Concluído o primeiro turno da eleição presidencial, integrantes da equipe do ex-presidente Lula (PT) avaliaram ao blog que o presidente Jair Bolsonaro (PL) chega “forte” para a disputa no segundo turno, o que vai exigir “muito mais” dos aliados do petista na campanha a partir de agora.
Com 99,99% das urnas apuradas em todo o país até as 10h desta segunda-feira (3), Lula obteve 48,43% dos votos, e Bolsonaro, 43,2%. O segundo turno está marcado para o próximo dia 30.
“O bolsonarismo é maior que o Bolsonaro. É um fenômeno político que exigirá muito de nós para derrotá-lo”, resumiu um coordenador da campanha de Lula.
Outro coordenador disse ao blog avaliar que o segundo turno vai ser “muito mais difícil” que o esperado.
“Houve uma onda final bolsonarista, forte, que a gente não estava esperando. Confiamos que Lula segue favorito, mas o cenário mudou para esse início de segundo turno”, avaliou.
Em São Paulo, por exemplo, embora as pesquisas apontassem Fernando Haddad(PT) em primeiro lugar, o candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas(Republicanos) ficou em primeiro lugar. Tarcísio e Haddad disputarão o segundo turno.
Em busca de mais votos no segundo turno, Lula buscará imediatamente o apoio de Simone Tebet (MDB) e do PDT. Tebet obteve 4,9 milhões de votos no primeiro turno (4,1%).
A candidata emedebista já sinalizou que vai apoiar o petista, mas o MDB está dividido, e um grupo defende que os integrantes sejam liberados a apoiar quem quiserem.
“Acreditamos que os eleitores de Ciro virão para nós e boa parte da Simone também, mas isso não vem pela gravidade, teremos de falar para esses eleitores para atraí-los de fato”, avaliou um coordenador da campanha de Lula.
No comitê de Bolsonaro, a avaliação é que o presidente da República terá condições de empatar com Lula já na primeira semana do segundo turno, ajudado pelo cenário econômico.
Um assessor direto do presidente avalia que a queda dos preços “está chegando nas prateleiras” dos supermercados e que isso vai contribuir para que ele continue subindo nas pesquisas de intenção de voto.
Bolsonaro vai focar a estratégia em três estados: São Paulo, Minas e Bahia.
Em São Paulo, os assessores do presidente avaliam que a onda conservadora paulista vai ser decisiva no segundo turno.
Em Minas, Bolsonaro já adiantou que vai buscar o apoio do governador reeleito Romeu Zema (Novo) e, na Bahia, o de ACM Neto. De favorito, Neto terminou atrás do candidato de Lula e, no segundo turno, não poderá ficar neutro.
Por Leandro Magalhães, da CNN em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro informou nesta segunda-feira (6) à CNN que está com sintomas de Covid-19.
Bolsonaro, que completou 65 anos em março, disse que está com 38°C de febre e 96% de taxa de oxigenação no sangue, e contou que está tomando hidroxicloroquina. Por causa dos sintomas, a agenda do presidente para o restante da semana está cancelada.
O presidente já fez um teste para Covid-19 no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O resultado do exame deve sair por volta do meio-dia desta terça-feira (7).
Bolsonaro também informou à CNN que fez também uma ressonância magnética dos pulmões. De acordo com o presidente, este exame não identificou problemas.
Por volta das 18h de hoje (horário de Brasília), mantendo um hábito praticamente diário, Bolsonaro se encontrou com apoiadores no jardim do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Ele estava usando máscara.
Em maio, Bolsonaro entregou ao STF (Supremo Tribunal Federal) documentos segundo os quais três testes para Covid-19 feitos em março deram resultado negativo. O presidente entregou os exames depois de o jornal O Estado de S. Paulo ter entrado na Justiça para obter os resultados.
Mais cedo hoje, Bolsonaro ampliou os vetos ao projeto de lei que prevê o uso obrigatório de máscaras de proteção facial. O presidente vetou o uso obrigatório de máscaras em prisões e estabelecimentos de cumprimento de medidas socioeducativas, assim como a necessidade de que estabelecimentos em funcionamento durante a pandemia precisem “afixar cartazes informativos sobre a forma de uso correto de máscaras e o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro do estabelecimento”.
Bolsonaro já chamou a Covid-19 de “gripezinha”. Em pronunciamento à nação no fim de março, o presidente disse que tinha “histórico de atleta” e, por isso, não precisaria se preocupar caso tivesse contraído o novo coronavírus.
O presidente também é um defensor do uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, apesar de ainda não haver comprovação científica da eficácia do medicamento contra a doença provocada pelo novo coronavírus. Mesmo assim, em maio, o Ministério da Saúde passou a autorizar o uso do remédio para casos leves de Covid-19.
No sábado (4), a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou a interrupção dos testes com hidroxicloroquina, alegando que o medicamento produziu “pouca ou nenhuma redução na mortalidade de pacientes com Covid-19 hospitalizados quando comparados ao padrão de atendimento”.
Na sexta (3), veio a público um estudo americano que apresentou resultados positivos para o uso de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. O método da pesquisa, no entanto, foi alvo de críticas nos Estados Unidos.
Nesta segunda, o Brasil ultrapassou o total de 65 mil pessoas mortas pela Covid-19, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de casos confirmados no país chegou a 1.623.284. O governo estima que 927.292 pessoas já tenham se recuperado da doença.
TSE aprova candidaturas de 5 presidenciáveis
O TSE validou nesta quinta (23) quatro pedidos de registro de candidatura à Presidência: Marina Silva (Rede), Cabo Daciolo (Patriota), João Amoêdo (Novo) e Guilherme Boulos (PSOL). Na terça (21), o tribunal já havia deferido o pedido de registro de candidatura de Vera Lúcia (PSTU).
Com isso, a corrida presidencial já tem oficialmente cinco candidatos. Nenhuma dessas candidaturas foi alvo de contestação.
Todas os pedidos de registro de candidatura a presidente da República devem passar pelo plenário do TSE. Os casos são sorteados para um ministro, que examina a legalidade dos documentos e leva um relatório para discutir com os colegas.
Este será o caso do pedido de registro feito por Lula no dia 15 e que teve 16 contestações. Ele vai apresentar sua defesa até o fim do mês para o relator, ministro Luís Roberto Barroso.A expectativa é que a análise do processo ocorra no início de setembro.
Prazo para contestação de candidaturas terminou nesta quarta-feira
Terminou nesta quarta-feira (22) o prazo para contestações às candidaturas nas eleições deste ano. Nesta quinta (23), o TSE deverá intimar a defesa de Lula sobre as impugnações feitas à chapa. A partir dali, a defesa do ex-presidente terá sete dias (até a próxima quinta, dia 30) para responder.
Pesquisa Datafolha mostra disparidades regionais entre os principais candidatos. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -que nacionalmente tem 39% das intenções de voto- chega a 60% em Pernambuco, sua terra natal. Por outro lado, no Distrito Federal, Jair Bolsonaro lidera em todos os cenários testados, inclusive o com o ex-presidente Lula candidato.
A pesquisa também mostrou que a reprovação da população ao governo de Michel Temer recuou nove pontos percentuais do início de junho até agora, chegando a 73% da população que considera o governo ruim ou péssimo.
Termina nesta quinta-feira (23) o prazo para os eleitores que desejam solicitar voto em trânsito para as eleições deste ano. Para isso, é preciso comparecer ao cartório eleitoral com documento oficial com foto.
Propaganda eleitoral começará com Marina Silva
A propaganda eleitoral de rádio e TV começará no dia 31 com o programa Marina Silva (Rede).
Em seguida serão veiculados os programas de Cabo Daciolo (Patriota), Eymael (Democracia Cristã),
Henrique Meirelles (MDB), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Geraldo Alckmin (PSDB), Vera Lúcia (PSTU), Lula (PT), João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Podemos), Jair Bolsonaro (PSL) e, por último, João Goulart Filho (PPL).
A pré-candidata à presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’ávila, desembarcou em Vitória da Conquista, nesse sábado, 9, com um discurso consistente e de defesa de sua pré-candidatura. Em coletiva com a imprensa e num ato na Câmara de Vereadores, não se esquivou de pedidos de selfies e de perguntas sobre temas áridos como machismo, política econômica e prisão do presidente Lula. “Eu sou pré-candidata à presidente porque eu acredito no Brasil, porque nós temos a obrigação de vencer as eleições”, disse.
Durante ato na Câmara de Vereadores, agradeceu a acolhida da população e do diretório municipal do PCdoB, que organizou o evento. “Vocês nos acolhem em nome de um povo que tem uma tradição de luta, uma tradição de resistência, uma tradição de dizer que o Brasil pode ser democrático, pode ser desenvolvido. Essa é Conquista na Bahia e no Brasil. Esse é o povo dessa cidade”, detalhou Manuela.
Manuela frisou que as eleições 2018 acontecerão num ambiente de altíssima complexidade. “O que nós estamos discutindo nessa eleição é se nós viveremos num Brasil de 2018 ou se nós voltaremos ao Brasil do século passado”, explicou. A pré-candidata defende que “não é possível governar para todos, é preciso fazer escolhas. A nossa escolha é 99% daqueles que habitam esse território, esse país fantástico”.
Em seu discurso, lembrou que os condutores do processo que levou à queda da presidente Dilma Rousseff prometiam conduzir o país “a uma ponte para o futuro” que se transformou em pesadelo para os brasileiros. “É o agravamento da crise. O pesadelo é o aumento do número de desempregados e desempregadas, que já soma 14 milhões”, ilustrou. Segundo Manuela, a ponte para o futuro levou o país a uma situação próxima a de séculos atrás. “Mais de um milhão de lares no Brasil hoje cozinham com álcool e lenha porque não têm dinheiro para pagar o botijão de gás”, lamentou.
Além de Vitória da Conquista, Manuela D´ávila passou por Salvador, Itabuna, Ilhéus, Camaçari e Juazeiro. Fizeram parte da comitiva da pré-candidata em terras conquistenses os deputados federais Daniel Almeida e Alice Portugal, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, o presidente do PCdoB em Vitória da Conquista, Elias Dourado, e o deputado estadual Fabrício Falcão.
Fotos: Arthur Garcia