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CORTINA E CIA COLCHÕES

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista desta quarta-feira (25) trouxe à tona um tema central para o futuro da educação pública: a valorização dos professores da rede municipal. Durante a Tribuna Livre, a presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp), Greissy Leôncio Reis, apresentou uma defesa firme da mudança na data-base da categoria e reforçou a importância de políticas concretas de reconhecimento profissional.

O principal ponto abordado foi o Projeto de Lei nº 01/2026, que propõe a alteração da data-base dos professores de maio para janeiro. A medida, segundo a representante sindical, busca alinhar o reajuste salarial municipal à Lei do Piso Nacional do Magistério, evitando prejuízos financeiros recorrentes enfrentados pela categoria. Atualmente, com a data-base em maio, os professores deixam de receber, na prática, quatro meses de reajuste anual, o que representa perdas acumuladas ao longo dos anos.

De acordo com Greissy, essa mudança não é recente na pauta da categoria. Trata-se de uma reivindicação histórica, construída ao longo de oito anos de mobilização e negociação. A possível aprovação do projeto simboliza, portanto, uma conquista significativa para os profissionais da educação municipal e evidencia a força da organização coletiva.

Além da questão da data-base, a presidente do Simmp destacou outros desafios enfrentados pelos professores. Entre eles, a estagnação do plano de carreira — sem avanços há quase uma década — e a redução de gratificações, que já ultrapassa 10 pontos percentuais. Esses fatores, somados, impactam diretamente na valorização profissional e nas condições de trabalho dos educadores.

A fala também reforçou um ponto essencial: não é possível discutir educação de qualidade sem colocar o professor no centro do debate. São esses profissionais que estão diariamente nas salas de aula, lidando com desafios diversos e desempenhando um papel fundamental na formação de cidadãos.

Outro aspecto importante foi o pedido de apoio à Comissão de Educação da Câmara Municipal, buscando fortalecer o diálogo com o Executivo e ampliar as chances de avanço nas pautas da categoria. A articulação política, nesse contexto, aparece como peça-chave para transformar reivindicações em conquistas concretas.

Ao final, a mensagem foi clara: valorizar os professores é valorizar a escola pública. E, mais do que isso, é reconhecer o papel estratégico da educação na construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida. Em um cenário onde a escola pública atende majoritariamente a classe trabalhadora, investir nos profissionais da educação é investir no futuro coletivo.

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Durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 12, a presidente da ACAEPA – Associação Conquistense de Atendimento Especializado à Pessoa Autista, Vitória Aparecida Rezende, fez o uso da tribuna livre para destacar os feitos de sua entidade.
Vitória salientou que a ACAEPA atende os portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA), um problema que atinge mais de 2 milhões de pessoas no Brasil. Além disso, contou um pouco sobre a fundação da associação em fevereiro de 2017, que busca dar voz e vez aos portadores de TEA.
A presidente relatou que a instituição realizou diversos atendimentos específicos voltados diretamente para as famílias, além de terapias, assistência social, assessoria jurídica, rodas de conversa, oficinas lúdicas, workshops, a realização de um simpósio que contou com participantes de outras cidades, entrevistas em veículos de comunicação, divulgação nas redes sociais, participação nos conselhos municipais de assistência social e do PDDU.
Por fim, Vitória também citou a promulgação de leis em favor da pessoa autista e com deficiência, e a organização, através da ACAEPA, de atividades esportivas e de entretenimento para os autistas. A presidente agradeceu aos 28 profissionais e estagiários que passaram pela entidade e a todos que contribuíram e contribuem com a associação.

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Na Sessão desta sexta-feira (06), o ex-vereador, Arlindo Rebouças, iniciou seu pronunciamento na tribuna livre apresentando um vídeo do prefeito Herzem Gusmão (MDB) na inauguração da Subprefeitura do Distrito de José Gonçalves.

Em seguida, Arlindo salientou que o prefeito afirmava no vídeo que a referida subprefeitura foi criada “de fato e de direito”, por isso, solicitou uma cópia do decreto de criação do órgão, mas a resposta dada pelo Executivo Municipal foi que “a subprefeitura não é uma unidade orçamentária, mas é um programa de governo. Não há decreto publicado”.

O ex-vereador afirmou que fica triste ao ver parlamentares colaborando com o Governo Herzem e citou como exemplo o fato de a prefeitura não ter detalhado quanto foi gasto com a reforma do prédio que ocupa em José Gonçalves e ressaltou que o local está sendo alugado por 2 mil reais mensais.

Rebouças também afirmou que o município tem contrato com a locadora de veículos Aquidabã, no valor de 807 mil reais, até o final do ano que vem, para o aluguel de um trator agrícola.

Ainda, segundo o ex-parlamentar, uma das cláusulas do documento prevê que a prefeitura arque com pneus novos, em uso tanto em estradas quanto em rodovias, e que os veículos sejam geridos a partir dos artigos 136 e 137 do Código Brasileiro de Trânsito, que trata de transporte escolar.

Por fim, Arlindo avaliou a administração municipal como incompetente e mentirosa, por não ter criado nem a subprefeitura e nem a Prefeitura da Zona Oeste, por meio de decretos, pedindo também, a investigação da Câmara sobre o contrato citado.
Ouça o pronunciamento do Ex-vereador Arlindo Rebouças

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O ex-vereador Arlindo Rebouças fez uso da tribuna livre na Câmara Municipal, na manhã desta sexta-feira, 26, para fazer cobranças ao Executivo Municipal. “Espero que o fantasma do prefeito não chegue nesta Casa”, indagou, completando que “o maior fantasma é o da incompetência. Não tem zelo com o recurso público”.
EMURC – Rebouças falou também sobre a Emurc, que, segundo ele, faz as planilhas para executar as obras sem licitação. “A empresa ainda é falida. A obra da praça Vitor Brito que deveria ser executada em semanas demorou um ano. A Olívia Flores ninguém sabe quando fica pronta”, lamentou.
Falou que quando Herzem assumiu a prefeitura existia um contrato com a Torre de pouco mais de R$ 600 mil por mês e “agora mais de um milhão de reais sem licitação”. Disse que encaminhará para o Ministério Público denúncias sobre o assunto. De acordo com ele, a Emurc é uma empresa pública de direito privado. “A fundação é pública de direito privado. Ela pega as obras como qualquer outra, mas quem abastece os carros, quem faz a manutenção? Como pago a empresa e ainda mantenho os carros? O vereador tem que fiscalizar. Tudo que falo tá documentado. Isso é uma vergonha. Também é desvio de serviços públicos”, completou.
Zona Rural – Rebouças destacou também a situação das estradas da zona rural: “Quem conhece a zona rural sabe como estão nossas estradas, e o prefeito pega a melhor patrol e cede para Condeúba. Como pode? E ai ele contrata e aluga esses equipamentos. Isso é desvio de recursos públicos”, contou. Lamentou ainda que esse empréstimo esteja acontecendo, “porque quem empresta não está precisando, e a gente está precisando, eu soube que a prefeitura vai doar mais duas pra Itapetinga”.
Ainda, de acordo com o pronunciamento de Arlindo, “corre por aí que houve alguns desvios na educação, mas quero acreditar que não houve”. E contou que fez um requerimento solicitando a relação e valores gastos nas escolas do município.
“Recebi o relatório de que 2017 e 2018 foram 145 escolas reformadas, mas não vieram os valores. Fiz outro requerimento solicitando que fossem encaminhados os valores e empresas que executaram as reformas. Recebi a resposta de que em 2017 e 2018 foram reformadas somente 49 escolas e os valores não vieram de novo. A prefeitura ganhou um troféu por ser a mais transparente, que transparência é essa? A transparência é tão fantasma quanto a administração do prefeito. Por que esconder? Por que eram 145 e agora só 49?”, questionou, e disse que aguardará dez dias para um retorno por parte da Secretaria Municipal de Educação, caso isso não ocorra entrará com processo junto ao Ministério Público.
Comentando a tribuna, o líder do governo na casa, Jorge Bezerra disse o ex-vereador já tem um histórico de se revoltar contra o prefeito que ele apoia. “Na gestão passada apoiou Guilherme e depois se revoltou” e perguntou se quando ele era secretário de Herzem ele era fantasma. “Tinha funcionário fantasma na sua secretaria?” Bezerra falou ainda que havia votado em Rebouças para prefeito nas últimas eleições, mas que se arrependeu. “Votei para vossa senhoria no primeiro turno. Me arrependi. É difícil dar credibilidade a uma oposição dessa. Quando está do lado apoia, quando é exonerado se revolta contra o governo” e finalizou dizendo que “sempre foi oposição ao PT e continuarei sendo. Não pulo de galho em galho”.
Confira o pronunciamento de Arlindo Rebouças na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores:

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