Jogando no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia o Bahia perde para o Nacional por 1×0, pela 5ª rodada da Libertadores.
Com o resultado, o tricolor foi derrotado pela segunda vez seguida e se complicou na competição continental. Além disso, perdeu a liderança do grupo F e passa a torcer por um empate no duelo entre Nacional x Internacional, na próxima quinta-feira (15), para não sair da zona de classificação antes da última rodada da fase de grupos, quando a equipe enfrenta o time gaúcho no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, no próximo dia 28, às 19h.
O Bahia agora volta para Salvador, onde busca encerrar a má fase contra o Vitória pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida acontece neste domingo (18), às 16h, na Arena Fonte Nova. O Esquadrão vem de derrota na competição para o Flamengo, no último sábado, por 1×0.
Ficha técnica
Atlético Nacional x Bahia – 5ª rodada da Copa Libertadores
Atlético Nacional: Harlen Castillo, Andrés Román, Juan Arias, William Testillo e Camilo Cândido; Jorman Campuzano, Mateus Uribe e Edwin Cardona (Dairon Asprilla); Marino Hinestroza (Elkin Rivero), Billy Arce (Andrés Sarmiento) e Kevin Viveros (Alfredo Morelos). Técnico: Javier Gandolfi.
Bahia: Marcos Felipe, Erick, David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre (Acevedo), Jean Lucas (Michel Araújo), Éverton Ribeiro (Rodrigo Nestor) e Cauly (Kayky); Erick Pulga e Lucho Rodríguez (William José). Técnico: Rogério Ceni.
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia
Gols: Kevin Viveros, aos 43 segundos do segundo tempo
Cartões amarelos: Mateus Uribe, Marino Hinestroza e Andrés Sarmiento, do Atlético Nacional
Arbitragem: Dario Herrera, auxiliado por Cristian Navarro e Pablo Acevedo (trio da Argentina)
VAR: Luis Lobo (Argentina)
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
A Conmebol está planejando os retornos das Copas Libertadores e Sul-Americana. De acordo com o secretário-geral adjunto de Futebol e diretor de Desenvolvimento da entidade, Gonzalo Belloso, a ideia é reiniciar as competições de clubes em setembro. Os dois torneios foram paralisados devido a pandemia do coronavírus.
“Estamos organizando reuniões com todos os governos. O futebol é uma indústria de tantas que estão sofrendo com a pandemia. O problema mais difícil que enfrentamos é a da migração das equipes e os aeroportos”, afirmou em entrevista à emissora argentina TyC Sports. “Queremos voltar em setembro a jogar as Copas. De pouco a pouco, vamos tratando de cumprir nosso papel e estamos escutando aos especialistas”, completou.
Gonzalo Belloso reforçou a posição do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que as duas competições serão definidas no campo e, se possível, mantendo o formato de disputa, com a mesma quantidade de partidas. Porém, o dirigente admitiu que elas poderão ser finalizadas em 2021.
“Se tiver que terminar ano que vem, que termine ano que vem. Não há nenhum problema terminar em janeiro”, disse. “Também temos que levar em consideração todos os calendários locais para que possam jogar os torneios locais em seus países. Trabalhamos paralelamente com os países para ver o que eles planejam”, destacou.
Suspensas desde meados de março, a Libertadores havia concluído a segunda rodada da fase de grupos. Já a Sul-Americana, foi interrompida antes de começar os confrontos da segunda fase. O Bahia se classificou ao eliminar o Nacional do Paraguai pelo placar agregado de 6 a 1 e aguardava o sorteio para conhecer seu próximo adversário.
Por causa do agravamento da pandemia de Covid-19 na América do Sul, a Conmebol estuda prorrogar o prazo de suspensão dos jogos da Copa Libertadores para além de 5 de maio, prazo inicialmente previsto pela própria confederação.
A avaliação na entidade é que será muito difícil que o futebol seja retomado dentro desta prazo em todos os 10 países da região – Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Peru, Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela.
Basta que em um deles não ocorra para que o torneio não seja retomado. Além disso, as fronteiras entre todos os países precisam ser reabertas – situação que hoje é imprevisível.
No dia 12 de março, a Conmebol havia suspendido os jogos da Libertadores por uma semana; em seguida, esticou a suspensão até 5 de maio. Até o momento da interrupção, haviam sido disputadas duas das seis rodadas da fase de grupos. Para tentar aliviar a situação dos clubes, a Conmebol adiantou o pagamento de parte da premiação relativa a esta fase da competição.
Sábado, 23 de novembro de 2019. Data em que todas as gerações vivas de torcedores do Flamengo podem se olhar com o mesmo sentimento. Os rubro-negros de 40 e poucos anos ou mais novos, que não tinham nascido ainda em 1981 ou que eram pequenos demais na época, cresceram ouvindo as façanhas daquele time mágico de Zico e companhia. Narrativas que soavam mais como ficção do que realidade para quem não "viu com os próprios olhos". A veracidade de uma história, por mais "baseada em fatos reais" que seja, só ganha contornos lúdicos na vivência. E hoje, eles podem dizer: "Pai, agora eu sei como é".
Foram décadas na fila, amargando decepções na elite do continente enquanto flertava com o perigo em campeonatos nacionais. Mas o time versão 2019, com um novo futebol que encanta (embora tenha ficado aquém do esperado na final), foi coroado no Estádio Monumental de Lima, no Peru. O Flamengo de Jesus, Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta & Cia. destronou o copeiro River Plate na Libertadores em uma decisão histórica, a primeira em jogo único e campo neutro: 2 a 1, de virada, com um gol de Borré para os argentinos e dois de Gabigol "para inglês ver" (o jogo foi transmitido ao vivo em Londres). Falando em Inglaterra, Liverpool, Mundial... Seria sonhar demais "botar os ingleses na roda" de novo?
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Torcida do Flamengo vai à loucura no Monumental de Lima (Foto: Antonio Lacerda/EFE)[/caption]
E agora seu povo pede o mundo de novo
Como canta a torcida, o Flamengo terá a chance de conquistar o mundo de novo. O título deu a classificação para o Mundial de Clubes, que esse ano acontece entre os dias 11 e 21 de dezembro em Doha, no Catar. O Rubro-Negro estreia no dia 17, uma terça-feira, contra o campeão da Ásia ou o Espérance, da Tunísia, no Estádio Khalifa (VEJA A TABELA AQUI).
Título em dose dupla? No mesmo final de semana em que conquistou a Libertadores, o Flamengo pode confirmar o título do Campeonato Brasileiro mesmo sem entrar em campo. Segundo colocado, o Palmeiras enfrenta o Grêmio às 16h (de Brasília), na Arena Palmeiras, e se não vencer não poderá mais calcançar o Rubro-Negro matematicamente.
O herói artilheiro
Assim como Zico em 1981, quando fez os dois gols da vitória por 2 a 0 na final contra o Cobreloa em Montevidéu, no Uruguai, Gabigol foi o herói em 2019 ao construir a virada por 2 a 1 nos minutos finais. O artilheiro rubro-negro, que chegou a 40 gols em 54 jogos pelo Flamengo, definiu o jogo em três minutos, aos 43 e 46 do segundo tempo. Que fase espetacular do camisa 9 rubro-negro, que terminou como artilheiro da Libertadores com nove bolas na rede.
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Bruno Henrique foi eleito o melhor jogador da América em 2019 (Foto: Antonio Lacerda/EFE)[/caption]
Melhor da América
Gabigol foi o artilheiro da Libertadores e o melhor jogador da partida para a Conmebol. Mas a entidade sul-americana elegeu Bruno Henrique como o craque da América do Sul. O atacante, que fez cinco gols no torneio em 2019, não fez uma partida brilhante na final, mas foi decisivo ao construir a jogada do gol de empate.
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Jorge Jesus comemora com a bandeira de portugal (Foto: Antonio Lacerda/EFE)[/caption]
Com sotaque europeu
Campeão internacional pela primeira vez, Jorge Jesus se torna o segundo europeu a conquistar a Libertadores da América como treinador. O primeiro foi o croata Mirko Jozić, que faturou o título pelo Colo-Colo, do Chile, em 1991. Chegou a vez do português, que comemorou com uma bandeira de seu país.
Fonte: G1O Bahia sofreu neste sábado, mas venceu o CSA por 1 a 0 na Arena Fonte Nova. Em casa, o Tricolor pressionou, perdeu até pênalti, com Artur, mas fez o gol da vitória aos 40 minutos do segundo tempo. Arthur Caíke, que entrou aos 37, bateu falta no capricho e passou pelo goleiro Jordi, destaque do adversário.
Público pagante - 32.483
Renda - R$ 669.831,00
Aconteceu. A história foi escrita. Está marcada mais uma geração. Eternizou-se mais um elenco. Fez-se novos ídolos. Enlouqueceu-se uma massa. O tricampeonato da América aconteceu e nada mais apaga essa história. Nada é maior, no futebol, do que taça no armário. O maior do Sul é Tri, o maior do sul é dono da América!
Não é possível que exista alguma alegria maior na vida que comemorar um título dessa magnitude. Se existe outra razão para se estar vivo, agora, me apresente. Se um dia choramos, hoje, tu curaste nossas feridas, Grêmio. E perdoe qualquer devaneio irracional que possa ter saído de nossas bocas. Perdoe qualquer momento de desconfiança. Perdoe as vezes que questionamos Fernandinho, Jael, Bressan, Jaílson ou Cortez. Perdoe por termos esquecido que é impossível fazer previsões quando se trata de Grêmio.
Na imensa maioria das vezes, Grêmio, nós somos perdidamente apaixonados, inconsequentes e desnaturados que desejam, com todas as forças, a América. Nós, que suportamos tudo ao teu lado, enfim, fomos recompensados. E tudo valeu a pena. O Grêmio pode levantar outras taças, mas a América? Essa é a nossa cara. É o nosso xodó. É a copa que leva nossa personalidade aguerrida. É a nossa praia.
Eu tenho uma coisa pra dizer: Renato não é técnico. Ele é mais que isso. Ele é um ser que aparenta ter sido fabricado pelo Grêmio e programado para fazer com que tudo dê certo quando ele e o clube estão juntos. A estrela dele brilha junto com as do tricolor.
Salve o Grêmio, o Tricampeão da América! Contemplem o futebol envolvente de um time que ditou as regras da final de uma copa continental, em plena Argentina. Admirem nossos jogadores, se apavorem com o nosso futebol. Esse é o Grêmio. Isso é o que somos capazes de fazer!
Muito obrigada, Grêmio, por ser assim. Pela raça, pela técnica, pela alma castelhana. Agradeço ao meu pai que me fez gremista, mas… pensando bem, não vejo como não poderia ser. É espetacular torcer pra ti, Grêmio. É inexplicável te amar.