluminense Palmeiras e Sport
1993 Cruzeiro Grêmio Vasco e Flamengo
1994 Grêmio Ceará Vasco e Linhares
1995 Corinthians Grêmio Vasco e Flamengo
1996 Cruzeiro Palmeiras Flamengo e Grêmio
1997 Grêmio Flamengo Corinthians e Palmeiras
1998 Palmeiras Cruzeiro Santos e Vasco
1999 Juventude Botafogo Inter e Palmeiras
2000 Cruzeiro São Paulo Santos e Atlético-MG
2001 Grêmio Corinthians Coritiba e Ponte Preta
2002 Corinthians Brasiliense São Paulo e Atlético-MG
2003 Cruzeiro Flamengo Goiás e Sport
2004 Santo André Flamengo 15 de Novembro-RS e Vitória
2005 Paulista Fluminense Cruzeiro e Ceará
2006 Flamengo Vasco Ipatinga e Fluminense
2007 Fluminense Figueirense Brasiliense e Botafogo
2008 Sport Corinthians Vasco e Botafogo
2009 Corinthians Inter Vasco e Coritiba
2010 Santos Vitória Grêmio e Atlético-GO
2011 Vasco Coritiba Avaí e Ceará
2012 Palmeiras Coritiba Grêmio e São Paulo
2013 Flamengo Atlético-PR Goiás e Grêmio
2014 Atlético-MG Cruzeiro Flamengo e Santos
2015 Palmeiras Santos Fluminense e São Paulo
2016 Grêmio Atlético-MG Cruzeiro e Inter
2017 Cruzeiro Flamengo Grêmio e Botafogo
2018 Cruzeiro Corinthians Palmeiras e Flamengo
Fonte: G1
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Goleiro rubro-negro defendeu dois pênaltis e Leão venceu por 4×3 após 1×0 no tempo normal

Era dia de decisão, com direito a paredão, emoção e tudo mais. Não, ninguém está falando do Big Brother Brasil, e sim da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira (19), o Vitória venceu o Internacional por 1×0, no Barradão, e levou a disputa para os pênaltis. Na decisão, Caíque, que falhou no jogo de ida, foi gigante, pegou dois, viu o Leão ganhar por 4×3 e avançar às oitavas de final.

E mais: assim como o vencedor do reality show da Globo, o clube leva uma boa grana como premiação: R$ 2,4 milhões. Vale lembrar que a equipe, por participar de quatro fases, já recebeu R$ 5,03 milhões na conta.

O adversário do Vitória nas oitavas de final será conhecido nesta sexta (20), após sorteio, que acontece às 11h. O Leão pode enfrentar Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, Santos, Corinthians, Flamengo, Vasco ou Chapecoense.

O Vitória precisava ganhar o jogo de qualquer jeito. Valeu até apostar na entrada em campo do atacante Neilton, que se recuperava de uma lesão na coxa, mas foi avaliado pelo departamento médico e liberado para reforçar o Leão nesse jogo tão importante.

Apesar do esforço, foi o Internacional quem teve a primeira chance de abrir o placar. Aos 11 minutos de jogo, Caíque foi gigante. O goleiro, que falhou no jogo de ida, cresceu ao ficar cara a cara com Pottker, que tentou o gol por cobertura e esbarrou na barreira de 1,98m. Na sequência, Nico López bateu de primeira e o “Gato Preto”, como o próprio goleiro se apelida, tirou com os pés.

O Leão teve mais posse de bola, porém encontrou muita dificuldade de penetrar na área colorada e furar a defesa. Não era suficiente para quem precisa vencer por dois gols de diferença ou pelo menos um, para levar a decisão para os pênaltis.

Com Neilton bem marcado, sobrou para Denilson a chance de abrir o placar. O atacante teve duas oportunidades no jogo. Uma aos 34, quando recebeu bola de Rhayner, dominou, girou e meteu um chute forte, desviada pela defesa do Inter, e outra no minuto seguinte, quando parou em Cuesta.

O jogo estava lá e cá. Com o Vitória mais eficiente nos instantes finais do primeiro tempo, Neilton conseguiu chegar perto de fazer o dele, só que o jogo seguiu 0x0 e a decisão ficou para o segundo tempo. O sonho estava vivo, mas era preciso ter cuidado.

No segundo tempo, Rhayner apareceu com perigo. Pela direita, o meia invadiu a área, soltou uma bomba e Lomba defendeu. Mas foi Denilson quem travou o coração do torcedor rubro-negro. O relógio marcava 19 minutos, faltavam apenas 26 para o árbitro levar o apito à boca. Pela esquerda, Yago cruzou para Denilson, que desviou a bola e carimbou a trave. Foi por um triz.

O Leão lutou, lutou e balançou a rede. Aos 34, Kanu caiu na área e o árbitro marcou pênalti. Neilton cobrou com categoria e fez o dele: 1×0.

O Inter reagiu com cobrança de falta de Camilo, que tinha endereço certo, mas Caíque espalmou.

Tensão

Foi tenso até o fim, mas ninguém mais conseguiu fazer gols. Pênaltis.

Na disputa, deu Leão: 4×3. Na primeira rodada, Camilo e Denilson marcaram. Na segunda, Nico López chutou e Caíque fez a defesa com as pernas, enquanto Lomba pegou o chute de Nickson sem dificuldade.

Terceira rodada, Caíque gigante. Gabriel Dias chutou e o goleiro rubro-negro caiu com segurança para fazer a defesa. Uillian Correia também fez a parte dele. Na quarta, Fabiano e José Welison marcaram.

No último chute, Patrick marcou e Neilton fez o gol da classificação.

Fonte: Correio
Foto: Arisson Marinho/CORREIO

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Os colorados espalhados por todo o país e, em especial concentrados na Arena Barueri, explodiram de alegria nesta terça-feira com o empate em 0 a 0 do Inter contra o Oeste, pela 36ª rodada da Série B. E com motivos de sobra. Após sofrer ao longo de uma temporada atípica, consequência do primeiro rebaixamento da história do clube, enfim viram a equipe, agora sob o comando do interino Odair Hellmann, garantir matematicamente o retorno à elite nacional.

Com o empate, o Inter chegou aos 65 pontos na tabela, com margem de sete pontos ao quinto colocado, o Londrina, que não pode mais alcançá-lo nos dois jogos restantes. O acesso serve como um acerto de contas para a eternidade com a nação colorada, aliviada e com esperanças renovadas para 2018 na Série A, depois da pior mancha nos 108 anos do clube.

A volta à primeira divisão também põe fim a uma série de adversidades e agruras enfrentadas pelo Inter em 11 longos meses na Série B

Logística
Único grande na disputa da Série B em 2017, o Inter até tirou proveito – numa comparação com os demais – por sua estrutura e poder financeiro para arquitetar a logística. Mas também teve de despender recursos para contratar serviços de voos fretados para enfrentar os roteiros mais distantes na competição. A delegação colorada não escapou ainda de trajetos de ônibus, como no deslocamento a Criciúma e a Pelotas, e até nos locais mais distantes, como Caruaru e Lucas do Rio Verde, em Pernambuco e no Mato Grosso, respectivamente. Alguns dos hotéis reservados pelo clube nas cidades do interior também deixaram a desejar em termos de estrutura.

O estádio Lacerdão, em Caruaru (Foto: Kleber Estrela)

Gramados irregulares
Em muitos dos jogos longe do Beira-Rio, o Inter também teve de enfrentar o gramado como fator de adversidade. Não raro, jogadores, comissão técnica e diretoria fizeram críticas ou menções a campos duros ou pesados. Em Lucas do Rio Verde, por exemplo, o calor fez com que dirigentes permanecessem fora do vestiário. No Lacerdão, em Caruaru, a quantidade de buracos chamou a atenção.

Desvalorização dos jogadores
O rebaixamento e a disputa da Série B tem como efeito colateral bastante negativo a desvalorização de atletas com potencial de render boas vendas ao clube. Rodrigo Dourado é um dos jogadores que estava em alta, mas perdeu valor de mercado com a queda. Outros jovens e até aqueles mais tarimbados foram emprestados após perder espaço a clubes que seguem brigando para não cair na elite.

Menor visibilidade
O Inter também viu sua marca ter menos exposição com a queda, algo natural numa comparação com a elite nacional. Ao longo do ano, o Colorado só teve seus jogos transmitidos para todo o país nos canais de televisão por assinatura, em faixas da programação distantes do horário nobre. Até mesmo o espaço em programas esportivos foi escasso, dadas as pautas do Brasileirão. No Rio Grande do Sul, porém, a equipe até teve mais jogos exibidos ao vivo, nos sábados.

Torcida do Inter apoia time no Beira-Rio (Foto: Ricardo Duarte / Inter, DVG )

Renda menor
Com ingressos mais populares, o Inter também viu sua receita com bilheterias cair ao longo do ano. Em 2016, o clube arrecadou R$ 18.844.976 em 34 jogos, com uma média de 20.372 torcedores pagantes e R$ 554.264 por partida. Na temporada atual, os torcedores renderam R$ 16.772.025 em 33 jogos, com uma média de 19.711 torcedores e de R$ 506.728 de renda por partida, de acordo com levantamento do GloboEsporte.com.

A comparação com rivais da elite deixa o contraste ainda mais evidente. Os outros dois rivais que têm média de público na casa dos 19 mil, Flamengo e Cruzeiro, têm rendas de R$ 45.785.158 e R$ 24.156.354, respectivamente, na temporada.

Por Eduardo Deconto, Porto Alegre
Fonte: Globo Esporte

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