O governador de São Paulo, João Doria, do PSDB, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia se encontraram no domingo (7), para discutir uma grande frente nacional para lançar um candidato a presidente de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
João Doria convidou Rodrigo Maia a se filiar ao PSDB, informa Lauro Jardim, de “O Globo”. Mas o parlamentar vai esperar mais um pouco, pois também recebeu convite do Cidadania de Roberto Freire e do PSL de Luciano Bivar e Delegado Waldir Soares.
Numa entrevista ao jornal “Valor”, na segunda-feira, 8, Rodrigo Maia fez duras críticas ao presidente nacional do DEM, ACM Neto. Apesar de amigos há 20 anos, pois eram aliados históricos, o deputado se avalia como “traído” pelo político da Bahia. “Mesmo a gente tendo feito o movimento que interessava ao candidato dele no Senado, ele entregou a nossa cabeça numa bandeja para o Palácio do Planalto. Diferentemente do que ele imagina, na verdade o que Bolsonaro conseguiu foi quebrar a nossa coluna, que era toda acordada, de que nunca estaríamos no governo Bolsonaro. Isso eu ouvi do presidente ACM centenas de vezes.”
Rodrigo Maia decidiu pedir sua desfiliação do DEM ao Tribunal Superior Eleitoral, mas “sem pressa ou briga”. E avisou: “Estarei num partido que será de oposição ao presidente Bolsonaro”. Aliados do parlamentar dizem que há articulações avançadas com o PSDB, o Cidadania e o PSL. O problema do PSL é que parte quer compor com Bolsonaro. Portanto, falta confiança. Porém, há quem aposte, no PSL, que, com a filiação de Rodrigo Maia, a ala bolsonarista cairá fora.
Na entrevista ao “Valor”, Rodrigo Maia sublinha que o Democratas havia se tornado um partido de centro ou de centro-direita, mas que a aproximação com Bolsonaro o devolve à direita ou à extrema-direita.
O deputado assinala que o apresentador da Globo Luciano Huck “estava 90% resolvido a se filiar ao DEM” para disputar a Presidência da República. Agora, com a bolsonarização, retirou o time de campo. Ficou mais próximo do Cidadania. Há quem aposte que Huck vai permanecer na Globo. *Jornal Opção
BRASÍLIA e SÃO PAULO – A convocação feita pelo presidente Jair Bolsonaro para as manifestações contra o Congresso gerou reações no mundo político e nas redes sociais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) usou o Twitter para criticar Bolsonaro. “A ser verdade, como parece, que o próprio Pr (presidente) tuitou convocando uma manifestação contra o Congresso (a democracia) estamos com uma crise institucional de consequências gravíssimas. Calar seria concordar. Melhor gritar enquanto se tem voz, mesmo no Carnaval, com poucos ouvindo”, escreveu Fernando Henrique.
O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), propôs uma reunião de emergência entre os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e líderes dos partidos para decidir o que fazer diante das manifestações do presidente Jair Bolsonaro contra o Congresso.
“Temos que parar Bolsonaro! Basta! As forças democráticas deste país têm que se unir agora. Já! É inadiável uma reunião de forças contra esse poder autoritário. Ou defendemos a democracia agora ou não teremos mais nada para defender em breve”, disse Molon. “Ao não encontrar soluções para o país, ao se sentir sozinho, isolado e frágil, Bolsonaro apela ao que todos temíamos: a um ato autoritário contra a própria democracia. Não dá mais. Esses absurdos, exageros e atropelos têm que parar agora.”
O líder a oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), seguiu a mesma linha em uma mensagem em sua conta oficial no Twitter. “Chega! As forças democráticas precisam repudiar este comportamento vil e impedir a escalada golpista”, escreveu Randolfe.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu, nas redes, um posicionamento “urgente” do Congresso e da sociedade em defesa da democracia. “Bolsonaro e o general Heleno estão provocando manifestações contra a democracia, a constituição e as instituições, em mais um gesto autoritário de quem agride a liberdade e os direitos todos os dias”.
“O que o Brasil precisa é gerar empregos, tirar o povo da pobreza. Bolsonaro nunca combinou com democracia. É um falso patriota que entrega nossa soberania aos Estados Unidos e condena o povo à pobreza. Um falso moralista que acoberta o Queiroz e outros corruptos e criminosos”, escreveu.
Um dos primeiros a se manifestar, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, escreveu nas redes sociais que o episódio é “de suma gravidade”. “Mais do que crime de responsabilidade, é claro atentado à democracia e à República o apoio do presidente Bolsonaro a uma convocação de manifestação nitidamente antidemocrática. Pregação de uma quartela para fechar o Congresso e o STF.”
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), repudiou o desrespeito a instituições democráticas e classificou como “lamentável” a atitude de Bolsonaro. “Devemos repudiar com veemência qualquer ato que desrespeite as instituições e os pilares democráticos do país. Lamentável o apoio do presidente Jair Bolsonaro a uma manifestação contra o Congresso Nacional”, escreveu Doria no Twitter. “O Brasil lutou muito para resgatar sua democracia”, ele lembrou.
O ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), candidato derrotado à Presidência, cobrou uma reação dos eleitores ao vídeo disparado pelo presidente. “Se o próprio presidente da República convoca manifestações contra o Congresso e o STF, não resta dúvida de que todos aqueles que prezam pela democracia devem reagir”, escreveu Ciro, em mensagem postada no Twitter. “É criminoso excitar a população com mentiras contra as instituições democráticas e sem causa nenhuma, a não ser sua agenda anti-pobre, anti-produção e entreguista de nossas riquezas aos estrangeiros. Vamos lutar pela preservação da Constituição e pelo Brasil.”
O deputado Marco Feliciano (sem partido) saiu em defesa de Bolsonaro e disse que manifestações são normais na democracia. “Estamos numa democracia e manifestações são previstas na Constituição Federal desde que sejam pacíficas”, disse Feliciano ao Estado. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse apenas que “é hora dos bombeiros aparecerem”.
O jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), classificou o ato como “conspiração contra um dos Poderes da República”. “Não sei o que ele tomou nesse carnaval para tomar um ato de tamanha ousadia. É gravíssimo. Convocar a nação para desconstituir um Poder está entre os itens que justificam um impeachment.”
A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que “é inacreditável que o presidente atente contra as instituições e a democracia”. “A auto propaganda é mentirosa. Não é patriota, está entregando as riquezas do Brasil. Muito menos incorruptível, com (Fabrício) Queiroz, Adriano (Magalhães da Nóbrega) e as milícias que lhe cercam.”
O presidente do PSDB em São Paulo, Marco Vinholi, classificou o posicionamento do presidente como “preocupante”, e disse que o ato faz parte de um contexto autoritário. “A escalada da pauta autoritária apoiada pelo governo Bolsonaro é extremamente preocupante para a democracia, tendo mais um episódio inadequado incluindo o tema no ato do dia 15.”
Fonte: Portal Terra
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reforma tributária pode ser votada em março no plenário da Casa. Maia ainda não tinha citado prazos para a análise da proposta. A declaração foi dada em Nova York, onde Maia recebeu o prêmio Woodrow Wilson de Serviço Público.
“A nossa intenção é trabalhar esses dois meses [novembro e dezembro], ter o texto pronto até o final do ano e, assim que o Congresso seja reaberto, que a gente possa votar na comissão, e até março no plenário”, afirmou, de acordo com o G1.
Quando perguntado se é um bom momento no Congresso para a aprovação de mudanças nos impostos, Maia argumentou que a reforma tributária “nasceu” na Câmara e no Senado, o que facilitaria o avanço da medida no cronograma estabelecido.
“Então, há um comprometimento maior, maior responsabilidade dos parlamentares no texto que foi criado pela Casa, isso facilita a tramitação”, disse.
Atualmente, a Câmara e o Senado discutem propostas diferentes de reforma tributária. O governo chegou a dizer que apresentaria uma proposta própria, o que ainda não ocorreu. A ideia é que as duas Casas e o governo consigam criar um texto comum.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é o relator da reforma tributária na Câmara. A proposta em análise foi apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP) e pelo economista Bernard Appy.
No senado, a matéria está sob a relatoria de Roberto Rocha (PSDB-MA). O texto foi apresentado por um grupo de senadores e encampou a proposta apresentada pelo então deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que chegou a ser aprovada em comissão especial na Câmara, mas não chegou a ser analisada em plenário.
“O deputado Baleia junto com o Appy e a equipe econômica vão começar, junto com os senadores, principalmente o Roberto, vão começar a dialogar e tentar construir um texto que resolva esse problema que ainda existe no setor de serviços, por causa da alíquota do novo imposto de bens e serviços”, afirmou.
Em linhas gerais, os textos em análise por deputados e senadores propõem simplificar a cobrança de tributos com a unificação de vários impostos. A carga tributária, porém, seria mantida. O que muda seria a forma de cobrança, que passaria a ser no consumo e não na produção, além da redistribuição dos recursos arrecadados.
Maia disse estar otimista de que a reforma tributária será aprovada no ano que vem.
O tratamento dado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao agora ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy, deixou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), “perplexo”. Levy entregou sua carta de demissão, nesse domingo (16), após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter dito que ele não era leal e estava com a “cabeça a prêmio”.
Diante deste contexto, Maia disse ao blog de Andréia Sadi, no G1, que soube da saída de Levy pela imprensa e que ficou surpreso com a justificativa do governo. Em entrevista ao colunista Gerson Camarotti, também do G1, o ministro da Economia disse que Bolsonaro ficou “angustiado” porque Levy escolheu “nomes ligados ao PT” para o banco.
Sem sequer ser questionado, após participar de um evento na tarde de sábado (15), Bolsonaro declarou à imprensa que exigiu a imediata demissão do diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Pinto, e que, se isso não fosse feito, ele próprio demitiria Levy sem consultar Paulo Guedes.
Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007) – Fiocca era considerado um homem de confiança de Guido Mantega, que foi ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma Rousseff (PT). Logo após a declaração de Bolsonaro, o diretor se demitiu.
Com informações do Bahia Notícias e G1
Perícia feita nos sistemas internos da Odebrecht de registro de pagamento de propina mostraram pagamentos no valor de R$ 1,4 milhão a codinomes atribuídos ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao pai dele, o ex-prefeito do Rio e vereador César Maia (DEM).
De acordo com delatores, Rodrigo Maia era “Botafogo” e “Inca” nas planilhas. Já o pai, César Maia, era o “Despota”. As informações são do G1.
Os dados estão no pedido de prorrogação do inquérito por 60 dias, feito na quarta-feira (10) pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Os documentos estão sob análise do relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin. Ainda não há prazo para o magistrado decidir sobre a prorrogação.
Conforme Dodge, a perícia apontou ordens de pagamentos no total de R$ 2,050 milhões a pai e filho. No entanto, os pagamentos efetivados seriam de valor menor: R$ 1,4 milhão.
Ainda segundo a PGR, foram identificadas três planilhas, de três delatores da Odebrecht, com relação aos dois.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) declarou, na noite de sexta-feira (22) que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), precisa “ter mais tempo para cuidar da previdência e menos tempo cuidando do Twitter, porque senão a reforma não vai avançar”.
O líder do Legislativo respondeu às declarações de Bolsonaro sobre o mal-estar entre ele e a família do presidente, em entrevista ao Jornal Nacional.
Bolsonaro, que viaja ao Chile, havia defendido diálogo e declarado que precisa conversar com Maia.
“Só conversando. Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis ir embora o que você fez para ela voltar, não conversou? Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, afirmou o presidente.
Em resposta, o presidente da Câmara cobrou articulação do governo para aprovação da reforma no Congresso.
“Eu não preciso almoçar, não preciso do café e não preciso voltar a namorar. Eu preciso que o presidente assuma de forma definitiva o seu papel institucional, que é liderar a votação da reforma da Previdência, chamar partido por partido que quer aprovar a presidência e mostrar os motivos dessa necessidade”, afirmou Maia à Globo.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acusou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de desrespeitar um acordo feito com o presidente Jair Bolsonaro. Cobrado publicamente pelo ministro a colocar em discussão o pacote anticrime apresentado no mês passado, Maia o desautorizou. Também o acusou de “copiar” outro projeto que já tramita na Casa. “Moro está desrespeitando acordo meu com o governo.
Nosso acordo é priorizar a reforma da Previdência. Espero que ele entenda que hoje ele é ministro de Estado. Ele está abaixo do presidente. Eu já disse a ele que esse projeto vai ser posterior à Previdência”, afirmou Maia nesta quarta-feira, 20. Mais cedo, Moro participou do lançamento da Frente Parlamentar da Segurança, a bancada da bala, e disse que conversaria com o presidente da Câmara para que reavaliasse a decisão de criar um grupo para discutir a sua proposta por 90 dias antes de enviá-lo a uma comissão da Casa.
A medida foi vista como uma forma de “travar” a tramitação do projeto. “Vou conversar respeitosamente com o presidente da Casa (Rodrigo Maia, DEM-RJ)”, disse Moro. “Funcionário do presidente Bolsonaro?”, reagiu Maia ao ser questionado se havia conversado com Moro sobre o tema. “Conversa com o presidente Bolsonaro e se o presidente Bolsonaro quiser, conversa comigo. Eu fiz aquilo que acho correto.
O projeto é importante. Aliás, ele está copiando projeto do ministro Alexandre de Morais, cópia e cola. Então tem poucas novidades no projeto dele”, disse Maia, em referência a uma outra proposta discutida no ano passado por uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado se estava irritado com a declaração, Maia afirmou que o ministro conhece “pouco a política”. “Não estou irritado, mas acho que ele conhece pouco a política”, afirmou. “Ele está confundido as bolas. Ele não é presidente da República. Não foi eleito para isso. Tá ficando uma situação ruim para ele”, afirmou. Com informações do Estadão Conteúdo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (19) que os militares precisarão compreender a dificuldade da situação econômica do Brasil na discussão do projeto que reforma a Previdência dos integrantes das Forças Armadas; “O problema é que nós estamos no fim da festa, o Brasil quebrou e eles estão querendo entrar nessa festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música já está acabando e não tem ninguém para dançar”, disse Maia
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (19) que os militares precisarão compreender a dificuldade da situação econômica do Brasil na discussão do projeto que reforma a Previdência dos integrantes das Forças Armadas.
“O problema é que nós estamos no fim da festa, o Brasil quebrou e eles estão querendo entrar nessa festa no finalzinho, quando já está amanhecendo, a música já está acabando e não tem ninguém para dançar”, disse Maia.
“Então é preciso analisar como compensá-los de alguma forma sem sinalizar para o Brasil que estamos empurrando essa festa por mais alguns anos, com o estado já quebrado”, acrescentou.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quarta-feira (6) que esta é a “última” chance de o Congresso Nacional aprovar a reforma da Previdência Social sem tirar direitos da população.
Em entrevista à GloboNews, Maia disse que o ambiente na Câmara para votar a proposta é “bom” e acrescentou que a previsão é o plenário analisar o tema até a segunda quinzena de maio.
“Nós temos a última oportunidade, no meu ponto de vista, de fazer uma reforma sem tirar direito dos brasileiros que ganham menos, mas que a gente não entre em um colapso fiscal, que vai ser uma situação muito pior para todos”, afirmou.
De acordo com o Tesouro Nacional, o sistema previdenciário registrou déficit de R$ 290,2 bilhões no ano passado.