Em seu editorial no Redação Brasil na manhã desta segunda-feira (27), o jornalista Deusdete Dias discorreu sobre as manifestações pró-Bolsonaro, realizada em todo o Brasil, inclusive em Vitória da Conquista. Ele argumentou que é democrático promover atos políticos, mas que é preciso senso crítico para saber o que deve e o que não deve ser defendido. O fato de eleger um presidente, por exemplo, não significa aceitar cegamente toda e qualquer ação de seu governo.
Deusdete Dias fez referência direta aos cortes na Educação superior, feios pelo Ministério da Educação, e elencou uma série de prejuízos à sociedade decorrentes desta medida, especialmente no campo das ciências. Lembrou que países que investiram maciçamente em educação conseguiram, por exemplo, superar o problema da escassez de água, graças aos investimentos na qualificação científica. Para Deusdete, é preciso discernir o que deve ser apoiado e o que precisa ser criticado em qualquer governo.
Confira o editorial com Deusdete Dias
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Elias Borges – Time do Doce Mel na primeira divisão do Campeonato Baiano
Gordo Repórter – Polícia e Cotidiano
Gerson Gonzaga – Cotidiano
Daniel Morais – Giro Brocado
Igor Novaes – Esporte
Luciana Nery – Universo Diverso
Mateus Araújo – Produção audiovisual
Com a presença do torcedor que saiu da cidade de Ipiaú para incentivar o Doce Mel em Salvador, o clube Ipiauense não tomou conhecimento do Olímpia e venceu por 3 x 0.
Precisando reverter um resultado negativo obtido no primeiro jogo em Ipiaú, quando perdeu por 2 x 1, não restou outra alternativa senão partir pra cima do time adversário.
Buscando o primeiro gol o atacante Gustavo acertou o chute forte de fora da área, abrindo o placar no final do primeiro tempo.
Na volta do intervalo, logo nos primeiros minutos o zagueiro Andreson cobrou uma falta fazendo o segundo gol do Doce Mel.Desnorteado dentro de campo, o Olímpia não conseguiu segurar o ímpeto do time Ipiauense, com isso a equipe comandada por Elias Borges partiu pra cima e restou ao atleta que foi destaque do Doce Mel na competição fazer a jogada que resultou no terceiro gol. Adnael sofreu o pênalti que Gustavo bateu e fechou o placar.
Com o resultado a equipe do Doce Mel chega à Série A, um feito inédito para o município de Ipiaú, cidade que tem pouco mais de 50 mil habitantes no centro-sul baiano. O Doce Mel Esporte Clube foi criado depois de uma fusão com o Atlanta de Jequié.Depois da compra o empresário Alípio Silva trocou o nome do time, fez um trabalho de base, disputou a segunda divisão por três vezes e na terceira tentativa chegou a série A em 2019.
Fonte: Solar Esportes Fotos: Beto Almeida
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Gordo Repórter – Polícia e Cotidiano
Gerson Gonzaga – Cotidiano
Igor Novaes – Esporte
Luciana Nery – Universo Diverso
Mateus Araújo – Produção audiovisual
O clima esquentou na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). O líder do PSL na Casa, Delegado Waldir, gritou para todos ouvirem que "a Bahia é um lixo". O representante do presidente Jair Bolsonaro (PSL) completou dizendo que o lixo era governado pelo PT, em uma clara menção ao governador Rui Costa (PT).
O descontrole aconteceu durante uma sessão da Comissão de Educação da Câmara. Estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) tentaram fazer perguntas ao o ministro da Educação, Abraham Weintraub, mas foram impedidos. O deputado federal goiano delegado Waldir (PSL) disse que são maconheiros.
Assista o vídeo:
Deusdete Dias – Editorial – Prorrogação de mandatos
Gordo Repórter – Polícia e Cotidiano
Gerson Gonzaga – Cotidiano
Igor Novaes – Esporte
Luciana Nery – Universo Diverso
Mateus Araújo – Produção audiovisual
Em seu Editorial desta quarta-feira (22), o jornalista Deusdete Dias voltou a falar do grave problema envolvendo o transporte coletivo em Vitória da Conquista e da dificuldade que o prefeito Herzem Gusmão vem tendo para resolver o assunto. Segundo o âncora, apesar de “tanta assessoria jurídica”, o fantasma da não-regulamentação das vans permanece e causa sérios problemas à comunidade. “Ele fez campanha dizendo que ia regulamentar as vans com uma canetada, que as vans não seriam multadas nem perseguidas. A população não pode ser castigada”, afirmou Deusdete Dias.
Deusdete Dias – Editorial “Ele criou essa confusão das vans e tem que resolver”
Gordo Repórter – Polícia e Cotidiano
Gerson Gonzaga – Cotidiano
Igor Novaes – Esporte
Luciana Nery – Universo Diverso
Mateus Araújo – Produção audiovisual
O governador da Bahia, Rui Costa, resolveu sair das cordas e adotou a estratégia de partir literalmente para o ataque aos professores das quatro universidades estaduais baianas, em greve há mais de um mês com uma pauta de reivindicações que inclui reajuste salarial e incremento de investimentos nessas unidades de ensino superior. A relação entre governo e grevistas está trincada desde 2015, mas piorou recentemente com o corte dos salários pelos dias não trabalhados, assunto que virou caso de justiça.
O Redação Brasil de hoje repercutiu uma declaração do governador – feita durante encontro com jornalistas – que tende azedar ainda mais as relações. Entre outras coisas, ele afirma que o movimento grevista foi partidarizado, ou, em suas próprias palavras, “apropriado por um partido político”, e afirmou que o povo pobre da Bahia não deve arcar com os “benefícios altíssimos” de um pequeno número de pessoas e que, por isso, não admitia atender à reivindicação dos professores em greve.
“Alguns podem dizer que estou acirrando os ânimos, mas é preciso que o povo saiba o que eles estão pedindo. O povo pobre, que é ambulante, que é taxista, que é motorista de ônibus, que é engenheiro… alguém vai pagar isso. O povo topa ficar pagando isso? Então me desculpe, não terá nunca minha concordância. De onde eu vim, eu aprendi que nós temos que garantir direito básico para a maioria do povo. Toda vez que você deixa um pequeno número de pessoas com benefícios altíssimos que a maioria do povo não tem, alguém tá pagando a conta. Infelizmente, quem tá pagando a conta são as pessoas mais pobres e de onde eu vim não posso concordar com isso”.
Confira o áudio do Governador Rui Costa
A presidente do Conselho Municipal de Saúde de Vitória da Conquista, Monalisa Barros, foi entrevistada no Redação Brasil na edição desta terça-feira (21), sobre o caso de assédio sexual de que é acusado o ginecologista Orcione Júnior. Ao jornalista Deusdete Dias, a psicóloga afirmou que o conselho está acompanhando o caso – que alcançou repercussão nacional – para “esclarecer o ocorrido sem que haja outros prejuízos aos envolvidos”.
A psicóloga argumentou que o conselho emitiu uma nota pública por entender tratar-se de “quebra de lei” a exposição do conteúdo de prontuários médicos, que pertencem às pacientes e dos quais os médicos são meros guardiões. Ela faz referência ao fato de advogada de defesa de Orcione Júnior, Palova Amisses Parreiras, haver mencionado informações de pacientes durante entrevista coletiva semana passada.
“O conselho se mostra preocupado com esse caso de repercussão nacional. O prontuário é de propriedade do paciente. O médico é guardião do documento. Se o conteúdo veio dos prontuários, trata-se de quebra da lei,”, afirma Monalisa Barros. Ao tratar da questão específica das denúncias de assédio sexual, a psicóloga, que também é professora do curso de Medicina da UESB há 15 anos, avalia que o mais recomendado nesses casos, em que há contato físico entre médicos e pacientes, é que se assegure a presença de um auxiliar técnico durante o procedimento.
“As pessoas que tornam-se vítimas não podem virar réus. Se elas viveram tudo que viveram, a exposição de dados as torna ainda mais vítimas”, afirmou a presidente do Conselho, argumentando que a OAB e outras entidades devem buscar garantir a liberdade das mulheres cursarem suas vidas com tranquilidade, “sem imputação de outras violações de direitos”.
Leia, na íntegra, a nota pública do Conselho Municipal de Saúde
Sendo o Conselho Municipal de Saúde o espaço máximo do controle social sobre as ações e serviços de saúde no município tendo como objetivo principal a formulação, fiscalização e deliberação sobre as políticas de saúde, a plenária do Conselho Municipal de Saúde de Vitória da Conquista vem a público manifestar sua preocupação com a devida apuração das denúncias largamente divulgadas acerca das queixas de assédio sexual por 24 mulheres contra um médico em nossa cidade. Entendemos que as queixas de assédio sexual são gravíssimas e exigem uma apuração cuidadosa, ética e criteriosa. Há, portanto, uma necessidade premente da devida apuração dos fatos, sem que estejamos acolhendo antecipadamente o julgamento do caso.
Entretanto, recentemente, assistimos a utilização de informações sigilosas supostamente pertencentes aos prontuários das pacientes que ora acusam um médico de abuso sexual analisados de forma a privilegiar os julgamentos de conduta o que pode aumentar o constrangimento, e até resultar em sentimento de ameaça e freio a novas denuncias, caso existam.
A observância do sigilo médico constitui-se numa das mais tradicionais características da profissão médica. O segredo médico é um tipo de segredo profissional e pertence ao paciente. Sendo o médico o seu depositário e guardador, somente podendo revelá-lo em situações muito especiais como: dever legal, justa causa ou autorização expressa do paciente. Revelar o segredo sem a justa causa ou dever legal, causando dano ao paciente, além de antiético é crime, capitulado no artigo 154 do Código Penal Brasileiro.
Vale frisar que, conforme disposto no artigo 1º da resolução n.º 1.638/2002, do Conselho Federal de Medicina, o prontuário médico é definido como o documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo. A guarda de tão importante documento é responsabilidade do médico em seu consultório, ou pelos diretores de clínicas ou hospitais nos respectivos estabelecimentos de saúde. As informações fornecidas ao médico e mantidas em prontuário se revestem de sigilo e pertencem única e exclusivamente ao paciente. Exige-se a autorização do paciente, por conta de seu direito à intimidade, que tem plena aplicação ao se falar em prontuário médico. A esfera íntima do paciente é resguardada inclusive de seus familiares, mormente em casos cujas informações o mesmo não deseja que se tornem públicas a ninguém.
Análises de supostas condutas das mulheres atendidas pelo médico a partir de seus sintomas ou agravos que justificaram o atendimento pode ter o significado de um constrangimento. Constranger significa compelir, coagir, obrigar, forçar, determinar, impor algo contra a vontade da vítima, mas também pode ser o ato de causar um embaraço sério (de incomodar). Nesse processo, a conduta da mulher e sua adequação ao papel social feminino foram questionadas e reguladas aos limites concebidos de forma estereotipada e preconceituosa. Em outras palavras, o comportamento sexual feminino esperado foi passível de julgamento público. Este tipo de conduta pode aumentar o sofrimento psíquico das supostas vítimas produzindo outros efeitos iatrogênicos. A defesa não deve violar direta ou indiretamente direitos fundamentais da mulher tais como o respeito a sua vida, à integridade mental e moral, à liberdade e segurança pessoal e o direito de igual proteção perante a lei, entre outros.
A investigação do caso deve ser pautada por princípios éticos, legais e resguardar aos limites impostos pela lei. O CMS presa pela qualidade da assistência à saúde em nosso município e a adequada apuração poderá contribuir para este fim. Assim, oferecemos ao processo estas recomendações e cuidados, ao tempo em que recomendamos a Secretaria Municipal de Saúde que oferte acompanhamento psicológico a todas as mulheres que formalizaram a denúncia até o momento.
Confira a participação de Dra. Monalisa Barros no Redação Brasil