É com grande pesar que o blog do Redação comunica o falecimento de Raul Ferraz, ex-prefeito de Vitória da Conquista, aos 90 anos, ocorrido na noite desta quarta-feira (29), em decorrência de complicações de saúde.
Um dos mais influentes e populares políticos de Vitória da Conquista, sua história na política teve início em 1963, se elegendo com o cargo de vereador, pelo PSD.
O corpo será velado e sepultado em Brasília. Aos amigos e familiares os nossos sentimentos.
BIOGRAFIA:
Raul Carlos Andrade Ferraz nasceu em Vitória da Conquista no dia 13 de outubro de 1935. Filho de Raul Lopes Ferraz dos Santos e Ana Angélica Andrade Ferraz, foi vereador na câmara de Vitória da Conquista pelo PSD entre 1963 e 1967; e prefeito de Vitória da Conquista pelo MDB entre 1977 e 1983. Deputado Federal pelo PMDB entre 1983 e 1987.Entre 1985 e 1986, foi vice-líder do partido.
Deu início na vida politica se elegendo com o cargo de vereador, pelo PSD em 1963. Com o golpe militar de 64 e a aderência do AI-2 em 1965, que extinguia todo e qualquer partido político, houve uma divisão entre os que estavam a favor e contra o golpe. Nisso, Ferraz teve sua filiação consolidada com o MDB, que era oposto ao regime. Foi preso político durante a ditatura militar.
Após encerrado seu mandato de vereador, foi eleito, em 1976, para assumir o cargo de prefeito em Vitória da Conquista. Pouco mais de três anos depois o bipartidarismo foi extinto e novamente foram criados partidos políticos e, por conta disso, Raul se filiou ao PMDB. A caminho de um novo cargo dentro da política, em 1982 após a prefeitura, foi eleito deputado federal.
O posicionamento político de Raul Ferraz para alguns assuntos considerados “tabu” na sociedade era muito interessante, como mostrar interesse em convocar uma assembleia constituinte em quesito nacional; além disso defendeu a possibilidade de uma reforma agrária, se mostrou positivo a legalização do aborto — ainda que aquela época — e incentivou as eleições diretas.
Deputado Federal Constituinte, tendo atuado ativamente na elaboração da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, na qual defendeu a extinção dos Estados no Brasil, com a tese “Da inutilidade do Estado-membro na administração pública brasileira e da necessidade de sua extinção”.
Autor do Projeto de Lei nº 2.191/89, que deu origem ao Estatuto da Cidade, Lei nº 10.257, de 10 de julho 2001, que regulamenta os artigos. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.
Autor do Livro “O Brasil que eu quis criar: na constituinte”.
Autor do Livro “O Prado e o Descobrimento do Brasil”
Autor do Livro “A Revolução dos Prefeitos – O Brasil não Precisa de Estados”