Está marcado para amanhã (19), um grande protesto dos prestadores do serviço de transporte escolar de Vitória da Conquista. A categoria teve as atividades paralisadas desde março deste ano, por conta da pandemia do Novo Coronavírus e, consequentemente, os pagamentos foram interrompidos pela Prefeitura sem nenhum tipo de diálogo ou auxílio. Cerca de 300 famílias dependem financeiramente deste serviço. O vereador Valdemir Dias (PT) tem encampado a defesa dos prestadores e na manhã desta terça-feira(18), em entrevista ao Programa Redação Brasil, criticou o descaso do Governo Municipal com estes profissionais.
Valdemir reforça que a única fonte pagadora destes prestadores é a prefeitura, no entanto, desde o início da pandemia, não foi houve nenhuma inciativa do Governo Municipal de negociação. “Os prestadores estão pedindo diálogo. Veja só, eles só rodaram cinco dias do ano letivo. A única fonte pagadora é a prefeitura porque eles não podem rodar em outras atividades. Foram exigidos na licitação adequações, GPS, reforma de pneu, redução do ano da frota. Esses servidores investiram, financiaram veículos e não receberam nada esse ano. Eles estão passando dificuldades”, frisou.
O vereador reforçou sua critica a falta de diálogo do Governo Municipal.”Na verdade, desde que essa gestão assumiu a Prefeitura falta diálogo com todas as categorias, com os servidores, com prestadores de serviço. Só não falta diálogo com as empresas de consultoria de fora da cidade”, disparou. “Não restou outra alternativa aos prestadores do serviço do transporte escolar se não o protesto, já que o governo não abre para o diálogo. A prefeitura agora faz chantagem para que aborte o protesto para que sentem a mesa para conversa. Mas a categoria não vai abrir mão disso”, defendeu.
Valdemir é autor do requerimento 117/2020, aprovado pela Câmara Municipal no dia 05 de Agosto, que solicita do Poder Executivo Municipal a prorrogação dos contratos vigentes com os prestadores do serviço de transporte escolar rural por mais três anos, bem como a dilatação do prazo do ano de fabricação dos veículos vencedores do último processo licitatório. O objetivo é minimizar os prejuízos sofridos por esses trabalhadores por conta da pandemia. “É preciso minimizar os prejuízos desses prestadores”, pontuou.
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