O show de Chico César, que aconteceu na sexta-feira (26), durante a Fliconquista 2025, lotou a capacidade da concha acústica do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.
O primeiro lote dos ingressos, que poderiam ser retirados por meio da plataforma Sympla, haviam se esgotado. Por conta disso, a organização da Fliconquista abriu um segundo lote na tarde em que o show aconteceria, para contemplar todo o público interessado na apresentação.
Além de músicas autorais, como “Mama Áfria”, Chico César cantou sucessos da Música Popular Brasileira (MPB), como “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”, de Geraldo Vandré.
Confira um trecho da apresentação do artista:
Vitória da Conquista recebe no próximo dia 20 de janeiro a apresentação do grupo musical Pau de Arara.
O grupo teve origem na cidade de Itapetinga e começou com a formação de teatro nos anos 70, compondo posteriormente músicas e criando seu próprio repertório.
Nomes conhecidos do cenário da música brasileira como o cantor Mão Branca e Jota Bahia já fizeram parte do ‘ Pau de Arara’.
Com uma linguagem latino-americana e repertório que perpassa pelas tradicionais músicas de MPB, a apresentação promete movimentar Vitória da Conquista.
O show acontece ás 20h:30, no restaurante ‘La Pança’. O ingresso custa R$20,00.
Filho de Eurides Gusmão Figueira Mello e Ernesto Santos Mello, Elomar Figueira Mello nasceu na Fazenda Boa Vista, que pertencia aos seus avós, Sr. Virgílio Figueira e Sra. Dona Maria Gusmão Figueira.
Nascido em 21 de dezembro de 1937, durante seus primeiros anos de vida, Elomar viveu em Vitória da Conquista, passando depois a morar, já aos setes anos de idade, nas fazendas de seus parentes como a Fazenda São Joaquim. Sua formação cristã foi herdada da família. A avó "mãe Neném" era católica, enquanto a outra avó "Maricota" era batista.
Elomar se formou em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia na década de 1960 e teve uma rápida passagem pela Escola de música da mesma Universidade. O músico é casado com Adalmária de Carvalho Mello e o pai de Rosa Duprado, João Ernesto e do violonista e maestro João Omar.
Seu primeiro Disco gravado em 1972, ‘Das Barrancas do Rio Gavião’ revelou algumas das mais belas composições do cancioneiro de Elomar. Apresentado por nada menos que Vinícius de Morais, em 12 faixas o músico desfia seu colar de contas preciosas. Sua música é inspirada no romanceiro ibérico que ‘canta uma história’.
Boa parte dos textos musicais e obras de Elomar são escritos em linguagem dialetal sertaneza; título de linguagem atribuída por ele. Com seu estilo próprio de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento, Elomar criou fama entre o universo violeiro.
A primeira canção do LP ‘Das Barrancas do Rio Gavião’, denominada ‘O violêro’, é inspiração para músicas brasileiras consagradas, como Beleza Pura de Caetano Veloso.
“Vô cantá no canturi primero
as coisa lá da minha mudernage
qui mi fizero errante e violêro
eu falo séro i num é vadiage
i pra você qui agora está mi ôvino
juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o qui eu digo
si fô mintira mi manda um castigo
Apois pro cantadô i violero
só hai treis coisa nesse mundo vão
amô, furria, viola, nunca dinhêro
viola, furria, amô, dinhêro não
Cantadô di trovas i martelo
di gabinete, ligêra i moirão
ai cantadô já curri o mundo intêro
já inté cantei nas prtas di um castelo
dum rei qui si chamava di Juão
pode acriditá meu companhêro
dispois di tê cantado u dia intêro
o rei mi disse fica, eu disse não
Si eu tivesse di vivê obrigado
um dia inantes dêsse dia eu morro
Deus feis os homi e os bicho tudo fôrro
já vi iscrito no Livro Sagrado
qui a vida nessa terra é u'a passage
i cada um leva um fardo pesado
é um insinamento qui derna a mudernage
eu trago bem dent' do coração guardado
Tive muita dô di num tê nada
pensano qui êsse mundo é tud'tê
mais só dispois di pená pelas istrada
beleza na pobreza é qui vim vê
vim vê na procissão u Lôvado-seja
i o malassombro das casa abandonada
côro di cego nas porta das igreja
i o êrmo da solidão das istrada
Pispiano tudo du cumêço
eu vô mostrá como faiz o pachola
qui inforca u pescoço da viola
rivira toda moda pelo avêsso
i sem arrepará si é noite ou dia
vai longe cantá o bem da furria
sem um tustão na cuia u cantadô
canta inté morrê o bem do amô.”