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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) acionou o ministro da Educação, Abraham Weintraub na justiça para que o gestor preste esclarecimentos sobre as acusações que tem feito contra as universidades federais.

A interpelação judicial foi protocolada pela Andifes na quarta-feira e requer que Weintraub se retrate de suas declarações sobre plantação de maconha nas federais e produção de drogas em laboratório, ou apresente provas para embasar as afirmações, de acordo com o Globo.

A ação foi protocolada na 9ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, tem como base declarações de Weintraub durante uma entrevista ao “Jornal da Cidade” e publicações do ministro no Twitter. Ontem, a Comissão de Educação da Câmara convocou o dirigente do MEC para esclarecer as acusações.

“Em sua entrevista, o Senhor MINISTRO aparentemente buscou apontar fatos para detratar e ofender perante a opinião pública as universidades federais e seus Reitores, mimetizando-as com organizações criminosas relacionadas ao tráfico de substâncias ilícitas”, diz a interpelação judicial movida pelos reitores.

O documento cita publicações no Twitter do ministro relacionando a Universidade de Brasilia (UNB) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) à produção de drogas e defende que Weintraub não publicizou, no entanto, todos os fatos.

No caso da UNB, uma notícia de 2017 publicada pelo ministro apontava que plantas de maconha teriam sido encontradas em terreno da universidade. Posteriormente, no entanto, foi provado que as mudas não estavam na instituição.

Em relação à UFMG, Weintraub publicou uma matéria que mencionava uma investigação da polícia sobre estudantes que teriam usado insumos da instituição para produção de drogas. No entando, ficou provado que os condenados no caso não tinham vínculo formal com a instituição.

“Em seu twitter, o Senhor MINISTRO apresentou reportagens com a pretensão de validar o conteúdo de sua entrevista. No entanto, mais do que rapidamente, as próprias universidades (como as Notas da UnB e da UFMG acima indicadas demonstram), a imprensa e a comunidade – ao apresentar os casos tais como efetivamente se deram e foram analisados, julgados e concluídos pelas autoridades competentes – acabaram por demonstrar que os tuítes do INTERPELADO não poderiam ser considerados como prova alguma de qualquer prática delituosa no âmbito das universidades indicadas”, diz trecho da ação.

“E mesmo que o fosse, admitindo para efeito de raciocínio, não poderia ter sido atribuída a todas as universidades brasileiras”, completa o texto.

Os reitores exigem ainda que o ministro explique seus ataques à autonomia universitária, prevista pela Constituição, uma vez que afirmou que essa garantia constitucional é “falaciosa”.

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O jornalista e historiador, Paulo Cesar de Araújo, estará em Vitória da Conquista na próxima quarta-feira (11), para falar sobre biografias não autorizadas. O evento gratuito é promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Vitória da Conquista.

 O escritor é natural de Vitória da Conquista, formado em história pela UFF e em jornalismo pela PUC-RJ.

Especialista em música popular brasileira, além do polêmico “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta, 2006), é autor de “Eu não sou cachorro, não” (Record, 2002), obra que revelou a censura à música brega durante a ditadura militar e “O Réu e o Rei”, que conta a história da sua intensa relação com a música de Roberto Carlos.

Palestra Biografias não autorizadas

Foram dezesseis anos de pesquisa que embasaram a redação da biografia, e por fim os meandros de uma das mais comentadas e controversas guerras judiciais travadas recentemente no Brasil. Atualmente é professor da rede Faetec e do Departamento de Comunicação Social da PUC-RJ.

Após a palestra, Araújo concederá uma sessão de autógrafos do livro “O Réu e o Rei”, objeto de verdadeira polêmica pública, a batalha em torno da proibição de “Roberto Carlos em detalhes”. A obra conta história do biógrafo que tenta encontrar sentido nos anos dedicados a estudar a trajetória de seu ídolo na música brasileira.

É uma história ainda sem ponto final, mas, sobretudo por isso necessária, que deve ser lida por todos os que se interessam pela discussão em torno da liberdade de expressão.

O evento ocorre no auditório Dr. Fabiano Vieira Santos Aguiar, localizado na sede da OAB Vitória da Conquista (Rua Rotary Club, 103 – Centro), a partir das 19h. As inscrições devem ser realizadas no site: www.oabconquista.com.br/eventos.

SERVIÇO:

Evento: Palestra Biografias não Autorizadas

Palestrante: Paulo Cesar de Araújo

Data e horário: 11 de dezembro de 2019, 19h

Local: Auditório da OAB Vitória da Conquista (Rua Rotary Club, 103 – Centro)

Inscrições gratuitaswww.oabconquista.com.br/eventos

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Na próxima sexta feira (13) a Arquidiocese de Vitória da Conquista estará em festa, por conta da chegada do novo Arcebispo Metropolitano, Dom Josafá Menezes da Silva, nomeado pelo Papa Francisco no ultimo dia 9 de outubro  para assumir o lugar de Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu.

Em entrevista concedida ao Blog do Nildo Freitas, o Pe. Técio Andrade Lima, Chanceler da Cúria Metropolitana disse que foi preparada uma programação especial para receber o Arcebispo eleito, que deverá desembarcar no aeroporto Glauber Rocha por volta das 19h.

Do aeroporto Dom Josafá se deslocará em carreata até a Catedral Metropolitana, onde será recebido pelos representantes do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar, e participará de um ato cívico onde receberá das mãos do prefeito Herzem Gusmão a chave da cidade.

O Pe. Técio ressalta ainda que a Cerimônia de Posse Canônica acontecerá na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, as 15h de sábado (14), e logo depois as 16:30h no Centro Cultural Glauber Rocha será realizada a Santa Missa.

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Se há uma questão em Língua Portuguesa que gera bastante polêmica, sem dúvida alguma, é o uso correto das quatro formas dos “porquês”.

Para iniciar a polêmica, digo que, em minha opinião, não há motivos para tantas opções. Podemos pesquisar e verificar quais são as formas mais utilizadas e, assim, reduzi-las de acordo com o uso.

Por enquanto, ainda temos as quatro formas dentro dos padrões normativos gramaticais. Então, vamos entendê-las.

1. PORQUE (junto e sem acento): É uma conjunção explicativa. Usamos, por exemplo, para responder perguntas. Essa forma pode ser substituída por “POIS.”
Ex.: Eu faço exercícios sempre, porque (pois) me sinto muito bem!

2. PORQUÊ (junto e com acento): É um substantivo e, portanto, vem acompanhado de artigo, numeral, adjetivo ou pronome.
Ex.: Você só arruma desculpa para não sair, é um porquê atrás do outro!

3. POR QUE (separado e sem acento): Usa-se quando for “o motivo pelo qual” ou quando for sentença interrogativa.
Ex. (1): Agora eu sei por que você sempre vai embora mais cedo.
Ex. (2): Por que a gente nunca vai jantar no restaurante japonês?

4. POR QUÊ (separado e com acento no “que”): Quando o “que” estiver em final de sentença, ou seja, ao lado da pontuação, precisa sempre ter o acento, em todos os casos.
Ex. (1): Ele está triste por quê? Por quê?
Ex. (2): O quê? E eu posso fazer o quê?

Não há muito mistério para entender o uso correto dos porquês. O problema é que na hora de colocar em um texto, por exemplo, ocorrem muitas confusões. A dica é: entenda cada conceito e exemplo que coloquei acima e procure escrever!.

Não tem jeito. Assim como um jogador de basquete passa horas por dia jogando a bola na cesta pra conseguir acertá-la sem dificuldades, você também precisa treinar para escrever cada vez melhor.

Nosso Português não é tão difícil. Infelizmente, desde os anos iniciais da escola, colocaram problemas em vez de soluções em nossa cabeça. A língua pode ter suas características preservadas, sem ferir os traços culturais e etimológicos. Afinal, as mudanças são naturais e previstas nas línguas do mundo todo. Uma dessas mudanças, por exemplo, poderia ser a redução das formas de uso dos “porquês”.

Minha proposta é pensar em uma gramática de um português brasileiro, com nossos traços culturais e de uso efetivo. Alguns professores e linguistas já estão colocando isso em prática. Talvez, daqui alguns anos, consigamos entender nossa língua e usá-la com mais eficiência e, principalmente, sem medo de errar.

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Lhist promove mostra fotográfica sobre participação de mulheres nos movimentos sociais em Vitória da Conquista.

Acontece, no dia 28 de novembro, às 17h30, no Museu Regional de Vitória da Conquista, a abertura da exposição Elas Estão na Luta. Com a curadoria de Géssica Emanuelle, estudante do curso de Cinema e Audioisual da Uesb, a mostra fotográfica é uma promoção do Laboratório de História Social do Trabalho da Uesb (LHIST) e tem por objetivo dar visibilidade e debater a presença de mulheres em assembleias, movimentos de rua e em espaços e tempos de sociabilidade associados aos movimentos sociais de Vitória da Conquista e região, na segunda metade do século XX.

As fotografias que serão expostas na mostra Elas estão na Luta constituem um recorte da coleção Movimento Social em Retrato, um acervo de mais de 7000 imagens, capturadas por meio digital pela equipe do LHIST em arquivos de sindicatos de trabalhadores de Vitória da Conquista. Às imagens selecionadas no acervo do LHIST, somam-se fotografias preservadas e disponibilizadas pela Fundação Conquistense Edivanda Maria Teixeira (Fucemate), parceira da realização do evento.

O ato de abertura da exposição irá se encerrar com a realização da Mostra Cultural da Resistência, com a participação de artistas e grupos culturais de Vitória da Conquista. A atividade será realizada em parceria com o projeto “No Quintal do Museu Regional”.

A participação é gratuita e franqueada a todos os interessados da comunidade acadêmica e regional. Não há necessidade de inscrição prévia.
Maiores informações poderão ser obtidas no LHIST/Uesb pelo telefone (77) 34248697 ou pelo email labhst@uesb.edu.br.

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O Ministério da Educação liberou na última sexta-feira (22) a totalidade do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que ainda estava contingenciado. Segundo a Capes, os recursos da fundação liberados neste ano chegam a R$ 3,98 bilhões, 4% superior aos 3,84 bilhões de 2018.

“Todos os compromissos assumidos ao longo do ano estão sendo cumpridos”, destacou Anderson Correia, presidente da Capes.

O Diário Oficial da União publicou decreto, nesta semana, relativo ao Relatório Extemporâneo de Avaliação de Receitas e Despesas de Novembro de 2019, com liberação de todas as despesas discricionárias (não obrigatórias) contingenciadas (bloqueadas) em meses anteriores.

Na semana passada, o governo anunciou o descontingenciamento (desbloqueio) de R$ 13,976 bilhões do Orçamento de 2019.

O órgão que teve a maior liberação, de R$ 3, 473 bilhões, foi o Ministério da Defesa, seguido pela Educação, R$ 2,695 bilhões, e pelo Desenvolvimento Regional, R$ 1,905 bilhão.

Segundo o governo, a liberação dos recursos foi possível porque o governo obteve receitas extraordinárias com a venda de ativos de estatais, que rendeu Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido sobre o ganho de capital das empresas, e pelos leilões do excedente da cessão onerosa e da partilha do pré-sal.

De acordo com o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, referente ao 5º bimestre de 2019, haveria a possibilidade de liberar gastos em mais R$ 7,2 bilhões e, mesmo assim, cumprir a meta de déficit nas contaspúblicas de R$ 139 bilhões. Para isso, seriam necessários créditos adicionais.

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Em comemoração ao Dia da Baiana do Acarajé, em 25 de novembro, será lançada uma websérie no YouTube, redes sociais e no site do Visit Salvador da Bahia. A produção da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), concebida pela Usina Digital, é dividida em três episódios e faz uma verdadeira imersão pela história, costumes, indumentária, religião e símbolos atrelados às baianas, que são consideradas patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Um artigo também será publicado nas ferramentas digitais. De acordo o um levantamento da Associação das Baianas de Acarajé (ABAM), Salvador tem 3,5 mil baianas e baianos espalhados por toda a cidade.

O primeiro episódio contará a “História do Acarajé”, o segundo apresentará ao público o “Tabuleiro da Baiana” e o terceiro descreverá a “Indumentária e Religiosidade em Torno da Baiana”. A ideia de web série é apresentar um pouco do universo dessas mulheres e a magia em torno do processo de produção dos acarajés.

De acordo com secretário da Secult, Claudio Tinoco, as baianas de acarajé são um patrimônio de Salvador. “Além de representarem as fortes mulheres que temos, elas são símbolo da cultura e da ancestralidade baiana. Quando o turista vê a baiana de acarajé, ele automaticamente já lembra de Salvador. E nada mais justo do que fazer essa homenagem a elas no dia 25 com o lançamento da websérie”, assinalou o gestor.

Assim é a baiana Dulce Mary de Jesus, 48 anos, que ajuda a mãe no ofício desde criança. Há 22 anos assumiu o ponto da matriarca e monta seu tabuleiro na Praça da Sé, no Pelourinho, onde comercializa suas iguarias.

“Ser baiana é minha vida. O segredo do acarajé é bater bem a massa e amar o que faz”, contou. Devidamente paramentada, ela não abre mão de toda a indumentária branca que ressai aos detalhes coloridos dos colares e turbante. “Me arrumo toda, gosto da roupa, gosto de ficar uma baiana bonita para receber meus clientes, principalmente os turistas que têm verdadeira admiração por nós”.

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A Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur) marcará presença na 32ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), com estande e ações promocionais para a divulgação dos mais diversos destinos turísticos do estado. O evento terá início no próximo domingo (24) e seguirá até o dia 1º de dezembro, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador.

Será apresentada também a Rota da Cachaça da Chapada Diamantina, com o intuito de apresentar os atrativos turísticos associados à produção da bebida artesanal, como a visitação a propriedades onde o produto é fabricado, com destaque para as localizadas na Chapada Diamantina, principal área produtora.

A Fenagro é a principal feira agropecuária do Norte e Nordeste e uma das maiores do Brasil. Este ano são esperados cerca de 100 mil visitantes da Bahia, de outros estados e países durante os oito dias de exposição. Estima-se que sejam movimentados aproximadamente R$ 100 milhões em negócios, como vendas de produtos artesanais e leilões de animais com alto padrão genético.

Fonte: Ascom/Secretaria de Turismo do Estado (Setur)

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Nesta quarta-feira, 20, foi realizada na Câmara Municipal uma sessão especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Além dos vereadores, participaram da sessão representantes de entidades que lutam contra a discriminação racial, a desigualdade de classes e em favor dos direitos da pessoa negra. A sessão também foi marcada pela entrega do Troféu Zumbi dos Palmares, em reconhecimento ao trabalho das pessoas que atuam no movimento negro em Vitória da Conquista.

O presidente da Casa, vereador Luciano Gomes (PL), abriu a sessão ressaltando a importância de políticas públicas efetivas para os negros. Destacou alguns dos direitos já conquistados e o caminho a ser percorrido pela população negra, e parabenizou a todos pelo dia 20 de novembro.

Dia de luta e resistência –  A vereadora Nildma Ribeiro (PCdoB) iniciou sua fala afirmando ser este um dia de luta e resistência que deve ser comemorado todos os dias, bem como a manutenção do combate ao racismo e a intolerância. A parlamentar disse que a Bahia é o estado mais negro do Brasil e pediu respeito para com as pessoas que lutam por uma sociedade mais justa, pois as pessoas acham que todo negro é marginalizado e não querem ver os negros nos espaços de poder. “Chega de racismo e de intolerância”, pediu.

Conquista deve pensar o 20 de novembro como feriado – O pró-reitor acadêmico da Uesb, Reginaldo Santos Ferreira, falou da satisfação em estar representando a universidade na sessão que se discute o Dia da Consciência Negra. “20 de novembro é um marco histórico para a sociedade brasileira”, falou, completando que “é o dia de atenção para com a população negra”. Segundo Reginaldo, é preciso que a comunidade entenda que “as políticas públicas devem ser reafirmadas todos os dias”. Ele descreveu o papel da universidade na região Sudoeste. “Desde 2008, a Uesv apresenta a toda comunidade políticas de ações afirmativas. Das 50% das vagas da universidade, mais da metade é reservada para os negros”. O pró-reitor contou ainda que cada curso “tem uma vaga para quilombola, uma para deficiente e uma para indígena, portanto, a Uesb cumpre o seu papel”. Outro dado apresentado por ele foi que “dos 8. 500 alunos matriculados na instituição, 70% são oriundos da escola pública. Desse modo, vale dizer que os alunos das escolas públicas são negros da classe trabalhadora”. Por fim, Reginaldo relatou programas e cursos de especialização voltadas para políticas públicas para o negro e levantou a questão de “como Conquista pode pensar no 20 de novembro como feriado”.

Poder Legislativo como espaço de promoção social – O professor Roque Mendes ressaltou o papel transformador que o Poder Legislativo tem para combater o racismo. “A Casa em que se faz as leis é o melhor lugar para combater as desigualdades e as injustiças”, disse Mendes. “Os senhores vereadores são responsáveis pelas mudanças sociais”, apontou o professor. Ele apontou que os vereadores contam com a confiança dos cidadãos que os elegeram e precisam ser cobrados por isso. “Quando o vereador ganha um voto da população, ele assume uma responsabilidade. Na hora de pensar em seus projetos, pensar em uma coisa que é a distribuição de renda. Aqui é o lugar da gente promover as transformações sociais”, concluiu.

Câmara está em dívida com o povo negro – Eliene Santos Novais, representante do Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (COMPPIR), rebateu afirmações de que a Câmara estaria sendo transformada num centro de candomblé. Ela falou que se assim fosse, reivindicações feitas pelo povo negro à Casa já teriam sido atendidas. Ela citou a entrega de uma carta com reivindicações como um dia de liberdade racial para o povo de santo e o direito de ter um espaço sagrado para culto dos orixás. “Essa carta enviada à Câmara de Vereadores ainda está sem resposta”, afirmou. Novais também cobrou a aprovação de um projeto de lei que trate da certificação do zoneamento dos templos religiosos de candomblé. Ela ressaltou que lutou muito para ter direito à fala em espaços como a Câmara e defendeu o direito de autodeterminação do povo negro, de falar e decidir por si mesmo.

É necessário que o poder público esteja realmente preocupado – O ex-vereador Alberto Gonçalves afirmou que tudo relacionado ao tema na Câmara de Vereadores tem ficado no discurso e que é necessário que o poder público esteja realmente preocupado com as políticas públicas de igualdade racial e assim, vai sendo paga a dívida histórica com o negro. Alberto também ressaltou que deve haver respeito para com as religiões de matriz africana e salientou que quando esteve na atividade parlamentar, apresentou um projeto de lei que trata do racismo institucional, mas foi vetado duas vezes na administração passada, pedindo que ele fosse recolocado em pauta na Casa. Por fim, elogiou o trabalho do prefeito Herzem Gusmão (MDB) contra a desigualdade racial no município.

Dia que marca luta dos negros – Roberto Silva, coordenador de Igualdade Racial do município de Vitória da Conquista, disse que “hoje é um marco para a luta e resistência do povo negro, momento para relembrar o que representa Zumbi dos Palmares, líder quilombola que lutou pela libertação dos escravos durante o período colonial”. Colocou a coordenação de igualdade racial à disposição da população e disse que o setor “tem a missão de articular as políticas de igualdade racial do município” e convidou toda a população a participar das comemorações pelo Dia da Consciência Negra, que será realizada no dia 21 de novembro, a partir das 15h, na Praça Nove de Novembro.

A sessão foi encerrada com a entrega do Troféu Zumbi dos Palmares a Roque Mendes Prado Trindade, Elza Santos Rodrigues de Freitas e Aurélio Fred Macena dos Santos.

 

                                                                                                                                                           Elza Santos Rodrigues de Freitas

                                                                                                                                              Aurélio Fred Macena dos Santos

                                                                                                                                                   Roque Mendes Prado Trindade
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Realizada no último domingo, 17, a 8ª Festa da Bandeira de Cabeceira do Jiboia foi um sucesso. O evento teve início às 9h, com a concentração da cavalgada na BA-263 (Duarte Distribuidora) e encerrou por volta de meia, com show do cantor do Pablo, o Rei da Sofrência.

Luciano Gomes

Promovida pelo mandato do vereador Luciano Gomes (PL), presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, a Festa da Bandeira contou com apoio dos deputados Jurandy Oliveira (PP) e João Bacelar (PL), do Governo do Estado, por meio da Bahiatursa, Prefeitura Municipal e empresários conquistenses que abraçaram a festa. O público superou as expectativas e fez valer o investimento.

A programação do evento começou com a Cavalgada dos Amigos, saindo da concentração às 14h com destino a Cabeceira do Jiboia. Neste ano, mais de 300 cavaleiros e amazonas, acompanhados de carros, motocicletas e bicicletas, participaram da cavalgada, seguida, durante todo o percurso de 8 quilômetros, pelo Simtrans e pela Polícia Rodoviária Estadual. Ao final do percurso, os cavaleiros foram recepcionados com fogos de artifício, aplausos e um almoço oferecido pelo organizador da festa.

Larissa Gomes

Shows musicais – A primeira atração foi o cantor Roberto Moreno, que animou o público com uma presença de palco agradável. Em seguida, Larissa Gomes fez um show emocionante. Natural da região, Larissa, que se apresentou pela terceira vez na Festa da Bandeira, encantou o público com sua voz, sua simpatia e seu talento.

Pablo

Por último, o Rei da Sofrência. Por ser a primeira vez na Limeira e também na zona rural conquistense, o cantor Pablo foi a atração mais esperada da noite. Ele subiu ao palco por volta das 22h e cantou seus principais sucessos. O público correspondeu ao ‘apelo’ musical, encerrando com louvor a 8ª Festa da Bandeira.

O deputado Jurandy Oliveira, autor da emenda da cultura destinada à Bahiatursa para a contratação de Pablo, participou da festa até o final. “Estou encantado com o evento, com a quantidade de pessoas, com a organização e com a simpatia das atrações e do público. Estou feliz de ter colaborado para o sucesso da Festa da Bandeira”, disse, acrescentado: “O vereador Luciano merece o nosso apoio, porque ele não pede nada pra ele, ele pede para o povo, ele pede obras, ele pede serviços, ele pede entretenimento, ele pede maquinário agrícola, ele é um entusiasta, uma pessoa que ama a região e que ama o que faz”.

O vereador Luciano Gomes disse que se surpreende a cada ano com a magnitude da festa. “A gente começou a Festa da Bandeira como uma forma de interagir os amigos da região, mas ela cresceu e hoje interage com pessoas até de cidades circunvizinhas, isso nos alegra porque a gente entende que cultura é conhecimento e entretenimento, a gente tem que lutar por obras e serviços, mas também por lazer, ninguém pode passar a vida sem diversão, porque parece que o direito ao entretenimento é só para quem mora na cidade, mas não é, esse é um direito de todos, inclusive de quem mora na zona rural”, afirmou, agradecendo de forma especial ao deputado Jurandy Oliveira e aos demais apoiadores. “Sem as parcerias seria difícil fazer uma festa tão linda como essa”, concluiu.

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