CMVC - Junho
CMVC - JULHO
Novo Paraiso
VickPark 1

O desenvolvimento econômico e social do Sudoeste da Bahia deve-se muito à UNIVERSIDADE ESTADUAL, disso ninguém tem dúvidas, no dia 27 de maio deste ano a UESB completará quarenta anos de relevantes serviços prestados à Bahia e em especial a nossa Vitória da Conquista.

Com a vinda de tantas faculdades particulares, tantos Ensinos à Distância os EADs transformou esta cidade como o maior polo de convergência educacional do interior baiano. Mesmo que a oferta de vagas para cursos superiores tem se avolumado e favorecendo o acesso ao terceiro grau, a UESB continua sendo a maior referência.

Sabemos que as Universidades públicas passam por uma crise, existem quem defendem que os ricos, paguem pelo ensino nas Universidades Públicas; outros são contra a qualquer tipo de quotas, que tanta oportunidade deu àqueles que jamais teriam acesso às universidades de qualidade, lembrando que muitos desses quotistas tem se destacado como exímios alunos, sobressaindo inclusive como bons profissionais no mercado.

Não sou a favor que os ricos paguem, nem sou contra as quotas de qualquer natureza, entendo com uma grande conquista, mas defendo que assim como os quotistas tem o acesso, que seja também permitido a milhares de alunos que não conseguem ingressar na UESB pelo Vestibular e que sacrificam seus pais para pagar nas universidades particulares TENHAM ACESSO ÀS VAGAS NÃO PREENCHIDAS e AQUELAS ORIUNDAS DAS EVASÕES.

Quantos grandes talentos ficam sem acesso ao ensino superior, exatamente pela falta de oportunidade da escola pública gratuita, quantos pais e quantas mães lastimam a falta de condições de pagar uma faculdade particular e que desistem dos seus sonhos. Quantas e quantas famílias se sacrificam para pagar as faculdades particulares e desistem no meio do caminho por falta de recursos.

O que é mais triste é que o acesso nas faculdades e universidades públicas é tão difícil que se igualam as provas de mestrados e doutorados, a UESB no no último edital 175/2019 de 24 de setembro de 2019, mais de mil vagas foram disponibilizadas, equivalente às vagas do vestibular 2020, mas no item 41.1 deste edital, exigiu que as notas das provas de conhecimentos básicos para ter acesso as vagas, fossem de no mínimo 7 (sete) excluindo todos e quaisquer que atingissem notas inferiores, deixando as vagas inacessíveis, além de cobrar pela inscrição, ainda que valor irrisório, mas que de certa forma inibe o acesso, defendemos que seja o preenchimento pela classificação.

O que é mais deprimente ainda é saber que o ESTADO paga toda estrutura física, administrativa e docente para uma quantidade de alunos e é comum salas com capacidade para 40 alunos ter apenas 10 discentes, teríamos aqui que escrever um livro para enumerar o quanto isso é grave.

Espero que nosso Reitor, juntamente com o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão – CONSEPE, o Conselho Universitário – CONSU e outros conselhos repensem e faça nossa UESB cada vez maior

Espero que nos convença que estejam certos, mas como leigos não admitimos que o professor pago para 40 alunos continue dando aulas para uma quantidade menor.

Continuo defendendo a UESB, continuo achando que a UESB poderá duplicar sua força através da inovação, pois a UESB é a primeira e a número UM.

*JOSE MARIA CAIRES – Empresário. fundador do movimento Conquista pode voar mais alto e do movimento Duplica Sudoeste.

CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM
Neste sábado (15), foi o penúltimo dia da segunda edição do projeto Pôr do Sol no Cristo.

O cantor Xexéu, ex integrante da Timbalada, encerrou as apresentações deste sábado em ritmo de carnaval. O público lotou a Serra do Periperi, onde foi montada a estrutura do evento. Em entrevista, Xexéu afirmou que possui uma ligação muito grande com a cidade.

“Vitória da Conquista tem uma grande ligação comigo. Um dos primeiros shows que a Timbalada fez foi aqui. É uma cidade muito bonita, de gente trabalhadora. E esse projeto tá muito bonito, com a Polícia Militar e a comunidade, é disso que o Brasil precisa”, afirmou.

Confira o vídeo:
Além de Xexéu, se apresentaram os cantores Fred Sampaio, Fabiano dJuamba e Kiribamba.

O público pôde aproveitar toda estrutura gastronômica, diversão infantil, atividades para melhor idade e circuito esportivo, além de toda a segurança proporcionada pela Polícia Militar.

[caption id="attachment_23024" align="aligncenter" width="693"] Banda Djuamba[/caption]

Hoje (16) é o último dia do projeto com shows Nagib, Xangai, Essencial Hit e o violino ao pôr do sol.

Fonte: Blog do Sena  
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM
CORTINA E CIA COLCHÕES

De tom carnavalesco, a música-título O mundo vai já vem sendo mostrada em shows pela artista desde o fim de 2019. O clipe da faixa foi gravado em 16 de dezembro na Praia do Forte, na Bahia, com figurinos e adereços alusivos aos blocos de rua.

Além de O mundo vai, o EP apresenta outras duas músicas inéditas, Coisa linda – gravada com o humorista Whindersson Nunes – e Não me olhe assim, gravada com Tom Kray, pseudônimo artístico do cantor Tomate, com direito a clipe filmado no Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador (BA).

A propósito, todas as músicas do disco O mundo vai ganharam clipes para gerar conteúdo audiovisual, como é (cada vez mais) comum atualmente no universo pop.

 
O Mundo Vai Ivete Sangalo Oxente (Música do carnaval) Olha que tá rolando aí? É o carnaval que tá chegando, viu? Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo Todo mundo vai, vai Traga todo mundo Chama o povo de casa As amiga mais louca Chama a rapaziada Todo mundo na rua De cabeça virada De roupa colorida Com a alma lavada, ai, ai Bota lá no grupo que o couro tá comendo Que, quando ela passa, todo mundo vai atrás Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Desce uma dose de beijo Deixa minha boca molhada O amor tá fazendo piseiro Ferve no meu fevereiro Dona do meu coração Essa é pra trincar o concreto do chão Desce uma dose de beijo Deixa minha boca molhada O amor tá fazendo piseiro Ferve no meu fevereiro Dona do meu coração Essa é pra trincar o concreto do chão Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Traga todo mundo Chama o povo de casa As amiga mais louca Chama a rapaziada Todo mundo na rua De cabeça virada De roupa colorida Com a alma lavada ai, ai Bota lá no grupo que o couro tá comendo Que, quando ela passa, todo mundo vai atrás Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Desce uma dose de beijo Deixa minha boca molhada O amor tá fazendo piseiro Ferve no meu fevereiro Dona do meu coração Essa é pra trincar o concreto do chão, venha! Desce uma dose de beijo Deixa minha boca molhada O amor tá fazendo piseiro Ferve no meu fevereiro Dona do meu coração Essa é pra trincar o concreto do chão, vai Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Aê, aê, aê, aê Venha ver, venha ver Aê, aê Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo vai Todo mundo, mundo Todo mundo, todo mundo vai (Música do carnaval!)
CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM

A vida de Joaquim Correia de Melo, último intendente conquistense durante a Monarquia (1822-1889) e o primeiro da fase republicana, proclamada em 1889, é tema da exposição “Conquista Republicana”, aberta ao público na noite desta quinta-feira (13). A iniciativa é da Câmara de Vereadores por meio do Memorial Câmara. Além de Joaquim Correia, a exposição também retrata o aniversário de 30 anos da Lei Orgânica de Vitória da Conquista, discutida e aprovada pela Câmara entre o final dos anos 80 e início dos 90, no contexto da redemocratização brasileira e promulgação da Constituição Cidadã, 1988.

Participaram da solenidade de estreia da exposição, o presidente da Casa, Luciano Gomes (PL), o prefeito Herzem Gusmão, os vereadores Luís Carlos Dudé (PTB), Edjaime Rosa Bibia (MDB) e Rodrigo Moreira (PP), além de membros da administração municipal, ex-vereadores das legislaturas que discutiram a Lei Orgânica, parentes de Joaquim Correia, historiadores e memorialistas.

O presidente Luciano Gomes afirmou que retomar as atividades do Memorial é uma grande oportunidade. Ele explicou que em 2019 foram feitos todos os esforços para que o espaço fosse reaberto ao público. Na época, a atividade de reestreia foi uma exposição sobre o político, jornalista e poeta Maneca Grosso. De acordo com Luciano, o saldo é positivo, pois o Memorial recebeu visitantes ao longo de todo o ano. Para o parlamentar, a exposição atual é um reconhecimento merecido a personalidades que têm grande contribuição para o desenvolvimento do município.

Já o prefeito Herzem Gusmão destacou a ação da Câmara e a importância de muitas autoridades ao longo da história conquistense. Ele ainda apoiou a proposta de se criar uma medalha em homenagem a João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, núcleo que deu origem a Vitória da Conquista.

A coordenadora do Memorial, Fabiana Prado, ressaltou que a exposição enfatiza a importância da autonomia do município desde a proclamação da República. Ela explicou que Joaquim Correia de Melo foi presidente do Conselho Municipal naquele período e ainda se tornaria o primeiro intendente eleito a se tornar chefe do poder Executivo de Conquista naqueles primeiros anos de República.

Homenagem – Joaquim Correia de Melo foi o primeiro intendente eleito na cidade de Conquista no período republicano. Na época, ele havia sido nomeado intendente interino, já que presidia o Colegiado Municipal, nome dado à Câmara daquele período. Sua administração aconteceu de 1891 a 1896. Intendente era uma figura da administração pública, uma espécie do que viria a ser a função de prefeito.

Muitos foram os serviços prestados por Joaquim Correia. São exemplos:

• Busca pela extinção do banditismo, que assolava o município desde 1895;

• Construção de um barracão para feirantes;

• Iluminação de ruas com lampiões;

• Criação da guarda municipal;

• Também sancionou as primeiras leis municipais, dentre as quais a que obrigava o registro do ferro do gado nos livros de marca de fogo.

Lei Orgânica Municipal – A Constituição Cidadã, promulgada em 1988, é um marco de um dos mais importantes momentos da História do Brasil, a redemocratização. Entre as inovações, a nova Constituição trouxe a obrigatoriedade da Lei Orgânica para os municípios (art. 29). Naquele mesmo ano, cidades de todo o país passaram a discutir as competências das câmaras e prefeituras.

Em Vitória da Conquista, duas legislaturas participaram das discussões sobre a Lei Orgânica: vereadores do período de 1985 a 1988 iniciaram os debates e a legislatura seguinte, 1989-1992, finalizou o processo. Em 1990 foi promulgada a Lei Orgânica do Município de Vitória da Conquista, Lei 528/1990.

Os detalhes desse processo e sobre a vida de Joaquim Correia podem ser conferidos na exposição “Conquista Republicana”.

BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM
CORTINA E CIA COLCHÕES
Ivete Sangalo, Anitta, Léo Santana, Bell Marques, Saulo, Daniela Mercury, BaianaSystem, Parangolé e Psirico. Esses são alguns dos nomes que fazem parte da grade com mais de 200 atrações que o Governo do Estado preparou para o Carnaval 2020. A programação foi apresentada à imprensa e convidados na tarde desta quinta-feira (13), no palco principal do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador.
Na capital, as atrações vão se apresentar em trios e palcos, de 20 a 25 de fevereiro, nos circuitos Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande – Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico). No interior, o governo está apoiando o Carnaval em 32 cidades de diferentes regiões.
Além das atrações musicais, o Governo do Estado é responsável por outras ações que garantem a infraestrutura da festa. “Estamos investindo em torno de R$ 73 milhões no Carnaval, garantindo segurança pública, saúde e, evidentemente, garantindo a alegria com o patrocínio dos blocos e dos artistas em trios independentes”, afirmou o governador Rui Costa, que defende a inclusão social e o acesso democrático dos foliões.
A apresentação das ações de Carnaval incluiu um pocket show de Armandinho Dodô e Osmar, com participação da cantora Daniela Mercury. Na ocasião, alguns artistas e entidades foram homenageados pelos serviços prestados ao Carnaval, dentre eles os Irmãos Macêdo, Bloco Alvorada, o cantor Nelson Rufino, Bloco Olodum e Bloco Cheiro de Amor.
Este ano, os 70 anos do trio elétrico foi o tema escolhido para a folia estadual. “O Carnaval da Cultura está cada vez mais qualificado e diversificado”, declarou a secretária de Cultura do Estado, Arany Santana, sobre a grade de atrações que garante o espaço de grandes e pequenos artistas, assim como dos blocos e entidades de matrizes africanas por meio do Carnaval Ouro Negro.
Segurança
Somente na segurança da festa, o Governo do Estado vai investir R$ 45,5 milhões, através da Secretaria da Segurança Pública (SSP), com destaque para o uso da tecnologia. Serão 300 câmeras monitorando os três circuitos oficiais, acompanhadas 24 horas por equipes no Centro de Operações e Inteligência (COI). Dez drones do Grupamento Aéreo (Graer) também enviarão imagens em tempo real para o COI. O esquema de policiamento vai contar com 27 mil policiais.
O sistema de Reconhecimento Facial também será ampliado no Carnaval de Salvador. As câmeras estarão espalhadas em pontos estratégicos dos circuitos.
Saúde
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) investirá cerca de R$ 2 milhões em ações relacionadas ao Carnaval de 2020. Haverá o reforço nos plantões em hospitais da capital e do interior, a instalação de três unidades de saúde nos circuitos de Salvador e Porto Seguro para a realização de testes rápidos que detectam HIV, sífilis e hepatites B e C, bem como a distribuição de preservativos, além de campanhas educativas que visam à prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e à doação de sangue.
Durante a apresentação das ações, nesta quinta (13), o titular da Sesab, Fábio Vilas-Boas, lembrou que "o coronavírus não está circulando no Brasil. Já o vírus da gripe H1N1, H3N2 e Influenza B sim. Por isso, é importante que as pessoas que estejam gripadas evitem ir para o circuito do Carnaval”.
Outras ações
Além das atrações e das ações de saúde e segurança, as secretarias estaduais estarão presentes na folia com campanhas de combate ao racismo, homofobia, trabalho infantil, exploração sexual e enfrentamento às várias formas de violência contra as mulheres.
Uma das novidades deste ano é a Casa Respeita as Mina Verão, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), localizado no antigo prédio do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT), na Rua das Laranjeiras, 31, no Terreiro de Jesus. O espaço abrirá no dia 19, às 17h, e vai funcionar até o fim de as comemorações do Março Mulher. Serão realizadas no local conferências e debates, pocket shows e performances, oficinas para o público feminino, lançamento de livros, gravação de programas, entre outras atrações.
Para os turistas, a Secretaria de Turismo (Setur) promoverá receptivo nos terminais de desembarque. Guias e monitores de atendimento também estarão nos principais pontos da festa em todo o estado.
Já a ação 'EcoFolia Solidára - O Trabalho Decente Preserva o Meio Ambiente' investirá R$ 650 mil para apoiar 900 trabalhadores, que serão atendidos em cinco pontos estratégicos no Politeama, Pelourinho, Ladeira da Montanha, Barra e Ondina, e mais um no bairro do Nordeste de Amaralina. Além da estrutura física dos pontos de apoio, serão distribuídos fardamento e equipamentos de proteção individual - botas, luvas e protetores auriculares, além de refeições e água para os catadores.
Por sua vez, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com a Prodeb, vai disponibilizar, através de dois pontos no Circuito do Pelourinho no Carnaval, o acesso à internet Wi-Fi com uma conexão de dados de 500 Mbps, com capacidade para 500 conexões simultâneas. O serviço estará disponível de sexta (21) a terça-feira (25).
Transmissão 
A TVE vai fazer a transmissão ao vivo da festa. Com mais de 70 horas de exibição ao vivo, a partir da quinta-feira (20) até terça. A novidade este ano é a transmissão, na íntegra, de todos os shows do Pelourinho no YouTube da TVE. O internauta que quiser acompanhar, sem interrupção, a programação do palco principal, deverá acessar YouTube.com/tvebahia. Repórter: Lina Magalí 
CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM

Uma das atrações patrocinadas pelo governo do estado no Carnaval de Salvador, o cantor Bell Marques exaltou a homenagem da gestão estadual aos 70 anos do trio elétrico no tema da festa deste ano. Nesta quinta-feira (13), o artista disse que é necessário repetir os tributos e pediu o grupo Novos Baianos na rua.

“Sempre eu me refiro aos Novos Baianos, a Dodô e Osmar, a Moraes Moreira, aos Tapajós, que foram pessoas que lutaram muito. Eu acho que é necessário fazer isso e incentivar mais ainda esses momentos. Fazer com que o trio elétrico Dodô e Osmar e os próprios Novos Baianos vão à rua de uma forma brilhante e bacana. Eu acho que o governo fazendo isso só ajuda a todos nós”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias.

O grupo Novos Baianos é formado por Baby do Brasil, Moraes Moreira, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes.

Por Ian Meneses / Matheus Caldas
Fonte: Bahia Notícias

CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM

Por James Martins/Metro1

“Me pinte aqui de Jota Morbeck”, esse bem que poderia ter sido o pedido da Rosa, a personagem de Emanuelle Araújo, para o Roque vivido por Lázaro Ramos, na cena inicial de “Ó Paí, Ó” (2007), filme de Monique Gardenberg. Mas, como todo mundo se lembra, o original é: “Me pinte aqui pra Timbalada”. E agora muita gente deve estar se perguntando: “Jota quem?”. Pois é do artista semi-anônimo para as novas gerações, mas a quem os mais velhos não se acanham de chamar “o maior cantor de trio de todos os tempos”, que vamos tratar nessa matéria. Jota Morbeck — o elo perdido do Axé.

Jucelino de Oliveira Morbeck, que detestava o próprio nome e por isso adotou o Jota, numa operação kafkiana, nasceu em Ruy Barbosa, perto de Itaberaba, em 1962, mas entrou para o mundo do Carnaval pela via de Feira de Santana, a mesma que revelou, entre outros, Luiz Caldas. Foi o primeiro a cantar em um trio elétrico na Micareta de Feira e um inovador da folia momesca soteropolitana em muitos sentidos.

A pintura da Timbalada, por exemplo, referida no início, já estava em Jota nos anos 1980. “Com uma diferença básica”, destaca o percussionista e produtor musical Jonga Cunha, “ele se pintava com tinta de parede, e as reações alérgicas eram um inferno (risos)”. Com isso, Jonga, um dos jovens diretores do bloco EVA à época, introduz uma característica fundamental do cantor. “Ele era louco. Doido de pedra! Mas, isso por que era um gênio, muito à frente de seu tempo”, afirma.

A questão é que Jota Morbeck, com todo seu talento, genialidade e loucura, ficou espremido entre a geração Dodô & Osmar e o Axé Music. Uma espécie de elo perdido mesmo entre Moraes Moreira e Bell Marques. E, embora tenha sido o introdutor de um dos hinos do nosso Carnaval, “Eva” (música da banda paulista Rádio Táxi, que por sua vez é uma versão de sucesso homônimo do italiano Umberto Tozzi), e estourado mais tarde com o “Melô do Halley”, o cantor caiu no esquecimento e, atualmente, é difícil encontrar informações a seu respeito até mesmo na internet.

Quem pôde ver e ouvir o artista em ação, no entanto, não esquece. E o impacto radiativo de Jota Morbeck inspirou muitos outros talentos. “Eu nunca vou esquecer disso na minha vida. A gente saiu da Barroquinha e subiu a Ladeira do Couro. Quando chegou na Praça Castro Alves, eu olhei, tava descendo um trio... Minha mãe era evangélica, da Igreja do Evangelho Quadrangular, imagine! Vinha aquele trio com um homem com um cabelão, cantando assim, eu falei 'mãe, quando eu crescer eu quero ser igual a esse cara’", conta Sarajane, uma das maiores representantes do gênero. E completa, com a resposta da mãe que, graças a Deus, não foi capaz de impedir sua carreira: "Tomei uma broca! 'Cala a boca, você é maluca? Aquilo é o diabo!’".

Sara, que acabou fazendo amizade com o ídolo tempos depois, quando o substituiu no Tapajós, reforça: “Eu fiquei apaixonada. Aquele negócio não saiu da minha cabeça. Era Jota Morbeck! Que cantor maravilhooooso! Eu cantei no trio por causa dele”. E a sedução do Diabo Louro enredou também os foliões, é claro. Hoje diretora de programação da TVE Bahia, Silvana Moura fala do cantor como se fosse a mesma menina de 13 anos que ficou totalmente louca por ele quando o viu pela primeira vez. Mesmo não tendo sido no trio elétrico, seu habitat natural.

“Na época, meu carnaval, infelizmente, era em clube e eu ia para o Baiano de Tênis com minhas vizinhas. Lembro que vi um show de Jota no EVA no Baiano. Ele entrou no palco como um rockstar. Uma imponência e uma indumentária psicodélica: cabelos coloridos, corpo todo pintado, calça de couro. Fiquei fã. Passei a fugir dos clubes e ir andando até o Campo Grande ou fugir de casa para ouvir aquela voz potente e carismática”, conta.

Agora sejamos um pouco cronológicos: Jota Morbeck chegou em Feira de Santana entre 1973/74 e ali cantou em barzinhos e também em bandas como Mic Five, Lordão e Gaiola Mágica. Já em Salvador, gravou no disco “Jubileu de Prata”, do trio elétrico Tapajós, em 1981, e, no ano seguinte, ingressou no bloco EVA, alçando a formação à posição de destaque do Carnaval 82. Já em 86 ele passou para os Novos Bárbaros, onde pegou carona na cauda do cometa e emplacou o “Melô do Halley”. Foi quando gravou também a música “Deboche”, de Paulinho Camafeu, irmã mais velha do “Fricote”.

Inspirada em Jota, Laurinha também aderiu à pintura corporal (Acervo Pessoal).

“Na minha opinião, foi o maior cantor de trio do mundo”, afirma o empresário Jorginho Sampaio, um dos responsáveis pela contratação de Morbeck no EVA. É o mesmo que diz a cantora Laurinha, sua companheira de vocais nos Novos Bárbaros: "A primeira vez que subimos juntos no trio eu fiquei impactada. Era uma figura muito forte! Eu acho que Jota foi o maior cantor de trio de todos os tempos".

Entre as características marcantes de sua performance, os contemporâneos destacam o jeito de segurar o microfone com o pedestal (“À maneira de Freddie Mercury, que ele admirava”, pontua o percussionista Palito), o fato de Jota subir nas caixas de som, a cabeleira loura oxigenada, o repertório sempre bem escolhido (um dos introdutores de xotes, mas também de baladas rock no trio) e o carisma docemente roqueiro. “Você não perdia uma palavra do que ele cantava, interpretava como ninguém”, diz Silvana.

Capa e encarte do compacto do Eva, de 1983, com Jota nos vocais.

A loucura do cara, certamente um dos motivos de seu brilho, talvez o tenha impedido, porém, de manter o sucesso e seguir a carreira brilhante que todos viam à sua frente, quando o Axé Music estourou no país inteiro e no mundo. “Ele pode ser comparado aos outros gênios que não têm a menor capacidade de logística, estruturação, controle comercial de sua carreira… zero!”, analisa Jonga. E conclui: “Era um malucão. Gente muito boa, com um coração imenso, de relacionamento fácil (aí é que está!), mas de trabalho difícil, porque era irresponsável como os gênios são”.

Jota Morbeck faria 58 anos no próximo dia 16. No entanto, um dos motes dessa matéria é pontuar os 20 anos de sua morte. E a dupla lacuna deixada por ele em nossa música carnavalesca: tanto a ausência física, quanto de registros e menções. Em abril de 2000, durante as celebrações dos 500 anos do Brasil, o cantor foi dar um mergulho nas águas de Porto Seguro, sentiu-se mal e morreu afogado. Mas, um artista capaz de gerar o impacto que ele gerou em tantos e tão bons não pode ser apagado da história.

"Não é que ele seja o cantor mais importante do Axé. Não dá pra dizer isso em vista de carreiras como as de Bell, Tatau etc. Mas, nunca vi ninguém melhor", arremata Jonga.

E por falar em loucuras daquelas que, invariavelmente, depois que passam viram graça, Jota merece uma pequena antologia das suas.

Conta Palito: “Quando a gente viajava de carro próprio, pra tocar, Jota tinha um Gol e um Opala, e a gente não passava em nenhum posto da Polícia Rodoviária, porque a documentação do carro dele só andava atrasada (risos). Então ele já sabia onde eram os postos e por onde desviar, entrava em uma fazenda, saía em outra, e já aparecia lá na frente… (mais risos)”.

Outra de Palito: “Uma vez, em Rio Verde, estado de Goiás, onde os Novos Bárbaros cresceram muito, fizemos um show para uma campanha política e Jota tinha aquela onda de roqueiro, de se jogar, mas, nesse dia ele esqueceu de colocar a joelheira. A gente cantando aquela música de Kiko Zambianchi (‘Se um dia eu pudesse ver, meu passado inteiro…’), a banda afiadíssima, ele pulou de cima das caixas de som e caiu de joelho, sem joelheira, começou a urrar no chão e a gente ‘bora, levanta Jota’, e ele urrando… (risos), tivemos que carregar”.

Diabo louro e pintado.

Elza Tripodi, viúva de Alberto Tripodi, com quem o artista manteve um relacionamento de pai e filho até o fim, tem muitas lembranças: “Jota aprontava muito e Beto sempre passava a mão pela cabeça. Novos Bárbaros era a casa dele, tanto que ele ia e voltava. Beto era um paizão pra Jota. Nós vivemos muito juntos. E ele tinha tanta confiança em Beto que ele chegava, por exemplo, em Jaguaquara, botava gasolina no posto e dizia ‘bota na conta de Tripodi’, porque sabia que tava tudo certo. Era incrível!”.

Laurinha: “A gente tinha uma relação de irmão mesmo, vivíamos na molequeira. Uma vez, em Natal (RN), com a banda Novos Bárbaros, Jota se juntou com Pedrinho Rego e eles jogaram uma bomba pelo cobogó do banheiro onde eu tava. Quase morro do coração! Resultado: a gente foi expulso do hotel e eu nunca esqueço que Beto, que, é claro, ficou danado com a gente, pra nos castigar, nos mandou pro Hotel São Francisco, nunca esqueço esse nome, que era tipo um hotel fantasma, não tinha ninguém, a comida uma miséria, tudo ruim… e mesmo assim eles continuaram perturbando, sendo que Jota era o cabeça da esculhambação (risos)”.

Capa do LP Novos Bárbaros de 1986. Já a lembrança de Silvana nos traz de volta à música: "Uma vez ele tava no trio Novos Bárbaros e rolou um problema no som, alguns alto-falantes pifaram. Tinha uns 4 cantores. Alberto Trípodi, enlouquecido, gritou: 'Pode ir embora todo mundo, só Jota tem gogó pra segurar uma coisa assim'. E Jota continuou com a mesma empolgação e  o mesmo povão embaixo. Ele fazia o que queria com o público. E era só música, não tinha esse negócio de conversinha, não". E foi com performances assim, épicas, tanto na vida elétrica quanto nos trios elétricos, que o cantor deu uma contribuição indelével para a construção do Axé e sua galeria de ídolos. A Micareta de Feira tem um palco Jota Morbeck, mas é pouco. Ídolo dos ídolos, ele merece chegar também ao conhecimento dos mais novos foliões. Assista abaixo um mini-doc sobre o “melhor cantor de trio”, com material inédito do filme “Axé - Canto do Povo de um Lugar”:
Fonte: Metro1
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM
CORTINA E CIA COLCHÕES

Monique Alfradique protagoniza a comédia sobre a vida de uma mulher contemporânea tentando sobreviver nos dias de hoje, o espetáculo entra em cartaz em Conquista nos dias 20 e 21 de março.

👉 “Como Ter Uma Vida Quase Normal” diverte e faz o público refletir quem somos nos dias de hoje.

👉 Os ingressos Solidários estão com desconto e você ainda ajuda o Albergue Nossa Lar!

👉 Adquira no site Sympla em até 12x:

SEXTA 20h

https://www.sympla.com.br/sexta-como-ter-uma-vida-quase-normal__788183

Sábado 20h

https://www.sympla.com.br/sabado-como-ter-uma-vida-quase-normal__788193

Serviço:

Peça “Como Ter Uma Vida Quase Normal”
Elenco: Monique Alfradique
Datas: 20 de Março (sexta) às 20h
21 de Março (Março) às 20h
Local: Centro de Cultura
Informações: (77) 98835-2337
Realização: ConquistaFood

CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM

A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, através do Decreto Municipal nº 20.218, institui ponto facultativo para os servidores públicos municipais da Administração Pública Municipal direta do Poder Executivo, preservada a prestação de serviços essenciais.

Veja como fica:

  • Sexta-feira (21/02): expediente normal das 8h às 13h
  • Segunda-feira (24/02): ponto facultativo
  • Terça-feira (25/02): feriado
  • Quarta-feira (26/02): expediente normal das 13h às 18h.

Os serviços públicos essenciais vão manter suas atividades, sem prejuízo ao atendimento. Os respectivos gestores deverão montar escalas de trabalho.

CORTINA E CIA COLCHÕES
BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM

Na próxima quinta-feira (13), às 7 e meia da noite, o Memorial Câmara lançará sua mais nova exposição: “Conquista Republicana”, que enfatizará importantes fatos que aconteceram ao longo da história de Vitória da Conquista, bem como da Bahia e do Brasil, que desembocaram na autonomia da cidade a partir da Proclamação da República em 1889.

Na oportunidade, a Câmara de Vitória da Conquista prestará sua homenagem à memória de Joaquim Correia de Melo, presidente do Conselho Municipal, na época da Proclamação da República. Outras personalidades históricas da cidade também serão homenageadas no evento.

A Casa do Povo convida a todos para prestigiarem o lançamento da exposição Conquista Republicana. Mais uma grande oportunidade para reviver a história do município e a valorização do passado é um compromisso da Câmara de Vitória da Conquista.

O Memorial Câmara fica na Rua Zeferino Correia, S/N, Centro, no antigo prédio do parlamento conquistense.

BLOG DO REDAÇÃO - INSTAGRAM
CORTINA E CIA COLCHÕES