O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, mostrou discordar da forma como o presidente Jair Bolsonaro pensa sobre o isolamento social imposto em todo o Brasil para combater o coronavírus.
Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (20), Teich afirmou que o relaxamento das medidas de distanciamento social deverá ocorrer de forma “progressiva, estruturada e planejada” e “no devido tempo”.
“A gente está atuando em três braços que são fundamentais. Um: entender melhor a doença, fazer o diagnóstico, entender a evolução. A segunda coisa: preparar a infraestrutura para o tratamento para que, nesse tempo em que a gente está afastado, vai ser usado para melhorar, preparar para o cuidado. E o terceiro: com essa preparação, desenhar esse programa de saída progressiva, estruturada e planejada do distanciamento social”, disse o ministro. As informações são do jornal Extra.
Mais cedo, pela manhã, Bolsonaro havia sido direto ao falar que esperava que esta semana fosse a última de quarentena no Brasil.
“Eu espero que essa seja a última semana dessa quarentena, dessa maneira de combater o vírus, todo mundo em casa. A massa não aguenta ficar em casa, porque a geladeira está vazia”, falou.
Informações: Bahia Notícias.
Uma pesquisa do Instituto Datafolha publicada na última sexta-feira (17) no site do jornal Folha de S. Paulo revela que a maioria dos brasileiros foram contra a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde.
Na opinião de 64% dos entrevistados, o presidente Jair Bolsonaro “agiu mal” ao desligar Mandetta. Por outro lado, 25% aprovaram a decisão de Bolsonaro. Já 11% não soube responder.
O instituto ouviu 1.606 pessoas por telefone, e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Bolsonaro demitiu Mandetta na última quinta-feira (16) após uma série de divergências relacionadas às medidas de isolamento para conter a proliferação do novo coronavírus. O presidente é favorável ao retorno à normalidade durante a doença.
Fonte: Bahia Notícias
Luiz Henrique Mandetta escreveu de próprio punho uma carta aos servidores do Ministério da Saúde e distribuiu hoje para todos os servidores da pasta, por meio da comunicação interna. “Continuem a construção. Três pilares lhe sustentam. A luta pela vida, a luta pelo SUS e a luta pela ciência. A verdade será nosso guia”, escreveu o ministro. No texto, ele afirma que ele foi só um tijolo na construção da muralha do SUS, que teria nos servidores o cimento que permite o trabalho.

Após semanas de desavenças, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira, 16. O oncologista Nelson Teich vai assumir o cargo.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão na manhã desta quarta-feira (15). A informação foi divulgada em nota oficial do ministério.
A saída de Wanderson ocorre em meio à pandemia do coronavírus. Ele é um dos principais homens de confiança do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Wanderson vinha sendo uma das autoridades do ministério que mais participavam das ações da pasta sobre o enfrentamento ao vírus e estava presente em boa parte das entrevistas coletivas da pasta sobre o tema.
Wanderson, assim Mandetta, é defensor do isolamento social como estratégia de contenção do vírus. A medida é criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirma que esta ação é prejudicial à economia, e vem sendo motivo de embate entre ele e o ministro Mandetta.
No Ministério da Saúde há 15 anos, Wanderson, do quadro técnico da pasta, coordenou a resposta nacional à pandemia da gripe do vírus tipo A H1N1, em 2009, e da epidemia da zika congênita entre 2015 e 2016.
Na secretaria, Wanderson foi responsável por ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis no Brasil, pela vigilância de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, saúde ambiental e do trabalhador e também pela análise de situação de saúde da população brasileira.
Wanderson de Oliveira é doutor em epidemiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Ele tem especialização pelo programa de treinamento em epidemiologia aplicada ao SUS, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Georgia, nos Estados Unidos. É especialista em epidemiologia pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, e é professor da escola da fundação Oswaldo Cruz, em Brasília.
Informações: G1.com
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, balançou forte nesta segunda-feira, 6, mas não irá cair, ao menos por ora. O presidente Jair Bolsonaro já tinha se decidido pela exoneração do principal nome do governo no combate ao coronavírus, mas no final da tarde foi convencido por militares, como os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), de que a melhor decisão seria manter o ministro por enquanto.
A possibilidade de exoneração, no entanto, continua forte. Mandetta bateu de frente com Bolsonaro principalmente por causa da questão da quarentena ampla, que o ministro e as principais autoridades de saúde do mundo defendem, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS), que lidera os esforços mundiais de combate à pandemia. Bolsonaro prefere flexibilizar o isolamento social por acreditar que a adoção da quarentena vai “quebrar” a economia do país e provocar caos social, o que pode ferir de morte o seu governo.
O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania, a imunologista e oncologista Nise Yamaguchi, diretora do Instituto Avanços em Medicina, e o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, são apontados como favoritos a ocupar o cargo. Terra, inclusive, já teria ligado para alguns governadores para anunciar a decisão do presidente.
Informações: site oficial Veja.
O presidente Jair Bolsonaro decidiu demitir ainda hoje (6) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à crise do novo coronavírus.
De acordo com o jornal O Globo, o ato oficial de exoneração de Mandetta está sendo preparado nesta tarde no Palácio do Planalto. A expectativa é que a decisão seja publicada em edição extra do Diário Oficial da União após reunião do presidente com todos os ministros, entre eles Mandetta, convocada para as 17h.
Fonte: metro1.com