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*Informe Publicitário

Empresa fecha o ano de 2025 já ostentando a terceira posição no pódio geral

A BYD foi a grande protagonista do mercado automotivo em Vitória da Conquista. Na cidade, a marca ficou em primeiro lugar no acumulado do ano, com mais de 16% de participação do mercado e com 492 unidades comercializadas, ultrapassando marcas tradicionalmente consolidadas na região, como Hyundai, Toyota e Caoa Chery.

Em Salvador, a BYD alcançou a liderança de vendas no varejo para o mês de dezembro, com uma fatia de mais de 13% do mercado, superando marcas tradicionais que atuam na cidade, como Volkswagen, Fiat e GM.

Salvador é uma cidade estratégica para a BYD devido à proximidade de seu complexo fabril em Camaçari e a companhia segue investindo na expansão de suas vendas com o objetivo de alcançar a liderança nacional do mercado automotivo até 2030.

Olhando para o acumulado do ano, a BYD já chegou ao pódio e passou a ocupar a terceira colocação geral do ranking de 2025, em uma distância muito próxima do segundo e do terceiro lugar.

CRESCIMENTO NO BRASIL
A BYD teve grandes conquistas no mês de dezembro, quando alcançou a segunda posição em vendas no varejo de automóveis no Brasil, com mais de 13 mil unidades emplacadas, colocando-se à frente de companhias tradicionais como GM, Fiat e Toyota. Foram 12,52% de participação de mercado nesse segmento, um passo relevante rumo ao objetivo de liderar o setor automotivo brasileiro até 2030.

O fechamento do ano de 2025 consagrou a BYD em sétimo lugar entre as marcas de carros que mais emplacaram veículos leves (não comerciais) no Brasil, com 111.683 unidades registradas, o que garante também uma participação de 5,59% de toda a indústria de automóveis. Considerando a soma com comerciais leves no acumulado de 2026, a empresa fica em oitavo lugar, ainda no top 10, representando uma participação de 4,43% do mercado.

Os resultados de 2025 significam um crescimento superior a 47% em relação aos mais de 76 mil veículos vendidos em 2024. Desse volume, 101.448 carros são apenas do segmento do varejo, consolidando a marca na 5ª posição do ranking, com 9,57% de market share e deixando para trás montadoras tradicionais que atuam há décadas no Brasil, como Toyota e Honda. Ainda, entre as 10 marcas que mais venderam no varejo, considerando automóveis e comerciais leves, a BYD foi a que mais cresceu em 2025 no comparativo com o ano anterior tanto em volume (+ 36.003) quanto em percentual (+46,87%).
Em dezembro, no varejo, a BYD foi a marca mais vendida em todo o estado de Alagoas, que abraçou a marca e a posicionou no topo do ranking. A empresa ultrapassou montadoras como Fiat e Volkswagen, assumindo também a liderança nas cidades de Arapiraca e Maceió.

Além disso, a BYD manteve a primeira colocação por dois meses consecutivos em Brasília (DF) e Salvador (BA).
A marca também alcançou a segunda posição entre as mais vendidas nas capitais Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).

“O ano de 2025 marca uma virada definitiva para a BYD no Brasil. Alcançamos nosso melhor desempenho impulsionados por um portfólio altamente competitivo e pela rápida expansão da nossa rede de concessionárias, acompanhando uma mudança clara na escolha do consumidor. Não é crescimento pontual, é a verdadeira revolução do mercado”, destaca Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto.

A trajetória da BYD no Brasil é notável: ao chegar ao país em 2022, a montadora vendeu apenas 260 veículos. No ano seguinte, em 2023, registrou um salto expressivo de 6.800%, com cerca de 17 mil carros emplacados. Já em 2024, a empresa consolidou seu crescimento no mercado brasileiro ao superar 76 mil veículos eletrificados vendidos, um recorde histórico. Em 2025, a BYD manteve sua curva ascendente e alcançou a marca de mais de 112 mil carros eletrificados vendidos em um único ano, reforçando sua posição como uma das marcas que mais crescem no setor automotivo no Brasil.

“Esse desempenho é fruto de uma estratégia clara, centrada no cliente e sustentada por investimentos contínuos em inovação e sustentabilidade. Foi assim que assumimos a liderança dos veículos eletrificados e passamos a disputar, de igual para igual, o topo do ranking geral, superando marcas tradicionais e consolidando a BYD como uma nova referência da indústria automotiva no Brasil”, completa o executivo.

Os modelos mais vendidos da BYD em 2025 foram:
● BYD Dolphin Mini (32.459);
● BYD Song Pro (22.526);
● BYD Song Plus (16.680);
● BYD Dolphin GS (12.263).

LIDERANÇA ABSOLUTA NOS ELETRIFICADOS
Em 2025, ainda segundo dados da Fenabrave, a BYD segue na liderança absoluta em veículos eletrificados. No segmento de elétricos (BEV) a marca garante 72% de market share com 57.089 unidades emplacadas, o que significa precisamente 2,62 vezes a soma de todos os outros fabricantes da lista combinados.

O resultado expressivo também se estende ao segmento de híbridos, no qual a empresa lidera com participação de 27% e 54.577 unidades, quase 12 mil veículos acima da Fiat, que ficou em segundo. De todos os emplacamentos da marca, 51% são referentes aos carros elétricos, enquanto os híbridos plug-in representam 49% das vendas.
A BYD lidera o segmento de veículos elétricos no Brasil, e o modelo que ocupa o topo da categoria não poderia ser outro: o BYD Dolphin Mini. Sinônimo de carro elétrico, o modelo é o único a ultrapassar a marca de 50 mil unidades vendidas desde o seu lançamento, em 2024. Ao lado de seu “irmão mais velho”, o BYD Dolphin, o BYD Dolphin Mini acelerou a transformação da mobilidade elétrica e, juntos, atenderam ao desejo dos consumidores brasileiros por um veículo sustentável, com tecnologia de ponta, conectividade e design moderno por um preço competitivo.

“2026 não será apenas mais um ano, será o próximo grande salto. Vamos ampliar investimentos, expandir nossa presença no Brasil e colocar na rua soluções que não seguem tendências, mas definem os rumos da mobilidade no país. O que conquistamos até aqui é só o começo. A BYD tem um plano ambicioso, visão de longo prazo e muita entrega pela frente, e é ao lado dos brasileiros que vamos transformar essa ambição em realidade”, afirma Tyler Li, presidente da BYD Brasil.

EXPANSÃO GLOBAL
Em 2025, a BYD consolidou sua posição como líder global na indústria automotiva, à frente da Tesla, ao registrar mais de 4,6 milhões de veículos eletrificados entregues em todo o mundo, seja 100% elétricos ou híbridos plug-in. No mesmo ano, a marca superou 1 milhão de unidades vendidas no exterior, transformando seus mercados fora da China em um importante motor de crescimento internacional.

Além disso, ao expandir sua atuação em vários mercados, a BYD já assumiu a liderança em vários países, como o Uruguai, impulsionando a adoção de veículos eletrificados e consolidando sua posição estratégica no cenário mundial de mobilidade sustentável.

BYD é líder de vendas em Vitória da Conquista no acumulado de 2025.docx

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A Lavagem do Bonfim voltou a evidenciar, nesta quinta-feira (15), a profunda conexão entre fé, cultura e identidade afro-brasileira. Ao longo da caminhada entre a Igreja da Conceição da Praia, no Comércio, até a Basílica do Senhor do Bonfim, a presença dos blocos de matriz africana reafirmou a dimensão histórica e simbólica da festa. Com o apoio do Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia que fortalece a cultura popular e identitária do estado, foi garantida a participação de 11 entidades na celebração de 2026.

Patrimônio imaterial do Brasil, a Lavagem do Bonfim é marcada pelo sincretismo religioso e pela expressividade cultural do povo negro. Ao som dos tambores e cânticos, os blocos afros imprimiram ritmo, ancestralidade e resistência ao cortejo, em exaltação ao papel central das agremiações na construção da festa ao longo das décadas.

RETORNO DO OLODUM – Entre os destaques de 2026 está o retorno do Olodum à Lavagem do Bonfim após 25 anos, momento simbólico para a história da celebração. Com cortejo formado por 120 percussionistas, homens e mulheres, além de dançarinos e alegorias, o bloco voltou a ocupar as ruas do circuito.

De acordo com o presidente Institucional do Olodum, Marcelo Gentil, a apresentação foi possível graças ao apoio do Programa Ouro Negro. “É o retorno a uma antiga tradição. Milton Nascimento disse que o artista tem que ir aonde o povo está, e o povo está na Lavagem do Bonfim. Essa volta se deve exclusivamente ao importante apoio estratégico do Programa Ouro Negro. Sem esse apoio, ficaríamos mais uma vez de fora”, afirmou.

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Diligências recuperaram uma televisão e um celular

Um homem, de 40 anos, foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (9), por furto qualificado a um estabelecimento comercial, no bairro de Candeias, em Vitória da Conquista. Diligências realizadas pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos daquele município ainda resultaram na recuperação de uma televisão e um celular.

As investigações apontaram que os autores do crime arrombaram a porta principal do estabelecimento e subtraíram uma televisão, quatro celulares e R$ 160 reais. Imagens internas foram utilizadas para identificação dos suspeitos.

O homem que foi localizado confessou a participação no crime e indicou outros envolvidos. Ele foi encaminhado a uma unidade policial onde passou por exames de praxe e permanece à disposição da Justiça. Diligências seguem em andamento para identificar os demais envolvidos.

Matheus Nogueira / Estagiário sob supervisão de Marcela Correia / Ascom PCBA

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A ação cumpre mandados judiciais, remove câmeras ilegais e resulta em prisão em flagrante

A Polícia Civil deflagrou, na madrugada desta sexta-feira (9), a Operação Paraguai, no município de Itambé, com o objetivo de desarticular núcleos de uma organização criminosa, combater o tráfico de drogas e elucidar homicídios relacionados à atuação do grupo na região. Durante a operação, foram apreendidas porções de cocaína, crack e maconha, uma balança digital, 14 aparelhos celulares, um notebook e oito câmeras de vigilância. Um homem, de 32 anos, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

A ação foi concentrada no bairro Felipe Achy, conhecido como “Paraguai”, onde foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliar, além da remoção de mecanismos de vigilância clandestina, a exemplo de câmeras de videomonitoramento instaladas ilegalmente em postes de iluminação pública e utilizadas por criminosos para monitorar a movimentação policial.

As diligências ocorreram em endereços vinculados a investigados apontados como integrantes de uma organização criminosa envolvida com o tráfico de entorpecentes e suspeita de participação em homicídios registrados no município ao longo de 2025.

A operação contou com a participação de 30 policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, e teve o apoio da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga), das equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) de Pedra Branca e do Sudoeste, além da Guarda Municipal de Itambé.

A ação foi autorizada pelo Poder Judiciário da Comarca de Itambé, com parecer favorável do Ministério Público. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos, aprofundar a elucidação dos crimes e interromper a escalada de violência na localidade.

Pedro Moraes / Ascom PCBA
Imagens: Divulgação Ascom PCBA

 

 

 

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu uma política de segurança pública baseada em método, inteligência e responsabilidade, em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira. Para ele, o combate ao crime organizado não deve ser tratado como disputa ideológica, mas como uma política de Estado.

Jerônimo afirmou que a esquerda precisa enfrentar o tema sem preconceitos e rejeitou o rótulo de leniência. “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, disse, ao sustentar que a atuação policial deve ser firme, mas dentro da lei, com respeito aos direitos humanos e ao devido processo legal.

O governador reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade pelo enfrentamento do problema. Segundo ele, a resposta passa por investimentos em inteligência policial, formação continuada, controle externo e uso de tecnologias como câmeras corporais e sistemas de monitoramento.

Na entrevista, Jerônimo também defendeu que o Estado esteja preparado para enfrentar facções armadas. “O crime organizado tem armamentos potentes. O Estado também precisa ter para enfrentá-lo”, afirmou, ressaltando que o uso da força deve ser técnico, planejado e supervisionado.

Além da repressão qualificada, o governador destacou ações preventivas, como a ampliação de escolas em tempo integral, serviços de saúde e políticas sociais em áreas mais vulneráveis, integrando segurança pública e desenvolvimento social.

Jerônimo ainda cobrou maior cooperação federativa e criticou a redução de investimentos federais em segurança durante o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo ele, fragilizou o combate ao crime organizado nos estados.

No campo político, o petista minimizou pesquisas desfavoráveis e lembrou que levantamentos erraram em eleições anteriores na Bahia. A entrevista projeta a imagem de um gestor que busca conciliar pragmatismo, princípios e a defesa de uma polícia forte, aliada a um Estado presente e à justiça social.

 

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O Blog do Redação manifesta profundo pesar pelo falecimento do Coronel PM Inácio Paes de Lira Júnior, da reserva remunerada, ocorrido nesta quinta-feira (8), em decorrência de um trágico acidente de trânsito na BA-263.

Ao longo de 38 anos de dedicação à Polícia Militar, o Coronel Lira construiu uma trajetória pautada pelo compromisso com a segurança pública e pelo constante aprimoramento da Instituição, sendo reconhecido pelo profissionalismo, liderança e espírito público.

Em Vitória da Conquista, ocupou posições de grande relevância na Polícia Militar em três momentos marcantes: foi comandante do 9º Batalhão, diretor do Colégio da Polícia Militar e, por fim, atuou no Comando de Policiamento Regional do Sudoeste (CPRSO), onde encerrou sua carreira. Destaca-se que foi pioneiro no comando do CPRSO, função exercida entre 2015 e 2018, período marcado por uma liderança firme, resoluta e comprometida com a proteção da região.

Aos 64 anos, o Coronel Inácio Paes de Lira Júnior deixa esposa, dois filhos, amigos e um legado de relevantes serviços prestados à Polícia Militar da Bahia e à sociedade.

Neste momento de profunda dor, o Blog do Redação se solidariza com familiares, amigos e irmãos de farda, desejando conforto e força para enfrentar esta irreparável perda.

Até o momento, os detalhes sobre o velório e o sepultamento não foram informados pela família.

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O senador Otto Alencar (PSD) garantiu que vai apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição deste ano, mesmo que o senador Angelo Coronel (PSD) não faça parte da chapa governista que vai disputar o pleito deste ano.

Em entrevista ao Programa Política ao Vivo, concedida nesta quinta-feira (8), Otto Alencar, que é presidente do PSD na Bahia, revelou ainda que o partido não deve fazer qualquer exigência caso Coronel não faça parte da chapa.

“O PSD só indicará um nome para a chapa, que é o de Angelo Coronel. Se por acaso ele não for, o partido permanece na aliança, mas não indica ninguém, para não parecer que houve troca ou compensação política”, pontuou.

Ao comentar a decisão de Coronel em não aceitar ser candidato a vice-governador, Otto afirmou que respeita a posição do correligionário. “Eu até disse que nasci para ser vice-governador, mas respeito a opinião dele. É meu compadre, meu amigo”, declarou.

Fonte: Bahia.ba
Foto: Pedro França/ Agência Senado

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Nesta sexta-feira dia 9 de janeiro, às 9 horas, na Praça 9 de Novembro, centro de Vitória da Conquista, movimentos sociais, entidades do movimento negro, estudantes e organizações populares realizarão protesto denunciando o fechamento da Casa do Estudante Quilombola Dandara dos Palmares.

A Adusb estará presente no ato, reafirmando sua solidariedade de classe e seu compromisso histórico com a defesa da educação pública, do direito à permanência, diplomação e da luta antirracista.

Desmonte sistêmico: das escolas rurais à universidade

O fechamento da Casa do Estudante Quilombola, realizado em 5 de dezembro de 2025, não é um fato isolado, mas faz parte da política municipal em se recusar a assegurar condições dignas para que a classe trabalhadora possa estudar com dignidade. Dados levantados com base no cruzamento de diferentes fontes e documentos, incluindo informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, levantamento do Conselho Quilombola do Sudoeste Baiano e pesquisa da UESB sobre o encerramento das atividades de escolas do campo, revelam que a Prefeitura de Vitória da Conquista fechou 14 escolas em comunidades quilombolas num intervalo de cinco anos. Esta situação reafirma o projeto de exclusão social dirigida especialmente à população negra, reafirmando assim um projeto de sociedade racista do governo Sheila Lemos, que contou com a devida conivência do legislativo local .

A política de “nucleação”, então instituída, obriga crianças e adolescentes a percorrerem longas distâncias para estudar, desenraizando-os de seus territórios. Essa estratégia adotada pelo governo, principalmente na área da educação, consiste em fechar escolas pequenas (geralmente rurais, indígenas ou quilombolas) e transferir estudantes para unidades maiores e centralizadas, chamadas de escolas-núcleo. Agora, ao fechar também a citada Casa do Estudante, o poder público municipal ataca a outra ponta do ciclo educacional, inviabilizando a permanência daquelas/es que conseguiram, com muita luta, chegar à universidade. Trata-se de um projeto de exclusão que atinge a juventude negra do ensino fundamental ao superior.

O fechamento de escolas e a recente desativação da Casa do Estudante Quilombola não são apenas escolhas administrativas equivocadas; são violações de direitos garantidos por lei. A postura da Prefeitura desrespeita a Lei nº 12.960/2014, que proíbe o fechamento de escolas do campo sem justificativa técnica e anuência da comunidade, e ignora a Convenção 169 da OIT, que obriga os governos a consultarem os povos de comunidades tradicionais, mediante procedimentos apropriados, cada vez que sejam previstas medidas legislativas ou administrativas suscetíveis de afetá-los diretamente. Trata-se de uma política de apagamento que, ao negar a pedagogia quilombola e as condições de permanência estudantil, aprofunda o racismo estrutural e institucional no município.

Prioridades invertidas: R$ 400 milhões para obras, zero para permanência

A violência simbólica e política do fechamento da Casa do Estudante se agrava pelo contexto orçamentário. A medida foi anunciada no mesmo dia em que a Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores um pedido de empréstimo de R$400 milhões, sem a devida transparência sobre a destinação dos recursos.

A mensagem deixada pela gestão municipal é que para o capital e para obras de infraestrutura sem explicação detalhada, há pressa e verba abundante. Para políticas públicas voltadas à população negra e quilombola, como a manutenção de um espaço de moradia, sobram o abandono, o descaso e o corte de verbas.

A invisibilidade de uma população majoritária

Segundo o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia é o estado com a maior população autodeclarada quilombola do Brasil, com aproximadamente mais de 397 mil pessoas integrando esse grupo étnico, o que corresponde a cerca de 30% da população quilombola recenseada no país. Vitória da Conquista figura entre os dez municípios com maior população quilombola do Brasil, somando cerca de 12 mil pessoas e 33 comunidades certificadas pela Fundação Palmares, sendo apenas uma urbana, o Beco de Vó Dôla.

Apesar dessa força demográfica, a presença quilombola não se traduz em direitos. O reconhecimento formal das comunidades não tem garantido acesso à terra, saúde ou educação. Pelo contrário, a retirada de equipamentos públicos demonstra que, no plano municipal, prevalecem decisões racistas e voltadas aos interesses da elite.

O gargalo do Ensino Superior na Uesb

A luta pela Casa do Estudante Quilombola é vital porque o acesso à universidade já é, por si só, restrito. Na Uesb, embora existam ações afirmativas, os números ainda são insuficientes para a demanda regional. Das mais de 1.000 vagas anuais (1.019 em 2025; 1.029 em 2026), mais da metade vai para ações afirmativas, mas sem cota específica exclusiva para quilombolas nessa modalidade, diluindo essa população em categorias amplas. Houve avanço com a oferta de vagas extras, mas ainda insuficiente para atender a real necessidade desta população. No PSAI 2026.1, foram 38 vagas exclusivas para quilombolas, uma por curso.

Contudo, de nada adianta garantir a vaga para ingressar na educação superior se a Prefeitura Municipal nega a estrutura para que o estudante do campo possa viver e estudar na zona urbana. É necessário e urgente ampliar o acesso na educação superior, defender políticas afirmativas efetivas, não só para a entrada na universidade, mas também lutar para que estes estudantes tenham reais condições de permanência e diplomação.

Por reparação e justiça

Investir em políticas públicas para a população quilombola não é favor, é obrigação constitucional e reparação histórica. Educação pública de qualidade, permanência estudantil e respeito aos territórios são inegociáveis.

A Adusb convoca a categoria e a sociedade para somar forças neste dia 9. Sem reparação não há justiça, e sem investimento público não há inclusão.

Fonte: ADUSB

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A Associação Pré-Sindical dos Servidores de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (ASCRA) manifesta preocupação com o cenário de precarização do trabalho dos servidores ambientais no Brasil, evidenciado pela recente matéria que aponta que o Ibama acumula cerca de R$ 950 milhões em multas ambientais prescritas, resultado direto do deficit de servidores e da falta de estrutura dos órgãos ambientais.

Para a ASCRA, os dados não podem ser tratados como falhas individuais ou administrativas isoladas. Eles refletem um problema estrutural, marcado pela ausência de concursos públicos, pela sobrecarga das equipes e pela desvalorização contínua dos profissionais responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos recursos hídricos.

A associação destaca que a escassez de servidores impacta diretamente etapas fundamentais dos processos de fiscalização, como a análise, o julgamento e o acompanhamento dos autos de infração. Com equipes reduzidas e condições de trabalho inadequadas, muitos processos acabam ultrapassando prazos legais, resultando na prescrição das multas e em perdas financeiras significativas para o Estado, além do enfraquecimento da política ambiental.

Segundo a ASCRA, a precarização não afeta apenas a arrecadação, mas compromete a própria capacidade do poder público de coibir crimes ambientais, prevenir danos e garantir o uso sustentável dos recursos naturais. “Quando o Estado deixa de investir em seus servidores ambientais, quem perde é toda a sociedade. A conta da precarização chega em forma de danos ambientais, perda de arrecadação e enfraquecimento das políticas públicas”, destaca César Ribeiro, presidente da ASCRA.

A entidade reforça que o caso do Ibama serve de alerta para estados e municípios, incluindo a realidade baiana, onde os servidores ambientais também enfrentam sobrecarga de trabalho, déficit de pessoal e limitações estruturais que dificultam o pleno exercício de suas atribuições.

Diante desse cenário, a ASCRA defende como medidas urgentes a realização de concursos públicos, a recomposição das equipes, a melhoria das condições de trabalho e a valorização dos servidores ambientais, reconhecendo o papel estratégico desses profissionais na defesa do meio ambiente, dos recursos hídricos e na proteção do interesse público.

Hillary Fonseca
Jornalista- DRT 6429/BA

Foto: Divulgação

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As comissões técnicas da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) tiveram um 2025 bastante produtivo. O balanço das atividades dos 13 colegiados — 11 permanentes e dois temporários — foi positivo e mereceu elogios da presidente Ivana Bastos, que destacou o trabalho dos deputados estaduais, tanto em plenário quanto nas comissões temáticas, e manifestou a expectativa de que, neste ano, a produção legislativa seja ainda mais profícua.

Ao longo do ano passado, as comissões temáticas promoveram 166 ações, sendo 94 reuniões ordinárias, quatro conjuntas e duas extraordinárias, estas realizadas pelas comissões de Constituição e Justiça, e de Direitos Humanos e Segurança Pública. Também foram realizadas três visitas técnicas por deputados das comissões de Saúde e Saneamento, e de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, além de dez sessões de instalação dos colegiados.

Com foco em debater e analisar temas que impactam diretamente a vida dos baianos, as 13 comissões se debruçaram sobre assuntos específicos em 54 audiências públicas realizadas ao longo de 2025.

Para o secretário-geral das Comissões, Bira Corôa, os colegiados tiveram um ano profícuo, não apenas pelos números, mas, sobretudo, pela riqueza dos debates, “muito qualificados tanto nas reuniões ordinárias quanto nas audiências públicas e itinerantes, em diversos temas de interesse da população baiana”. Ele destacou ainda que a produção legislativa de deputados e deputadas ganhou relevo, com proposições aprovadas nas diversas comissões por onde tramitaram e, posteriormente, apreciadas e aprovadas em plenário.

AUDIÊNCIAS VARIADAS

A Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo, por exemplo, discutiu a prestação dos serviços da Neoenergia/Coelba no Oeste da Bahia; o andamento das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol); a implantação do VLT do Subúrbio e em Simões Filho; além da terceirização, pejotização e do fechamento de agências bancárias no estado. Ao final do ano, o colegiado contabilizou 21 reuniões ordinárias, 12 audiências públicas, duas reuniões conjuntas e uma visita técnica.

A Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle também iniciou o ano legislativo em ritmo intenso. Já em fevereiro, realizou sua primeira audiência pública, quando foram analisadas as metas fiscais do 3º quadrimestre de 2024. Na sequência, em mais duas audiências públicas, os deputados ampliaram os debates sobre as metas fiscais referentes ao 1º e ao 2º quadrimestres de 2025. O colegiado encerrou o ano registrando, ainda, outras 11 sessões ordinárias.

A Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos iniciou seus trabalhos em março, com a primeira das quatro audiências públicas realizadas em 2025, que teve como tema a apresentação do Canal do Sertão. A cobrança pelo uso da água e o pagamento por serviços ambientais, o fim dos lixões e a coleta seletiva estiveram entre os assuntos debatidos ao longo do ano.

A jaca e suas potencialidades inauguraram, ainda em março do ano passado, a série de nove audiências públicas realizadas pela Comissão de Agricultura e Política Rural em 2025, além de 18 reuniões ordinárias e duas conjuntas com a Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo. O colegiado debateu, em encontros com ampla participação popular, temas como as invasões de terra no Sul da Bahia; as ações do ICMBio em Una; as cadeias produtivas do vinho e do leite no estado; as ações do governo no combate à seca, além de celebrar o Dia do Fiscal Agropecuário.

A Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público abriu a agenda de audiências públicas analisando as políticas públicas de valorização do teatro na Bahia. Ao longo do ano, promoveu ainda dez reuniões ordinárias e 18 audiências públicas, discutindo temas que incluíram a regulamentação da atividade dos motoristas de aplicativos, o transporte universitário intermunicipal, as políticas públicas voltadas às comunidades ciganas, a reforma administrativa e o futuro do serviço público, encerrando o calendário com o debate sobre a construção da Casa dos Artistas na Bahia.

A oferta dos serviços de saúde do Planserv aos servidores públicos estaduais; a Semana Estadual de Conscientização e Informação sobre a Dislexia e Transtornos de Aprendizagem; e a análise do tema “Diabetes: a epidemia invisível que mais onera o sistema de saúde” estiveram entre os assuntos debatidos pela Comissão de Saúde e Saneamento, que realizou cinco audiências públicas e nove reuniões ordinárias em 2025. Coube à Comissão de Defesa do Consumidor e Relações de Trabalho discutir a situação do plano de saúde dos aposentados do Banco Itaú.

Secretário-geral das Comissões, Bira Corôa
Foto: Ascom ALBA/Agência ALBA

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